Frase da Semana

Assim, tudo é de Deus, está em Deus e existe para Deus; ele é o começo, o meio e o fim.

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Jonathan Edwards: Pregador-Teólogo da América

Sobre este item

 

Jonathan Edwards é, provavelmente, a figura mais conhecida associada ao Grande Avivamento. Frequentemente ele tem sido caricaturado, no entanto, simplesmente como o pregador do fogo e enxofre de “Pecadores nas mãos de um Deus irado”. De fato, alguns escritores seculares, envergonhados com essa distorção, tentaram até mesmo reverter completamente esse quadro, ao retratar um brilhante pensador da Nova Inglaterra que era apenas incidentalmente religioso. A verdade é que Edwards era um homem multifacetado – certamente brilhante e inegavelmente um lógico perspicaz, mas também um homem intensamente religioso, de profunda e reverente piedade. É Jonathan Edwards, talvez, o filósofo Baruch Spinoza, quem merece a descrição “o homem intoxicado por Deus”.

 

Como citar este item

 

Panosian, Edward M. “Jonathan Edwards: America’s Theologian-Preacher”. In Faith of Our Fathers: Scenes from American Church History, org. por Mark Sidwell, 33-39. Greenville, SC: BJU Press, 1991.

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Tags

 

artigos, Congregacionalistas, Jonathan Edwards, Nova Inglaterra

 

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Ensaios e Artigos

 

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Pregador, erudito, missionário, filósofo, pai, teólogo e santo – esses foram os papéis terrenos de Jonathan Edwards. Gentil, firme, diligente, sério, profundo, disciplinado e equilibrado – essas eram suas características mais convincentes. Ele era um homem de caráter, envolvido em controvérsias, um homem que durante sua vida, não menos que agora, desperta o elogio de irmãos e a calúnia de inimigos.

Ele foi chamado para viver durante um período de difícil transição, do período colonial para o revolucionário. À distância atrás dele estavam as memórias desbotadas dos dias piedosos dos peregrinos e puritanos; à distância a frente dele, a antecipação da sociedade secular, a religião do “iluminismo” e a separação da igreja do estado. Enquanto ele procurava renovar o que era, ele estimulou o contraste com o que estava por vir.

Nascido em 1703, apenas três meses depois de John Wesley e um oceano separado, o único filho homem entre os onze filhos do Rev. Timothy e Esther Edwards, na paróquia de East Windsor, Connecticut, com ministros e comerciantes em sua herança de ambos os lados, esse rapaz, que viria a se tornar o principal teólogo da América primitiva, prometia antecipadamente ser diferente de seus pares. Quando criança, ele foi dócil, reflexivo, afetuoso e sensível, mas, acima de tudo, precoce. Sua atividade intelectual foi notável. Ele começou então o que deveria ser sua prática ao longo da vida: escrever para cultivar o pensamento.

Da caneta de Edwards, quando seus dedos tinham apenas doze e treze anos, vieram ensaios como um, de mil palavras, sobre os hábitos da aranha-do-campo. Outro foi uma análise das cores e do arco-íris. Outro foi uma demonstração de que a alma não é material. Se estes parecem assuntos estranhos para um rapaz tão novo, eles refletem algo da singularidade dessa mente fértil e de sua sede incomum de conhecimento.

Essa sede, talvez cultivada primeiramente durante o ensino fundamental fornecido por seu pai, respeitado como ministro e professor, foi aumentada pela entrada do rapaz no Yale College, em 1716, pouco antes de seu décimo terceiro aniversário. Aqui, ele fez o curso estabelecido de treinamento ministerial, leu Locke e Newton, escreveu ensaios sobre a filosofia de Berkeley, todavia refletia pouca participação nas atividades não acadêmicas típicas da vida universitária. Nunca extrovertido ou dado facilmente às graças sociais, pouco capaz de apreciar os frívolos ou os vaidosos, ele parecia distante de seus companheiros. Por ter servido como mordomo da faculdade em seu último ano, alguém que servia a carne e as batatas na hora das refeições, ele desfrutava de pouco convívio, mesmo nas refeições.

Após concluir o curso, em 1720, formado em Yale aos dezessete anos, ele permaneceu para mais estudos antes de assumir um púlpito presbiteriano, por breve tempo, em Nova York, em 1722. Por um tempo ainda mais breve ele pregou em Bolton, Connecticut, antes de ser convidado a voltar a Yale para fazer o mestrado, servir como tutor e desempenhar funções administrativas durante um intervalo de vários meses, quando Yale ficou sem presidente.

Foi durante esses anos, entre a formatura e seu “estabelecimento” na paróquia de Northampton, que se tornou inextricavelmente ligado ao seu nome que Jonathan Edwards se converteu, desfrutou daquele “doce prazer em Deus e nas coisas divinas”, e registrou em seu diário uma aliança e uma determinação de dedicar todo o seu esforço ao serviço de Deus. Ao ler a Primeira Epístola de Paulo a Timóteo, o versículo 17 do capítulo 1 tocou sua alma mais profundamente: “Agora, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!”

Inexplicavelmente, esse versículo, tão atípico dos versículos que são usados frequentemente pelo Espírito Santo para produzir convicção e converter corações, fez com que a alma do jovem se voltasse para a compreensão de quem Deus é e de sua reivindicação sobre todo o ser do homem. Essa profundidade de entendimento e solenidade de propósito era típica desse filósofo-gênio, que foi igualmente um pregador que ganhava almas. Nas suas próprias palavras,

Quando eu li as palavras, entrou em minha alma. . . um senso da glória do Ser Divino; um novo sentido, completamente diferente de tudo que experimentei antes. Nunca nenhuma palavra das Escrituras me pareceu como essas palavras. Eu pensei comigo mesmo: quão excelente este Ser era, e quão feliz eu deveria ser se pudesse desfrutar desse Deus, e ser arrebatado por ele no Céu, e ser por assim dizer consumido nele para sempre! ... A partir desse momento, comecei a ter um novo tipo de apreensão ... de Cristo, da obra da redenção e do glorioso caminho da salvação por meio dele. Um senso interno e doce dessas coisas ... entrou no meu coração.

Pouco tempo depois, seu diário e seus cadernos de meditações refletem as resoluções de sua vontade no serviço de Cristo. De modo particular, começando em janeiro de 1723 e continuando até a primavera e o verão daquele ano, existem registros reveladores, como estes:

Agora, a partir de agora, não devo agir, de forma alguma, como meu. Agirei como se fosse meu se alguma vez fizer uso de qualquer um dos meus poderes, de qualquer coisa, que não seja para a glória de Deus, e não faça nada para produzi a glória Dele, toda e qualquer das minha ocupações; se eu murmurar na menor aflição; se lamentar pela prosperidade dos outros; se for de alguma maneira não caridoso; se ficar com raiva por causa de injúrias; se os vingar; se fizer alguma coisa puramente para me agradar, ou se evitar alguma coisa por minha própria vontade; se omitir alguma coisa porque é uma grande negação; se confiar em mim mesmo, se receber algum elogio por algum bem que fizer, ou que Deus fizer por meu intermédio; ou se for de alguma forma orgulhoso.

Resolvo que nenhum outro fim, a não ser a religião, terá qualquer influência sobre qualquer uma de minhas ações; e que nenhuma ação será, na menor circunstância, alguma outra coisa senão o fim religioso a conduzirá.

Nunca me deixe brincar com um livro com o qual talvez eu não tenha nenhuma preocupação no momento.

Essas amostras, de tantas outras como elas, refletem a dedicação e a singularidade da mente e do coração do homem de 23 anos que foi chamado como pastor auxiliar de seu avô materno, o Rev. Solomon Stoddard, em Northampton, Massachusetts, em novembro de 1726. Aqui ele trabalhou nesse serviço e devoção durante quase o quarto de século que se seguiu.

Northampton era a cidade mais importante do interior da Nova Inglaterra, perdendo eclesiástica apenas para Boston. A congregação procurava um provável sucessor ao idoso Sr. Stoddard, que foi pastor por mais de cinquenta anos. Mais de uma geração cresceu conhecendo apenas a ele como pastor. Edwards chegou com grandes expectativas.

Pouco depois de sua chegada, ele se casou, quando ela tinha dezessete anos, Sarah Pierrepont, filha do ministro de New Haven, bisneta de Thomas Hooker, combinando nesse casamento três famílias muito ilustres. Edwards a descreveu como “de uma maravilhosa doçura, calma e benevolência universal da mente.” Educada na casa pastoral de seu pai, ela foi facilmente capaz de fazer de seu esposo um lugar de piedade singular e prática. Tanto uma Maria como uma Marta, ela serviu e cuidou muito das necessidades materiais de uma família em crescimento (houve onze filhos no total); ela também era meditativa e espiritual, uma mulher de profunda sensibilidade.

Com a morte de Stoddard, dois anos depois de Edwards ter sido ordenado para sucedê-lo, o jovem agora assumia todas as responsabilidades da paróquia. Ele tinha 26 anos. Mais pregador e professor do que pastor, ele gastava regularmente treze horas diárias em seus estudos. Sua prática era levantar-se às quatro da manhã (às cinco, no inverno). Ele regulava cuidadosamente sua dieta, comendo o que poderia ser fácil e rapidamente digerido, para que sua mente permanecesse mais ativa. Para se exercitar, cortava lenha ou andava a cavalo. Sempre ansioso para “aproveitar seu tempo”, nas longas viagens ele pegava alfinetes e pedacinhos de papel; sempre que ele tinha uma ideia que desejava se lembrar, colocava um papel no casaco para lembrá-lo, depois do passeio, de escrever a ideia.

O púlpito era seu trono. Jonathan Edwards dedicou a maior parte de sua energia mental e física à preparação e pregação de sermões. Hoje, possuímos manuscritos ou esboços para cerca de mil deles. Ele pregava no domingo (geralmente por duas horas) e dava a palestra de ensino na quinta-feira. Para sua congregação, com cerca de seiscentos, ele costumava ler (a partir do pequeno livreto que fizera costurando pequenos pedaços de papel, 3 7/8 por 4 1/8 polegadas, a maioria dos quais tinha sido usada para outros fins do outro lado – uma imagem de sua frugalidade nativa, de coisas não menos que o tempo) - a exposição bem fundamentada no estilo puritano.

Cada sermão começava com a declaração de um assunto, “a doutrina”; a seguir, vinha a série de pontos desenvolvidos, “as razões ou provas”; finalmente, as aplicações ou “usos”. O texto muitas vezes não era imediatamente óbvio e geralmente desconhecido, mas maravilhosamente repleto da “doutrina” que ele estava apresentando. Seu sermão mais conhecido, por exemplo – “Pecadores nas mãos de um Deus irado” – foi desenvolvido a partir de um texto quase desconhecido: “A seu tempo, quando resvalar o seu pé” (Dt 32.35).

E o seu povo ouvia. Sua voz não era forte, mas solene e distinta. Ele possuía uma intensidade tranquila, “olhando e falando como na presença de Deus”. Ele era deliberado e penetrante. Ele falava menos uma série de palavras do que uma mensagem. Era sua eloquência que leva à ação depois que as palavras são esquecidas.

Contribuindo para suas dificuldades posteriores com seu povo estava sua preferência pelo estudo sobre seu convívio. Ele acreditava que poderia fazer mais bem ao seu povo escrevendo e pregando, catequizando as crianças em pequenos grupos e aconselhando seu povo com seu estudo do que visitando suas casas. Alguns interpretaram essa prática, tão diferente da do falecido Sr. Stoddard, como indiferença em vez de sua reticência natural. Fisicamente frágil a maior parte de sua vida, Edwards conservou sua energia para o que ele acreditava ser o uso mais proveitoso. No entanto, ele sempre ia ao seu povo quando chamado, aos doentes e aos aflitos. E os ministros e outros dignitários, quando passavam por ali, encontravam – e muitas vezes escreveram mais tarde sobre – sua cordial hospitalidade, cuidados graciosos e provisão para seu bem-estar. George Whitefield foi um desses.

Whitefield traz à memória a renovação do Grande Avivamento na Nova Inglaterra. Antes, nos últimos meses de 1734, uma série de sermões que Edwards pregou em sua paróquia foi seguida por várias conversões repentinas e ardentes, principalmente de indivíduos conhecidos por serem notórios pecadores. Naquele inverno e na primavera, um verdadeiro reavivamento eclodiu em Northampton, com talvez trezentos salvos. Conflitos, calúnias e fofocas diminuíram entre o povo. Quase tão rapidamente quanto começara, o reavivamento terminou em maio e junho. Nos anos seguintes, Edwards procurou reavivar o espírito de 1735.

Na década de 1740, o Avivamento, parte de um movimento iniciado simultaneamente nas colônias do meio, estava novamente fazendo uma colheita de almas na Nova Inglaterra. Whitefield estava ajudando a espalhá-lo também. Nunca um itinerante como Whitefield, Edwards foi ocasionalmente convidado a pregar em outras paróquias. Nesse contexto, ele pregou o sermão tão abençoado em Enfield, Connecticut, em 1741, “Pecadores nas mãos de um Deus irado”. Deus o honrou poderosamente.

Por causa dos excessos emocionais e físicos que acompanham parte do Avivamento, Edwards, por meio de uma série de escritos e mediante sua pregação, aconselhou moderação e equilíbrio, da cabeça e do coração. Ciente dos excessos e do “fogo falso”, ele sugeriu maneiras de distinguir conversões falsas das verdadeiras. Entre suas obras significativas nas décadas de 1730 e 1740 estão essas, seus títulos proclamando claramente seu conteúdo: Uma Narrativa Fiel da Surpreendente Obra de Deus; As marcas distintivas de Deus; As marcas distintivas de uma obra do Espírito de Deus; Narrativa pessoal; Alguns pensamentos sobre o presente avivamento na Nova Inglaterra; e Um tratado sobre as afeições religiosas.

Porém, para Jonathan Edwards, como ministro em Northampton, a maré estava virando e as areias estavam acabando. Em 1744, ele havia feito vários inimigos ao recusar-se a comprometer suas crenças sobre a disciplina da igreja quando um grupo de jovens foi descoberto lendo e trocando livros “lascivos e obscenos”, provavelmente manuais para parteiras. Embora a congregação tenha concordado que o assunto deveria ser investigado, quando o pastor leu publicamente uma lista de nomes daqueles que ele queria interrogar – imprudentemente não distinguindo testemunhas e acusados – a congregação se inflamou. Muitos filhos de muitas famílias de destaque foram incluídos na lista ainda indiscriminada. Essa atitude tornou mais ousada a insolência dos culpados e deixou o carvão em brasa muito depois que o fogo diminuiu.

No intervalo antes do conflito final, a casa de Edwards experimentou um evento doloroso. O jovem missionário entre os índios americanos, David Brainerd, noivo de Jerusha, filha de Jonathan e Sarah, morreu em sua casa após vários meses cuidando do corpo que fora consumido por vários anos por tuberculose. A própria Jerusha seguiu seu amado David na morte, após apenas quatro meses.

Restam dois breves capítulos. O primeiro é a demissão de Edwards de Northampton. A questão foi iniciada em 1749 e consumada em junho de 1750. Edwards, após mais de vinte anos de concordância, concluiu que o “Modo de Stoddard” estava errado. Stoddard havia ido além do “Pacto do Meio Termo”, de 1662 (que permitia uma membrezia de “meio-termo” na igreja para aqueles que foram batizados na infância, mas que nunca “possuíam a aliança”, fornecendo evidências ou relatos de conversão). Embora fosse negado a esses membros “meio-termo” o acesso à Ceia do Senhor, como membros não convertidos da igreja, Stoddard havia permitido que eles participassem dessa ordenança, dando a eles todos os privilégios dos crentes, desde que eles não fossem “abertamente escandalosos” em seu modo de vida.

Embora possamos nos perguntar sobre sua demora em fazê-lo, o Pastor Edwards, ao tentar restaurar definições mais rigorosas para os membros da igreja, publicou suas “Qualificações para a plena comunhão”, exigindo um exame das condições do coração daqueles que se apresentavam como membros. Isso nada mais era do que separar a palha do trigo, a ovelha dos bodes reconhecidos. Porém o episódio obsceno dos livros e a aparente indiferença de seu pastor se uniram agora a esse novo ressentimento para fazer com que o camelo, cuja cabeça foi permitida entrar na barraca, expulsasse o chefe da barraca. Em 1750, depois de 23 anos como pastor, aos 47 anos, com oito filhos em casa, Jonathan Edwards foi demitido do pastorado de sua vida, inexperiente nos caminhos do mundo, mas dependente da vontade do Céu.

O último capítulo é a colheita frutífera de Stockbridge, a cem quilômetros de distância. Aqui, Edwards foi chamado para ser pastor de um pequeno rebanho e missionário entre os índios Housatunnock. Doze famílias brancas e 250 famílias indígenas compunham a população. Não adequadamente preparado para esse papel, isolado ainda mais longe da agitação do mundo, ele recebeu de Deus a oportunidade de fazer com sua caneta a colheita de décadas de semear sementes de pensamentos. Foi aqui, em Stockbridge, que ele escreveu obras sobre a liberdade da vontade, sobre a natureza da virtude e sobre o pecado original, pelas quais ele é principalmente conhecido.

Finalmente, em 1757, Jonathan Edwards foi chamado para ser presidente do College of New Jersey, que havia se mudado para lá e que acabaria sendo conhecido como Princeton. No entanto, essa aparente honra terrena, um reconhecimento adequado de seus dons singulares e piedosos – numa época em que Princeton era conhecida por estas virtudes – não era para ser. Ele chegou em fevereiro de 1758 e foi instalado como presidente. Houve uma séria epidemia de varíola nas cidades vizinhas. Era sensato ser inoculado, e assim o foi o novo presidente uma semana depois. Um mês depois, ele estava morto.

Ele concluiu uma carreira e deixou uma herança de submissão ao Deus que faz todas as coisas bem. O que quer que e onde quer que em sua mudança de vida tenha chegado, sua vontade foi ativamente resignada à vontade de Deus. Ele defendeu a “religião do coração”. Ele se deleitou com as “doces coisas da religião”, e, em sua vida, procurou viver para a honra e glória do “Rei eterno, imortal, invisível, Deus único”. Quando veremos outro?

 

Sugestões para leitura adicional

Keith J. Hardman. The Spiritual Awakeners. Chicago: Moody Press, 1983. [Ver p. 61-73.]

“Jonathan Edwards and the Great Awakening”. Christian History, vol. 4, n. 4 (1985). [Edição completa]

Iain H. Murray. Jonathan Edwards: A New Biography. Edimburgo: Banner of Truth Trust, 1987.

 

Direito autoral

Este artigo foi retirado de Faith of Our Fathers: Scenes from American Church History, publicado pela BJU Press. Compre o livro para ler outros artigos sobre homens e mulheres cristãos.

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Tradução: Paulo Arantes