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A Indisputável Soberania de Deus
O tema da “Soberania de Deus” é uma questão que deveria nos humilhar. É uma verdade inescrutável, profunda e humilhante. Nenhuma doutrina exalta ou magnifica a Deus e a obra completa de Cristo como a da “Soberania de Deus”. E por que, podemos perguntar, não seria racional crer que Deus “faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade” (Efésios 1.11b) e não segundo a vontade de suas criaturas?
A
única razão para alguém crer na soberania universal absoluta de Deus é porque
ela é revelada na Bíblia. Nenhum outro livro no mundo expõe esta verdade
absoluta. A razão por que isto é assim é simples. O livro chamado de Bíblia é
distinta e exclusivamente a Palavra e a Obra de Deus. Todos os outros livros
são mais ou menos as palavras e obras de homens. E, além disso: a causa da fé
de alguém na inalterada “Soberania de Deus”, como revelada na Bíblia, é que a
fé é dada divinamente a eles para crerem nela. Isto é, a graciosa Soberania de
Deus os faz aptos e inclinados a crer nela (João 3.27).
Em
vista da realidade de que esta verdade é apresentada em toda a Bíblia mais
distinta e seguramente: - o fato de que os homens, religiosos e não religiosos,
se opõem e procuram distorcê-la para ajustar a seus sentimentos e fantasias, é
um dos melhores testemunhos da verdade desta doutrina, embora eles não queiram
dizer isto, não assim. Esta gloriosa “Soberania de Deus”, contra a qual eles
tanto se ressentem, ainda não condescendeu em dar-lhes aquela graça que é
necessária para humilhar seu orgulho e torná-los inclinados e aptos para crer
de coração “no que está escrito”. Como a Escritura declara: “Apresentar-se-á
voluntariamente o teu povo, no dia do teu poder” (Salmo 110.3a).
E
agora, caro leitor, você pode ler e estudar, em oração e cuidadosamente, as
seguintes Escrituras e considerar seu significado, pois são a Palavra de Deus.
Os Eleitos ou Escolhidos
“Eleitos ou escolhidos”: escolhidos dentre uma multidão, escolhidos, eleitos, selecionado (Webster).
Mateus 20.15 – “Porventura, não
me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou são maus os teus olhos porque eu
sou bom? “Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos (Mateus 22.14).
Marcos 13.20 – “Não tivesse o
Senhor abreviado aqueles dias, e ninguém se salvaria; mas, por causa dos
eleitos que ele escolheu, abreviou tais dias”. “pois surgirão falsos cristos e
falsos profetas, operando sinais e prodígios, para enganar, se possível, os
próprios eleitos” (v. 22) “E ele enviará os anjos e reunirá os seus escolhidos
dos quatro ventos, da extremidade da terra até à extremidade do céu” (v. 27).
João 15.16 – “Não fostes vós que
me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos
designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que
tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda”. (v. 19)
Atos 9.15 – “Mas o Senhor lhe
disse: Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu
nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel”.
Atos 22.14 – “Então, ele disse: O
Deus de nossos pais, de antemão, te escolheu para conhecerdes a sua vontade,
veres o Justo e ouvires uma voz da sua própria boca”.
Atos 10.41 – “não a todo o povo,
mas às testemunhas que foram anteriormente escolhidas por Deus, isto é, a nós
que comemos e bebemos com ele, depois que ressuscitou dentre os mortos”.
1 Coríntios 1.27 – “pelo
contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e
escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes”. (v. 26 e 28;
falando dos eleitos, Mateus 11.25.)
2 Tessalonicenses 2.13 – “Entretanto,
devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque
Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do
Espírito e fé na verdade”. (Uma das maiores razões pelas quais o verdadeiro
cristão deve louvar a Deus.)
Efésios 1.4 – “assim como nos
escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e
irrepreensíveis perante ele; e em amor”.
Tiago 2.5 – “Ouvi, meus amados
irmãos. Não escolheu Deus os que para o mundo são pobres, para serem ricos em
fé e herdeiros do reino que ele prometeu aos que o amam?” (1 Reis 3.8; Salmo
89.3; 105.6; 106.5, etc.)
1 Pedro 2.9 – “Vós, porém, sois
raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de
Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para
a sua maravilhosa luz”.
Apocalipse 17.14 – “Pelejarão
eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e
o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com
ele”. (v. 8; 19.9)
Salmo 33.12 – “Feliz a nação cujo
Deus é o Senhor, e o povo que ele
escolheu para sua herança”.
João 13.18 – “Não falo a respeito
de vós, pois eu conheço aqueles que escolhi; é, antes, para que se cumpra a
Escritura”. (Romanos 16.13)
Deuteronômio 7.6 – “Porque tu é
povo santo do Senhor, teu Deus; o Senhor, teu Deus, te escolheu, para que
lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra”. (Isaías
43.20)
Eleito
“Eleito”: Determinar em favor de. Designar, escolher ou selecionar como um objeto de misericórdia ou favor; predestinado no conselho divino, escolhido ou colocado a parte, escolhido ou designado por Deus para a salvação; coletivamente, o salvo (Webster).
“Esta eleição é um ato de amor
distintivo, de soberania divina, eterna, absoluta e irrevogável, e pessoal”
(Cruden).
Mateus 24.22 – “Não tivessem
aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos
escolhidos, tais dias serão abreviados.”
Mateus 24.31 – “E ele enviará os
seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus
escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.”
Lucas 18.7 – “Não fará Deus
justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça
demorado em defendê-los?”
Romanos 8.33 – “Quem intentará
acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica.”
2 Timóteo 2.10 – “Por esta razão,
tudo suporto por causa dos eleitos, para que também eles obtenham a salvação
que está em Cristo Jesus, com eterna glória.”
Tito 1.1 – “Paulo, servo de Deus
e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o
pleno conhecimento da verdade segundo a piedade.”
1 Pedro 1.2 – “eleitos, segundo a
presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito para a obediência e a
aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas.”
Isaías 45.4 – “Por amor do meu
servo Jacó e de Israel, meu escolhido, eu te chamei pelo teu nome e te pus o
sobrenome, ainda que não me conheces.”
Isaías 65.9 – “Farei sair de Jacó
descendência e de Judá, um herdeiro que possua os meus montes; e os meus
eleitos herdarão a terra e os meus servos habitarão nela.”
2 João 1 – O presbítero à senhora
eleita e aos seus filhos, a quem eu amo na verdade e não somente eu, mas também
todos os que conhecem a verdade.”
Eleição
“Eleição”: Escolha divina, predeterminação de Deus, pela qual pessoas são distinguidas como objetos de misericórdia, tornam-se objetos da graça, são santificadas e preparadas para o céu, o eleito (Webster).
Romanos 9.11 – “E ainda não eram
os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito
de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que
chama).” (Deus está falando de sua escolha de Jacó e de sua rejeição de Esaú
mesmo antes deles nascerem, v. 13.)
Romanos 11.5 – “Assim, pois,
também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição da
graça.” (Romanos 9.27)
Romanos 11.7 – “Que diremos,
pois? O que Israel busca, isso não conseguiu; mas a eleição o alcançou; e os
mais foram endurecidos.” (v. 28)
1 Tessalonicenses 1.4 –
“reconhecendo, irmãos, amados de Deus, a vossa eleição.”
2 Pedro 1.10 – “Por isso, irmãos,
procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição;
porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum.”
Romanos 11.28 – “Quanto ao
evangelho, são eles inimigos por causa do evangelho; quanto, porém, à eleição,
amados por causa dos patriarcas.” (v. 29; Efésios 1.9)
Vocação, chamada
“Vocação, chamado”: Designar ou caracterizar como, afirmar ser, convocação divina, estado de ser chamado divinamente (Webster).
Romanos 1.6 – “de cujo número
sois também vós, chamados para serdes de Jesus Cristo.” (v. 5 e 7)
Romanos 8.28- “Sabemos que todas
as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são
chamados segundo o seu propósito.” (v. 30)
1 Coríntios 1.24 – “mas para os
que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus
e sabedoria de Deus.” (v.9, 26-27; Colossenses 3.15)
1 Timóteo 6.12 – “Combate o bom
combate da fé. Toma posse da vida eterna, para a qual foste chamado e de que
fizeste a boa confissão perante muitas testemunhas.”
Gálatas 1.15-16 – “Quando, porém,
ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça, aprouve
revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença,
não consultei carne e sangue.” (Ninguém é despertado e salvo até que agrade a
Deus – Atos 13.2.)
1 Pedro 5.10 – “Ora, o Deus de
toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes
sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e
fundamentar.”
Atos 2.39 – “Pois para vós outros
é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é,
para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar.”
1 Tessalonicenses 2.12 – “exortamos,
consolamos e admoestamos, para viverdes por modo digno de Deus, que vos chama
para o seu reino e glória.” (4.7)
Hebreus 9. 15 – “Por isso mesmo,
ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para
remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa
da eterna herança aqueles que têm sido chamados.” (Apocalipse 17.14; Judas 1; 2
Pedro 1.3; 1 Pedro 1.15; Gálatas 1.6; 1 Coríntios 1.26)
2 Timóteo 1.9 – “que nos salvou e
nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua
própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos
eternos.”
Efésios 4.4 – “há somente um
corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa
vocação.” (v.1)
2 Tessalonicenses 1.11 – “Por
isso, também não cessamos de orar por vós, para que o nosso Deus vos torne
dignos da sua vocação e cumpra com poder todo o propósito de bondade e obra de
fé.” (Hebreus 3.1; Efésios 1.18)
Ungido
“Ungido”: Determinar, instalar, estabelecer ou fixar mediante decreto ou decisão (Webster).
1 Pedro 2.8 – “e: Pedra de
tropeço e rocha de ofensa. São estes os que tropeçam na palavra. Sendo
desobedientes, para o que também foram postos.”
1 Tessalonicenses 5.9 – “porque
Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante
nosso Senhor Jesus Cristo.” (3.3; Atos 22.10; Salmo 79.11)
Jó 14.5 – “Visto que os seus dias
estão contados, contigo está o número dos seus meses; tu ao homem puseste
limites além dos quais não passará.” (23.14)
Atos 17.26 – “de um só fez toda a
raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os
tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação.”
Provérbios 31.8 – “Abre a boca a
favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham desamparados.”
1 Reis 20.42 – “E disse-lhe:
Assim diz o Senhor: Porquanto soltaste da mão o homem que eu havia
condenado, a tua vida será em lugar da sua vida, e o teu povo, em lugar do seu
povo.”
Ordenado
“Ordenado”: Decretar, designar, arranjar, preparar (Webster).
Judas 4 – “Pois certos indivíduos
se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados
para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de
nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor Jesus Cristo.”
Atos 13.48 – “Os gentios, ouvindo
isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que
haviam sido destinados para a vida eterna.”
Efésios 2.10 – “Pois somos
feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão
preparou para que andássemos nelas.” (1.4)
Habacuque 1.12 – “Não és tu desde
a eternidade, ó Senhor, meu Deus, ó meu Santo? Não morreremos. Ó Senhor, para executar
juízo, puseste aquele povo; tu, ó Rocha, o fundaste para servir de disciplina.”
Predestinado ou Predestinação
“Predestinado ou Predestinação”: O decreto de Deus pelo qual ele tem, desde a eternidade, decretado ou determinado imutavelmente tudo o que acontece. É usada particularmente para indicar a preordenação dos homens a felicidade ou a miséria eternas, e é uma parte do plano imutável do governo divino; em outras palavras, o propósito imutável de um Deus imutável (Webster).
Romanos 8.29-30 – “Porquanto aos
que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de
seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que
predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também
justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.”
Efésios 1.5 – “nos predestinou
para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o
beneplácito de sua vontade.”
Efésios 1.11 – “nele, digo, no
qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que
faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade.” (Isaías 46.9-10)
João 6.37 – “Todo aquele que o
Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.”
(v. 39)
João 6.44 – “Ninguém pode vir a
mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último
dia.” (v. 64-65)
João 3.27 – “Respondeu João: O
homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada.”
João 10.26 – “Mas vós não credes,
porque não sois das minhas ovelhas.” (v. 27-29)
João 10.16 – “Ainda tenho outras
ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha
voz; então haverá um rebanho e um pastor.” (Cristo veio ao mundo em prol de um
povo definido.)
Atos 18.10 – “porquanto eu estou
contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade.”
João 11.52 – “e não somente pela
nação, mas também para reunir em um só corpo os filhos de Deus, que andam
dispersos.”
João 17.6 – “manifestei o teu
nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm
guardado a tua palavra.”
Jeremias 1.5 – “Antes que eu te
formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísse da madre, te
consagrei, e te constitui profeta às nações.” (Mateus 7.23, “nunca vos conheci”.)
Gálatas 4.28 – “Vós, porém,
irmãos, sois filhos da promessa, como Isaque.” (Romanos 9.8)
Romanos 4.16 – “Essa é a razão
por que provém da fé, para que seja segundo a graça, a fim de que seja firme a
promessa para toda a descendência, não somente ao que está no regime da lei,
mas também ao que é da fé que teve Abraão (porque Abraão é pai de todos nós”
Isaías 53.10 – “Todavia, ao
Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como
oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a
vontade do Senhor prosperará nas suas mãos.” (Quem é a sua posteridade? Ver
Gênesis 3.15.)
João 17.2 – “assim como lhe
conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que ele conceda a vida
eterna a todos os que lhe deste.” (“a todos” certamente significa nem mais nem
menos.)
Soberano
“Soberano”: Supremo em poder, independente e não limitado por qualquer outro (Webster). A quem podemos atribuir isto senão a Deus? Certamente, sua palavra, que temos considerado e o que ainda está por vir, mostra, de modo indiscutível, Deus como Soberano, não apenas na salvação, mas em todas as coisas e em todos os seus caminhos.
Romanos 9.22 – “Que diremos,
pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder,
suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição.”
Romanos 9.13 – “Como está
escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú.” (v. 11)
Romanos 9.21 – “Ou não tem o
oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e
outro, para desonra?” (Isaías 45.9)
Isaías 64.8 – “Mas agora, ó
Senhor, tu és o nosso Pai, nós somos o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos
nós, obras das tuas mãos.”
Isaías 45.9 – “Ai daquele que
contende com o seu Criador! E não passa de um caco de barro entre outros cacos.
Acaso, dirá o barro ao que lhe dá forma: Que fazes? Ou: A tua obra não tem
alça.”
Isaías 43.7 – “a todos os que são
chamados pelo meu nome, e os criei para a minha glória, e que formei, e fiz.”
(v. 21)
Isaías 45.7 – “Eu formo a luz e
crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas as coisas.”
(v. 12)
Jeremias 27.5 – “Eu fiz a terra,
o homem e os animais que estão sobre a face da terra, com o meu grande poder e
com o meu braço estendido, e os dou àquele a quem for justo.”
Salmo 100.3 – “Sabei que o Senhor
é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu
pastoreio.”
Salmo 33.11 – “O conselho do
Senhor dura para sempre; os desígnios do seu coração, por todas as gerações.”
(v. 12; Atos 4.27-28)
Lucas 4.25-29 – “Na verdade vos
digo que muitas viúvas havia em Israel no tempo de Elias, quando o céu se
fechou por três anos e seis meses, reinando grande fome em toda a terra; e a
nenhuma delas foi Elias enviado, senão a uma viúva de Sarepta de Sidom. Havia
também muitos leprosos em Israel nos dias do profeta Eliseu, e nenhum deles foi
purificado, senão Naamã, o siro. Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas, se
encheram de ira. E, levantado-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até o
cimo do monte sobre o qual estava edificada, para, de lá, o precipitarem
abaixo.” (Observe nos versículos 26-27, “a nenhum(a) deles(as), etc. Não temos um vislumbre da soberania de Deus
nestes versículos, ao fazer o que ele quer? Observe os versículos 28-29; a
mesma coisa acontece hoje quando se prega sobre a soberania de Deus.)
João 12.39-40 – “Por isso, não
podiam crer, porque Isaías disse ainda: Cegou-lhes os olhos e endureceu-lhes o
coração, para que não vejam com os olhos, nem entendam com o coração, e se
convertam, e sejam por mim curados.”
Romanos 11.8 – “como está
escrito: Deus lhes deu espírito de entorpecimento, olhos para não ver e ouvidos
para não ouvir, até ao dia de hoje.” (v. 7)
Mateus 11.25 – “Por aquele tempo,
exclamou Jesus: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque
ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos.”
(Lucas 10.21-22)
Mateus 11.27 – “Tudo me foi
entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o
Pai, senão o Filho e aquele a que o Filho o quiser revelar.”
João 9.39 – “Prosseguiu Jesus: Eu
vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem
se tornem cegos.”
Romanos 9.18 – “Logo, ele tem
misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz.” (v. 15)
Provérbios 16.4 – “O Senhor fez
todas as coisas para determinados fins e até o perverso, para o dia da
calamidade.” (Romanos 9.22; Jó 21.30)
Romanos 9.23-24 – “a fim de que
também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que
para glória preparou de antemão, os quais somos nós, a quem também chamou, não
só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?” (v. 29)
Mateus 19.25-26 – “Ouvindo isto,
os discípulos focaram grandemente maravilhados e disseram: Sendo assim, quem
pode ser salvo? Jesus, fitando neles o olhar, disse-lhes: Isto é impossível aos
homens, mas para Deus tudo é possível.” (Marcos 10.26-27; Lucas 18.26-27)
Romanos 9.16 – “Assim, não
depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.”
Lucas 1.17 – “E irá adiante do
Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos
filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o
Senhor um povo preparado.” (O que isto significa? Quando o povo foi preparado?
Considere novamente Efésios 1.4.)
Mateus 15.13 – “Ele, porém,
respondeu: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada.”
(Mateus 16.17)
2 Pedro 2.12 – “Esses, todavia,
como brutos irracionais, naturalmente feitos para presa e destruição, falando
mal daquilo em que são ignorantes, na sua destruição também hão de ser
destruídos,” (compare com 1.3)
2 Tessalonicenses 2.11-12 – “É
por esse motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem
crédito à mentira, a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à
verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça.” (Deus é
mutável? [Tiago 1.17] Os decretos de Deus não são feitos na eternidade e, como
o próprio Deus, imutáveis? [Malaquias 3.6]. “Sei que tudo quanto Deus faz
durará ternamente; nada se lhe pode acrescentar e nada lhe tirar; e isto faz
Deus para que os homens temam diante dele.” [Eclesiastes 3.14].)
Hebreus 2.13 – “E outra vez: Eu
porei nele a minha confiança. E ainda: Eis aqui estou eu e os filhos que Deus
me deu.” (Se Deus deu todos sem exceção a Cristo, então todos devem ser salvos
ou serão salvos. Leia novamente João 6.37; 10.29.)
Filipenses 1.29 – “Porque vos foi
concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele,”
Colossenses 1.12 – “dando graças
ao Pai, que vos fez idôneos à parte que vos cabe da herança dos santos na luz.”
Hebreus 2.10 – “Porque convinha
que aquele, por cuja causa e por quem todas as coisas existem, conduzindo
muitos filhos à glória, aperfeiçoasse, por meio de sofrimentos, o Autor da
salvação deles.”
Hebreus 6.17 – “Por isso, Deus,
quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade
do seu propósito, se interpôs com juramento,”
Efésios 3.11 – “segundo o eterno
propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor,”
Romanos 9.20 – “Quem és tu, ó
homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o
fez: Por que me fizeste assim?”
Efésios 2.8 – “Porque pela graça
sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;”
Mateus 20.23 – “Então, lhes
disse: Bebereis o meu cálice; mas o assentar-se à minha direita e à minha
esquerda não me compete concedê-lo; é, porém, para aqueles a quem está
preparado por meu Pai.”
Mateus 16.17 – “Então, Jesus lhe
afirmou: Bem-aventurado é, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to
revelou, mas meu Pai, que está nos céus.”
Marcos 10.26-27 – “Eles ficaram
sobremodo maravilhados, dizendo entre si: Então, quem pode ser salvo? Jesus,
porém, fitando neles o olhar, disse: Para os homens é impossível; contudo, não
para Deus, porque para Deus tudo é possível.”
Tiago 1.17 – “Toda boa dádiva e
todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode
existir variação ou sombra de mudança.”
Isaías 14.24 – “Jurou o Senhor
dos Exércitos, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e, como determinei, assim
se efetuará.” (v. 27)
Isaías 43.21 – “ao povo que
formei para mim, para celebrar o meu louvor.” (v. 1 e 13; 8.18)
Isaías 44.24 – “Assim diz o
Senhor, que te redime, o mesmo que te formou desde o ventre materno: Eu sou o
Senhor, que faço todas as coisas, que sozinho estendi os céus e sozinho
espraiei a terra;” (v. 1-2 e 18)
A Vontade
“A vontade”: “ A vontade é aquela faculdade da alma pela qual livremente escolhemos ou recusamos coisas. É da natureza da vontade fazer livremente o que quiser. [Mas] ela é incapaz, até ser mudada pela graça, de mover-se em direção a Deus; e querer o que é bom é da graça, nossa vontade é livre com relação aos atos pecaminosos, mas limitada com relação as boas obras, até ser liberta por Cristo (Salmo 110.3; João 15.5; Filipenses 2.13) (Cruden)
“Aquela
doutrina, portanto, que ensina ‘que quando a graça é oferecida nós podemos
recusá-la se quisermos, e se quisermos podemos recebê-la’, deve ser considerada
como contrária às Escrituras.
Todos nós
reconhecemos declarações obscuras nas Escrituras e coisas ‘difíceis de entender’,
mas a dificuldade não está tanto na Palavra, mas na incredulidade natural, no
preconceito e escuridão interiores, que são aqueles meios tortuosos, enrugados
ou descoloridos pelos quais os homens comumente examinam as coisas espirituais.
A doutrina do
amor para com todos não permanecerá com a da eleição especial, todavia, a
doutrina da eleição especial permanecerá sem a primeira, e contra ela, pois não
há nada mais claro do que haver uma eleição de homens para a salvação, como
também a genuína importância da eleição é escolher um ou mais dentre muitos, o
que necessariamente implica em deixar ou não escolher alguns; e,
consequentemente, o não desejo de salvação para todos universalmente. A vontade
de Deus não pode ser resistida com sucesso, porque com sua vontade ele deseja o
fim e também os meios. ‘Meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha
vontade.’
Isto mostra a
razão que temos para descartar essa opinião sem fundamento e cega, que coloca a
ênfase da salvação em uma coisa sem valor, pois o que mais é a vontade de um
homem frágil e mutável? A graça de Deus deve pouco a esta doutrina que dá sua
glória a uma coisa sem graça – o homem.
Um Deus que é
o Criador de todos, mas nem todos foram feitos para o mesmo uso e finalidade.
Como em uma grande casa há muitos vasos, ‘alguns para honra e outros para
desonra’, assim, na Palavra, temos alguns que Deus levantou para serem
monumentos do seu poder e justiça (Êxodo 9.16; Judas 4; 1 Pedro 2.8), chamados,
portanto, de ‘vasos de ira” (Romanos 9.22); outros são ‘vasos de misericórdia’
que ele formou para si mesmo (Isaías 43.7 e 21), e, por isso, é dito que são ‘preparados
para a glória’ (Romanos 9.23).
A principal
coisa pretendida e merecida pela morte de Cristo foi a justificação dos
pecadores; e ‘que Deus seja justo ao justificá-los’ (Romanos 3.26), e,
finalmente, que eles tenham a vida eterna (João 17.2). Se, portanto, ele
mereceu isto para todos, todos devem ser justificados e salvos (Romanos
5.8-10), e não pode ser negado com justiça a ninguém, pois é sua obrigação em
virtude do preço. Pois ninguém por quem Cristo morreu pode ser condenado
(Romanos 8.34). Portanto, se Cristo morreu por todos, todos devem ser
justificados e salvos, e deve ser concluído que todos não são justificados,
assim, consequentemente, Cristo não deu-se a si mesmo por todos.
Dizer que
Cristo morreu por todos sem exceção e, todavia, admitir que apenas uns poucos
são salvos parece taxar Deus de injustiça ou então que os sofrimentos de Cristo
não foram suficientes para fazer a devida libertação deles, ou dá a entender
uma deficiência de poder, ou falta de boa vontade para levar a cabo seu desígnio
com perfeição.
Esta eleição
está fundamentada na graça ou no beneplácito da vontade de Deus, é a única
causa e motivo originais da eleição” (Coles)
Isaías 46.10 – “que desde o
princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que
ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a
minha vontade;”
Daniel 4.35 – “Todos os moradores
da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com
o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão,
nem lhe dizer: Que fazes?”
João 1.13 – “os quais não
nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de
Deus.”
João 5.21 – “Pois assim como o
Pai ressuscita e vivifica os mortos, assim também o Filho vivifica aqueles a
quem quer.”
Tiago 1.18 – “Pois, segundo o seu
querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que
primícias das suas criaturas.”
Romanos 9.17 – “Porque a
Escritura diz: Para isto mesmo te levantei, para mostrar a ti o meu poder e
para que o meu nome seja anunciado por toda a terra.” (Deus, em sua sabedoria,
fez o Faraó para a destruição para que ele mostrasse seu poder a todos os
confins da terra [Provérbios 16.4].)
Êxodo 9.16 – “mas, deveras, para
isto te hei mantido, a fim de mostrar-te o meu poder, e para que seja o meu
nome anunciado em toda a terra.” (Romanos 9.22; Provérbios 21.1)
Êxodo 7.3 – “Eu, porém,
endurecerei o coração de Faraó e multiplicarei na terra do Egito os meus sinais
e as minhas maravilhas.”
Êxodo 10.1 – “Disse o Senhor a
Moisés: Vai ter com Faraó, porque lhe endureci o coração e o coração dos seus
oficiais, para que eu faça estes meus sinais no meio deles,” (Deus diz, não
menos que dez vezes, que ele endurecerá o coração do Faraó, e só quando lemos
que Deus o endurece é que lemos que o Faraó endureceu o seu próprio coração,
Êxodo 9.12; 10.20 e 27; 11.40; 14.8, etc.)
Josué 11.20 – “Porquanto do
Senhor vinha o endurecimento do seu coração para saírem à guerra contra Israel,
a fim de que fossem totalmente destruídos, como o Senhor tinha ordenado a
Moisés.”
1 Samuel 15.3 – “Vai, pois,
agora, e fere a Amaleque, e destrói totalmente a tudo o que tiver, e nada lhes
poupes; porém matarás homem e mulher, meninos e crianças de peito, bois e
ovelhas, camelos e jumentos.”
João 3.3, 7-8 – “A isto,
respondeu Jesus? Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de
novo, não pode ver o reino de Deus. [...] Não te admires de eu te dizer:
importa-vos nascer de novo. O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não
sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito.”
(Somos tão impotentes quando se trata de nosso nascimento espiritual como
éramos em nosso nascimento natural, não apenas impotentes quanto a sua
realização, mas ainda mais, nos opúnhamos violentamente a ele, v. 6-8.)
Romanos 11.24 – “Pois, se foste
cortado da que, por natureza, era oliveira brava e, contra a natureza,
enxertado em boa oliveira, quanto mais não serão enxertados na sua própria
oliveira aqueles que são ramos naturais!” (É possível um ramo enxertar-se a si
mesmo?)
Romanos 16.13 – “Saudai Rufo,
eleito no Senhor, e igualmente a sua mãe, que também tem sido mãe para mim.”
(Esta eleição é pessoal.)
Efésios 2.1 – “Ele vos deu vida,
estando vós mortos nos vossos delitos e pecados.” (Deus, em sua Palavra,
compara o pecador a alguém que está morto, e como uma pessoa morta, somos
incapazes de fazer alguma coisa para realizar nossa salvação, nem mesmo crer,
exceto que seja dado a nós fazermos isso. Em João 11, temos em Lazaro um bom
exemplo de pecador morto em delitos e pecados, impotente e sem esperança,
incapaz de mover-se em direção a Deus até que seu poder vivificador desperte e
capacite o pecador a “ir”.)
Isaías 40.13 – “Quem guiou o
Espírito do Senhor? Ou, como seu conselheiro, o ensinou?”
Isaías 40.8 – “seca-se a erva, e
cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente.”
Provérbios 19.21 – “Muitos
propósitos há no coração do homem, mas o desígnio do Senhor permanecerá.”
(Tenhamos cuidado para que não sejam encontrados muitos artifícios em nosso
coração, e sejamos encontrados lutando contra Deus e sua Palavra, como muitos
fazem hoje, enganando a si mesmos e a outros. “mas o desígnio do Senhor
permanecerá.”)
Lucas 11.28 – “Ele, porém,
respondeu: Antes, bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a
guardam!”
Pontos de conclusão
Este livreto
foi escrito visando quatro classes de pessoas, para seu aprendizado (Provérbios
1.5). Que Deus seja rico em misericórdia, abra os olhos de santos e pecadores
enquanto leem e meditam em sua Palavra.
1. Para
aqueles que são salvos e ainda não têm visto esta grande verdade. Que tenham um
vislumbre de Deus, como nunca tiveram antes, de seu majestoso poder e
compreendam que Deus é SOBERANO em todas as coisas e faz tudo segundo a sua
“própria vontade” e não segundo a vontade da criatura. Quando uma pessoa
compreende isso em seu sentido mais pleno, ela o louvará como nunca fez antes
por seu amor distintivo ao fazê-la objeto de misericórdia enquanto outros foram
feitos “vasos de ira”.
2. Para
aqueles que não são salvos, para que possam, talvez pela primeira vez, ter o
temor de Deus implantado em seus corações e serem levados a compreender que
Deus é soberano; e que ele é tão justo ao deixar os pecadores perecerem em seus
pecados quanto é justo ao salvá-los; que sua salvação depende de Deus e, a
menos que ele tenha misericórdia deles, eles não terão esperança no presente ou
na eternidade, e assim sejam levados a clamar: “O que devo fazer para ser
salvo? Sim, o evangelho ainda está soando e os pecadores ainda estão sendo
salvos, mas o tempo é curto, Apresse-te, então, a obedecer a sua Palavra
(Isaías 45.22; Romanos 5.6-8; João 6.37; 2 Coríntios 5.21; 1 Timóteo 1.15).
3. Para
aqueles a quem aprouve a Deus revelar sua soberania, para que sejam
fortalecidos nesta verdade, para a compreensão mais plena de Deus que é tudo em
todos, e para que seja o meio de seu caminhar continuamente diante dele em
temor (Malaquias 3.16; Salmo 89.7; 103.17; Neemias 7.2; Atos 10.2; Lucas 1.50).
4. Para
aqueles que professam ser filhos de Deus, todavia negam e têm aversão a sua
soberania, que zombam e rangem seus dentes, e maliciosamente proferem calúnias
contra aqueles a quem Deus mostrou essa grande verdade. Mal sabem eles que têm
constituídos a si mesmos em grande aliança, aqueles que estão em inimizade
contra Deus, os não regenerados.
Oh,
que Deus trate graciosamente com seu povo, remova de seus corações a aversão
contra sua Palavra e contra seu povo, e coloque em seu lugar o “amor de Cristo
que excede todo entendimento”, para que toda a “família da fé” seja “unida em
amor”, com um desejo comum de andar humilde e quietamente diante dele e dê a
ele toda a honra, louvor e glória, agora e eternamente.
Se
o Senhor do céu e da terra tem ocultado a majestosa verdade da “soberania de
Deus” de tais “sábios e prudentes”, é porque “pareceu bem aos seus olhos”. E se
o Senhor dos céus e da terra tem graciosamente feito outros receptivos desta
verdade, é novamente “porque pareceu bem aos seus olhos” (Mateus 11.25-26). “O
homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada” (João 3.27).
O homem é
totalmente depravado em todas as suas faculdades. A doutrina humana de que
Deus, em sua soberania graciosa, leva seus “eleitos” para um terreno intermediário,
onde eles são capazes e estão dispostos por si mesmos de aceitar bem como
rejeitar a Cristo, e os deixa decidir seu próprio destino, é um erro grosseiro.
De acordo com a “sã doutrina” e a experiência humana, a “chamada eficaz” de
Deus nunca leva um de seus eleitos para um tipo de estado intermediário como
este, onde ele pode e rejeitará a Cristo. Pois, na chamada eficaz do Evangelho,
ele é sobrenaturalmente capacitado e está disposto a ir a Cristo. Todos aqueles
que estão desejosos de crer na verdade de Deus, e que também compreendem a
completa depravação de seus corações pecaminosos, prontamente reconhecem que um
pecador deve ser divinamente conduzido a e por meio daquela experiência chamada
de “conversão”. De fato, a depravação humana é tão completa e contínua que todo
crente não culpado de desonestidade será compelido a admitir, em razão de sua
experiência como cristão, que mesmo após a conversão ele nunca pode perseverar
a menos que seja guardado pelo poder de Deus mediante a fé (Tito 1.1; 2
Tessalonicenses 3.2; Efésios 2.8), para aquela salvação “preparada para
revelar-se no último tempo” (1 Pedro 1.5).
Um lembrete a
mais: a doutrina extremamente enfatizada da “responsabilidade humana” é
igualmente revelada na Bíblia com não menos distinção. Caro leitor, se você não
pode harmonizar a verdade da “soberania divina” com a “responsabilidade
humana”, e teu coração tem abrigado e tua boca revelado um ressentimento amargo
e intolerante contra Deus por revelar sua “soberania”, ou contra qualquer um de
seu povo por crer nela e ensiná-la, coloque tua mão sobre tua boca para que não
sejas “achado lutando contra Deus” (Atos 5.39). “Quem és tu, ó homem, para
discutires com Deus?!” (Romanos 9.20). Veja bem, para que “Não te precipites
com a tua boca, nem teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante
de Deus” (Eclesiastes 5.2).
Pois, “A quem,
pois, se ensinaria o conhecimento? E a quem se daria a entender o que se ouviu?
Acaso, aos desmamados e aos que foram afastados dos seios maternos?” Você está
desmamado da sabedoria que vem dos seios humanos (Isaías 28.9)?
Consideremos
por um momento. Há alguém como o nosso Deus? Há algum outro de quem os serafins
podem dizer: “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está
cheia da sua glória” (Isaías 6.3)? Ou nosso Deus é o grande Deus (2 Crônicas
2.5), a quem pertence a justiça (Salmo 11.7), a glória (João 17.5;, a sabedoria
(Romanos 11.13), o poder (Salmo 66.3) e a força (Efésios 1.19); um Deus eterno
(Isaías 40.28), perpétuo (Deuteronômio 33.27), justo no julgamento (Apocalipse
16.7), tenro em misericórdia (Tiago 5.11); um Deus de amor (Romanos 8.39) e de
paciência (Romanos 15.5), que reserva o perverso para a destruição (Jó 21.30),
todavia mostra bondade para com milhares (Jeremias 32.18); não um homem para
que minta (Números 23.19), sempre o grande “EU SOU” (Êxodo 3.14), Pai de nosso
Senhor Jesus Cristo (Romanos 15.6), um “amigo mais chegado do que um irmão”
(Provérbios 19.24).
Essas palavras
são suficientes para magnificar o nome de um Deus como este? “O que é o homem
para que dele te lembres? (Salmo 8.4). “Ele é o que está assentado sobre a
redondeza da terra, cujos moradores são como gafanhotos; é ele quem estende os
céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar” (Isaías 40.22).
“Sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe pode acrescentar
e nada lhe tirar; e isto faz Deus para que os homens temam diante dele”
(Eclesiastes 3.14).
Deixe-nos
fazer outra pergunta: Existe alguma doutrina ou qualquer outra coisa que exalte
tanto a Deus quanto faz sua soberania, seu direito de fazer o que lhe agrada?
“Porque toda a terra é minha” (Êxodo 19.5). “Eis que todas as almas são minhas”
(Ezequiel 18.4). Não há nada que magnifique seu amor no coração de um pecador
salvo como faz sua soberania. O perverso não aprecia o amor de Deus por aqueles
que nada sabem dele. Somente aqueles que são feitos os objetos de sua escolha
divina podem conhecer o verdadeiro amor de Deus e louvá-lo por isso. Dizemos
novamente, a soberania de Deus está de acordo com um Deus como este, como
devemos fazer, e magnifica seu amor como nada mais pode fazer.
Tradução: Paulo Corrêa Arantes
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