Um ensaio lido diante da Associação Ministerial de Columbus, Ohio, USA
Não é o
propósito deste ensaio falar detalhadamente dos incidentes na vida e na
carreira de Jonathan Edwards; de sua ascendência piedosa e digna na Inglaterra
e na América; de seu nascimento na humilde paróquia de Connecticut, onde seu
pai pregou e trabalhou por mais de sessenta anos; de sua juventude sob a
educação de uma mãe notável, tanto pela cultura intelectual quanto pelas
grandes realizações religiosas, e na companhia de dez irmãs, mais velhas e mais
novas, cuja influência e treinamento contribuíram muito para seu
desenvolvimento mental e para sua pureza moral de coração e de propósito; de
sua infância precoce, de seu rápido desenvolvimento mental e espiritual, de sua
carreira universitária e de suas realizações acadêmicas, de seu ingresso no
ministério aos dezenove anos, de sua subsequente tutela e do simultâneo prosseguimento
de estudos teológicos e especulativos; de sua transferência para o pastorado em
Northampton, e de sua continuidade nessa posição por vinte e três anos, até que
foi expulso dela em meio a circunstâncias de grande provação; de seu retiro
para serviço adicional na cidade fronteiriça de Stockbridge, basicamente como
missionário entre os índios daquela localidade; de sua eleição para a
presidência da Faculdade de Princeton e de sua mudança para lá; e de sua morte
prematura aos 55 anos, no momento em que estava assumindo as funções desse alto
cargo.
Nem é o
propósito deste ensaio descrever o caráter e as qualidades pessoais deste eminente
homem – falar em detalhes dos dons peculiares, físicos e mentais, com os quais
a bondosa natureza o dotou; da bondade atenciosa e da obediência amorosa que
marcaram sua vida naquele lar humilde, porém santificado; das raras qualidades
que deram distinção à sua virilidade precoce, e da posição que ele conquistou
para si mediante suas realizações superiores; da grande e especial obra da
graça em sua mente, em seus sentimentos, em sua vontade, tornando-o, mesmo no
início de sua carreira pública, um exemplo marcante do que essa graça divina
pode fazer dentro de uma alma consciente e alegremente entregue às suas
operações; daquela rara combinação de humildade e dignidade cristãs, do amor
fraternal e da firme fidelidade de princípios, da leal devoção ao que ele
acreditava ser a verdade, e desejo sincero de que todos os homens conhecessem
essa verdade e fossem abençoados por meio dela para sempre, qualidades que
tornaram seu nome sinônimo de virilidade espiritual em suas formas mais
supremas; da sua paciência sob as provações que sobrecarregaram ao máximo a sua
natureza religiosa, a calma com que enfrentou a oposição, a injúria e a
pobreza, a serena disposição zelosa ano após ano ao longo do elevado caminho do
serviço a Deus e aos homens, ao qual se consagrou; de sua santa e feliz
comunhão com o Pai Celestial e de sua alegria inefável em Cristo como seu
Salvador, e de sua vida secreta de companheirismo com o Espírito Santo como seu
líder, guia e santificador; de tudo o que ele foi e se tornou como um homem
notavelmente dotado por natureza com seus dons mais raros em rica abundância, e
pela graça alçada aos níveis mais elevados de experiência e maturidade cristãs,
um homem digno, em seu caráter pessoal, de um lugar entre os maiores e mais
nobres discípulos e representantes de Cristo e de seu Evangelho em todas as
épocas da igreja cristã.
Nem é o
propósito deste ensaio falar longamente sobre o trabalho e labor de Edwards
desde o início até ao fim de sua carreira como ministro, de seus incansáveis
estudos e pesquisas na exegese bíblica, na teologia e na filosofia; de seus
raros dons como pregador, claro na exposição, vívido na ilustração, poderoso no
argumento e quase irresistível em seus apelos à consciência e ao coração,
semelhante em tudo isso, se não superior a George Whitefield, seu admitido
padrão no púlpito; do seu trabalho discreto e fiel na paróquia, buscando sempre
o bem espiritual e a salvação dos homens, e do seu interesse constante em tudo
o que dizia respeito ao reino de Cristo, não apenas neste continente, mas no
velho mundo; de seu admirável acúmulo de sermões, ensaios, tratados e
investigações, do que uma grande proporção nunca foi publicada, e especialmente
de seus principais escritos, como seu relato sobre o grande Revival in New England
(Avivamento na Nova Inglaterra), seu Life of Davi Brainerd (Vida de
David Brainard), sua incompleta History of Redemption (História da
Redenção), seu ensaio sobre as Religious Affections (Afeições Religiosas),
sua dissertação sobre a Nature of Virtue (Natureza da Virtude), seus
tratados sobre os Divine Decrees (Decretos Divinos) e sobre a Efficacious
Grace (Graça Eficaz), sua exposição da doutrina do Original Sin (Pecado
Original), sua discussão sobre o End or Purpose of God in the Creation of the
World (Fim ou Propósito de Deus na Criação do Mundo), e eminentemente sua Inquiry
into the Nature and Range of the Freedom of the Will (Investigação sobre a
Natureza e o Alcance da Liberdade da Vontade), um volume escrito em quatro
meses, acerca do qual Chalmers disse que o ajudou mais do que qualquer outro
livro não inspirado, e que Isaac Taylor elogiou como um clássico da metafísica
– uma série de escritos que, se a escassa literatura disponível, as limitações
circunstanciais, as condições e oportunidades desfavoráveis forem devidamente
consideradas, deve ser considerada quase sem paralelo nos anais da literatura
desta categoria na América.
Tampouco é o
propósito deste ensaio falar dos efeitos da personalidade e das produções de
Edwards sobre sua própria geração ou sobre as gerações que se seguiram, ou da
influência que ele exerceu, ainda exerce e provavelmente exercerá sobre o
pensamento, as experiências, a crença e a prática de milhões de adeptos da
nossa santa fé em todo o mundo, pelo menos até onde nossa língua inglesa é
falada. É bem sabido que ele atraiu para perto de si um grupo de discípulos
inteligentes e sérios, como Hopkins e Bellamy, Smalley e Dwight e Emmons, que
se dedicaram com extremo zelo à publicação e promoção das doutrinas que ele
ensinou; de modo que os seus ensinos se tornaram as forças dominantes nos
círculos teológicos da Nova Inglaterra durante mais de um século, e mesmo agora
não perderam a sua energia estimulante e edificante; de modo que a sua doutrina
foi levada através do Hudson e tornou-se a base de um novo tipo de fé e prática
presbiteriana, agora tão ampla como o continente; de modo que a sua exposição
do Evangelho, como um conjunto da verdade salvadora e como uma experiência
santa, influenciou de forma proveitosa milhares de outras mentes em várias
comunhões cristãs; de modo que as suas palavras de verdade e sobriedade foram
transportadas através dos mares e foram semeadas como sementes graciosas na
Escócia, onde alguns dos seus escritos foram publicados pela primeira vez, no
País de Gales e na Inglaterra e no continente, de modo que, como pensador e
professor, ele se encontra agora completamente à frente da longa linhagem de
ilustres estudiosos e teólogos na América, e dificilmente se pode dizer que
tenha um superior em qualquer país ou época cristã.
Propõe-se
neste ensaio simplesmente falar, de uma forma necessariamente breve e
superficial, das contribuições específicas que Jonathan Edwards, pela graça de
Deus, foi capaz de fazer, em primeiro lugar, ao sistema particular de doutrina
conhecido como Calvinismo; em segundo lugar, à teologia evangélica em geral; em
terceiro lugar, à correta concepção da ética cristã ou da regra do dever; e,
finalmente, dentro do campo da religião prática.
I.
Voltando-nos mais especificamente para a discussão proposta, podemos notar,
primeiro, tão brevemente quanto possível, as contribuições de Edwards àquele
sistema ou tipo de teologia cristã que é comumente conhecido como Calvinismo.
O Presidente
Ezra Styles, de Yale, a quem Fisher descreve como um homem de grande reputação
e caráter estimável, registrou em seu diário, em 1787, uma geração após a morte
de Edwards, a seguinte declaração e profecia concernente ao grande teólogo e
suas obras e influência:
“Os valiosos
escritos do Presidente Edwards, noutra geração, passarão como um aviso
transitório, talvez pouco acima do esquecimento, como Willard ou Twisse ou
Norton; e quando a posteridade ocasionalmente os encontrar no entulho das
bibliotecas, os raros personagens que puderem lê-los e ficarem satisfeitos com
eles, serão considerados tão singulares e excêntricos quanto hoje em dia um
admirador de Suarez, Tomás de Aquino ou Dionísio, o Areopagita.” Dos três
primeiros mencionados, Twisse foi o primeiro presidente ou moderador da
Assembleia de Westminster, descrito por Baillie, nas suas cartas, como “um
homem meramente estudioso”, e o autor, entre outras obras, de um notável
tratado em latim sobre a Predestinação. Norton foi um dos principais pregadores
no início da Nova Inglaterra, autor de uma obra teológica intitulada The
Orthodox Evangelist (O Evangelista Ortodoxo), e de um conjunto maior de
teologia nunca impresso. Willard foi um dos primeiros presidentes do Harvard
College, autor de muitos sermões impressos e de um grande livro em formato de
fólio, Body of Divinity (Conjunto de Teologia), que consiste em uma
série de palestras mensais sobre o Breve Catecismo, continuado por mais de
dezenove anos – o primeiro trabalho extenso sobre teologia publicada na
América. Dos outros, Dionísio foi um convertido de Paulo em Atenas, a quem
foram atribuídas por algum tempo certas cartas espúrias que levam seu nome, mas
escritas durante o terceiro ou quarto século. Tomás de Aquino foi o médico
angélico da igreja medieval, cujas obras ainda são estudadas como livros-textos
nos seminários romanos na Europa e na América. Suarez foi um jesuíta espanhol
do século 16, cujo epitáfio do túmulo nos diz que ele foi o professor da
Europa, como também do mundo inteiro, um Aristóteles nas ciências naturais, um
angélico Tomás na teologia, um Jerônimo no estilo, um Ambrósio no púlpito, um
Agostinho na polêmica, um Atanásio na explicação da fé, um Bernardo na piedade
melíflua, um Gregório na exposição das Escrituras e, em uma palavra, o olho do
mundo cristão.
Os sermões e
outras produções publicados do Presidente Stiles são agora, juntamente com o
seu nome, “pouco acima do esquecimento”, enquanto muitas terras celebram o
nascimento de Edwards, as suas obras resistiram ao teste do tempo e ainda são
reconhecidas como entre as foças estimulantes e edificantes que fluem para e
através da cristandade evangélica.
Seu próprio
filho foi proeminente entre seus descendentes, com o mesmo nome, possuindo
muito da mesma habilidade e gênio, e passando por uma carreira notavelmente
semelhante como estudante, tutor, ministro, pastor e presidente de faculdade, e
morrendo na mesma idade. A este filho devemos um notável ensaio, escrito
principalmente em defesa do pai, e destinado a expor os Improvements (Aperfeiçoamentos),
como ele os denomina, que foram feitos por meio de Edwards no Calvinismo
precedente. No prefácio ao seu tratado sobre Will (Vontade), Edwards
declara sua relação com o Calvinismo em linguagem forte. Depois de protestar
contra o uso de termos como calvinista e arminiano para descrever diferenças
teológicas, ele diz, por um lado, que não consideraria errado ser chamado de
calvinista, mas, por outro lado, ele diz: “Eu rejeito totalmente uma
dependência de Calvino, ou crer nas doutrinas que defendo porque ele creu e as ensinou;
e não posso ser justamente acusado de crer em tudo exatamente como ele
ensinou.” Muito menos que todos os teólogos de sua época, ele poderia ser
descrito com justiça como um calvinista fatalista, que crê em um Deus cuja
natureza era cruel, em um governo moral absurdo e intolerável, e em uma
soberania sobre a vida e os destinos dos homens tão horrível visto que é suprema
e irresistível. Seu propósito invencível de testar cada princípio ou dogma
teológico pelo padrão da razão é expresso com força na seção final desse
tratado. Ao opor-se a certas objeções que poderiam, como ele supunha, serem
levantadas contra a sua doutrina sobre a vontade como demasiada metafísica ou
obscura, ele diz: A questão não é se o que é dito é metafísica, lógica ou
matemática; Latim, Francês, Inglês ou Mohawk; mas se o raciocínio é bom e os
argumentos verdadeiramente conclusivos.
Esses Improvements
(Aperfeiçoamentos) estavam relacionados a muitos dos tópicos centrais da
teologia cristã, como o propósito de Deus na criação da terra e do homem, o
governo divino sobre o homem, a origem do mal e especialmente do mal moral, o
estado corrupto do homem como um pecador, liberdade e necessidade relacionadas
à vontade, a natureza da virtude vista sob o aspecto cristão, a verdadeira base
ou fundamento da expiação, regeneração e conversão, justificação pela fé, a
vida cristã e a religião experimental. O escritor afirmou que, sobre esses
assuntos importantes, seu pai introduziu um método mais racional, colocou em
ação uma filosofia mais sábia e, assim, declarou e defendeu suas conclusões de
modo a tornar manifesta a harmonia essencial das doutrinas discutidas com a
razão mais elevada e pura. Não foi reivindicado que Edwards tinha desenvolvido
quaisquer novos dogmas, radicalmente inconsistentes com o Calvinismo
antecedente, mas sim que, às vezes, ao eliminar excrescências naquele sistema
histórico, e mais frequentemente ao introduzir explicações úteis e ao colocar
as doutrinas aceitas sob uma nova e fresca luz, ele aperfeiçoou, expandiu e
recomendou o sistema à credibilidade humana como ninguém foi capaz de fazer
antes dele.
Os tratados, os
sermões, as dissertações e os volumes específicos nos quais esta tarefa foi
realizada, ou pelo menos tentada, ocorrerão imediatamente a todo estudante
cuidadoso dos escritos de Edwards. Se tudo o que, no auge da devoção filial,
foi reivindicado pelo filho, foi realmente defendido pelo pai, tem sido
questionado em vários pontos. O fato de que o sistema não só foi melhorado, mas
também tornado completo, acabado até à perfeição, não foi declarado pelos
primeiros discípulos de Edwards, nem foi, por um momento sequer, afirmado por
ele mesmo, como de fato não o foi por nenhum dos seus adeptos inteligentes em
tempos mais recentes. Pois, na verdade, o Calvinismo é um esquema de doutrina,
tão vital e tão complexo e variado em seus elementos, que é capaz de muitas formas
de combinação, muitas mudanças de proporção e, em certo sentido, incapaz de
continuar era após era em qualquer forma cristalizada. Está na própria natureza
desse sistema desenvolver-se e expandir-se continuamente, amadurecendo através
dos séculos a partir de sua origem paulina, Edwards seguindo Calvino como
Calvino seguiu Agostinho, e assim progredindo constantemente em direção a uma
completude que podemos muito bem acreditar que não poderá alcançar até ser
desenvolvido, elevado, purificado na grande escola do céu.
No entanto,
permanece o fato geral de que o Calvinismo exibiu uma forma mais ampla, mais
imponente e mais espiritual – uma forma menos fatalista na tendência, e menos
exclusiva no aspecto e impressão, e, portanto, obtendo maior poder para educar
e persuadir os homens do que aparentemente ocorria antes de Edwards o iluminar
com seus ensinos. E é importante notar aqui dois fatos específicos de grande
importância: Primeiro, que os aperfeiçoamentos feitos por ele seguiram
principalmente ao longo do curso de maior graça e liberdade na oferta do
Evangelho, de maior liberdade e consequente responsabilidade por parte do
pecador, da potência incomensurável da verdade revelada quando enfatizada pelas
ministrações do Espírito Santo, e do resultante dever da igreja de orar e
trabalhar, e de fazer todos os sacrifícios possíveis com vistas à salvação
final de toda a raça humana. E segundo, que, ao efetuar uma mudança de tão
grande importância no sistema calvinista, ele o trouxe a uma associação mais
estreita com a teologia de professores anglicanos, como o bispo Butler, com as
melhores variedades do luteranismo espiritual, e especialmente com aquela forma
de Arminianismo da qual seu grande colega, Wesley, era um imponente representante,
e que agora está participando tão harmoniosamente com o Calvinismo na tarefa
comum de ganhar o mundo para Cristo.
II. A segunda
série de contribuições feitas por Edwards aparece no campo mais amplo da
teologia evangélica em geral. Deve ser dito aqui que ele não era, em nenhum
sentido, um crítico destrutivo ou controversista. Ele não pertencia, nem por
temperamento nem por convicção, àquela classe de homens que se deleitam e
ofendem a todos ao sempre apontarem as falhas, aumentando os defeitos e a
imperfeição nas teologias existentes, embora não possuam capacidade nem disposição
para fornecer quaisquer aperfeiçoamentos ou correções naquilo que criticam –
vespas que estão sempre zumbindo e picando tudo o que tocam, e sempre
envenenando tudo o que picam. Era, antes, seu desejo e objetivo constantes
corrigir o que ele considerava defeituoso na doutrina em vigor, por meio da
introdução de alguma concepção mais ampla, mais abrangente, mais claramente
explicativa e racional da verdade discutida. Aqueles que estudaram seus ensinos
sempre perceberam que ele se preocupava com as deficiências ou aberrações
doutrinárias apenas onde discernia, ou pensava discernir, de modo que o
aperfeiçoamento era tanto possível quanto necessário; e também viram que ele
estava sempre animado ao propor tal aperfeiçoamento, não por uma presunçosa
vaidade, nem por qualquer disposição vulgar de crítica ou de controvérsia, mas
por um desejo sincero e abnegado de instruir, de esclarecer, de ajudar, seja no
conhecimento ou na fé.
Mesmo quando
se sentiu chamado a combater aquela tendência insidiosa de humanização do Filho
de Deus e de redução da sua missão mediadora a um nível análogo ao de outros
professores meramente humanos – uma tendência que, meio século depois, culminou
no Unitarismo de Charming e seus sucessores – ele procurou corrigir essa
tendência, não por meio de denúncia, ou disputa ou ridicularização, mas por
meio de um retrato tão brilhante, piedoso e completamente bíblico de nosso
Senhor na glória de sua pessoa e missão, como a Divindade Encarnada, quando
deveria ter colocado um fim de uma vez por todas a tais concepções
racionalizadoras e destrutivas de Cristo e de sua obra salvadora. Esta foi uma
ilustração de seu método invariável de lidar com o que ele considerava dogmas
errôneos ou defeituosos, por quem quer que os afirmasse. Ao tratar, por
exemplo, do decreto divino, da eleição individual, da graça eficaz, do pecado
original e da relação entre a queda de Adão e a queda da humanidade nele e
através dele, ele dificilmente revela um traço daquela impaciência desdenhosa e
daquela depreciação dos antagonistas que tantas vezes magoam o estudante
sincero das Institutas de Calvino. Por outro lado, ele habitualmente mostra uma
simpatia verdadeira e amorosa para com os errôneos nestes pontos, um desejo
paciente de conduzi-los à verdade maior, e uma expectativa esperançosa de que,
quando virem a verdade, voltarão espontaneamente seus olhos e seus corações
para ela, atraídos e puxados – para usar a expressão de Chalmers – pelo poder
explusivo de uma nova afeição.
As
contribuições de Edwards à teologia evangélica em suas formas genéricas já
foram parcialmente sugeridas pelos títulos dados e não podem ser aqui
mencionadas em detalhes. Seus ensinos a respeito da trindade em Deus e das
encarnações, e da mediação de Cristo e dos ministérios salvadores do Espírito
Santo em cada alma crente; a respeito da queda e do pecado do homem, e da culpa
e corrupção de sua natureza, e da necessidade da graça e da ajuda divina para
sua restauração; a respeito do plano de salvação do Evangelho, a missão
expiatória de nosso Redentor, a indispensabilidade da fé nele e da obediência a
ele como o Senhor e Soberano eleito da alma; a respeito da justificação por
meio de tal fé e devoção, e da nova vida graciosamente transmitida como
necessária consequência, e da esperança sublime e edificante quanto ao futuro
avivamento no peito do crente – os seus ensinos concernentes a todos estes
temas vitais, e outros que possam ser mencionados, tornaram-se a posse
inestimável, não apenas dos calvinistas, mas de toda a igreja de Cristo, seja
qual for o nome. Esses ensinos fizeram muito, muito mesmo, para acelerar a pulsação
e fortalecer o coração da cristandade universal, e por causa desses ensinos a
cristandade já é, e durante séculos será cada vez mais, profundamente grata a
ele.
Uma breve
referência deve ser feita, neste contexto, àquele notável ensaio sobre a
natureza da Trindade em Deus, que apenas agora foi dado ao mundo, pela primeira
vez, em forma impressa. Este ensaio, escrito aparentemente durante o início do ministério
de Edwards, e de tempos em tempos ampliado, mas ainda incompleto quanto à forma
literária, é uma tentativa de mostrar que Deus é, por sua própria natureza, um
Ser essencialmente trino e, portanto, eternamente triplicando-se em
personalidade trina como Pai, Filho e Espírito Santo, preparatória para sua
revelação de si mesmo neste triplo aspecto à nossa raça no interesse da
redenção. O que quer que se possa dizer sobre o sucesso desta apresentação
altamente especulativa de um tema que deve ser profundamente misterioso para os
homens – se de fato pode ser possível para nós, algum dia, alcançarmos qualquer
explicação suficiente do fato de uma trindade interna e eterna, como a Sagrada
Escritura a afirma – ninguém pode deixar de apreciar a profunda perspicácia, a
quase pretensa agudeza natural, a piedade adoradora que caracterizam o tratado
póstumo.
Uma ilustração
de caráter mais prático merece menção especial aqui. Antes da época de Edwards,
as igrejas da Nova Inglaterra aceitaram, sem exame, a teoria de membresia da
Igreja de Cristo do velho mundo, sob o que foi denominado como a Aliança do
Meio-Termo, como obtida por herança ou por batismo, e, portanto, como não
envolvendo necessariamente o que é familiarmente descrito como uma mudança de
coração – uma teoria que ainda prevalece amplamente, não apenas na parte
protestante do continente europeu, mas nas comunidades religiosas da
Grã-Bretanha, como uma herança perniciosa de Roma, e que muito contribuiu para
corromper a espiritualidade e prejudicar a eficiência do protestantismo onde
quer que ele tenha se firmado. Na melhor das hipóteses, era a concepção romana
errônea de que o meio de ir a Cristo, através da Igreja, são os seus ministros
e as ordenanças. Contra esta teoria, Edwards semeou a genuína e única doutrina
verdadeira, de que a alma deve entrar na Igreja visível por meio de Cristo, e
que a Igreja deve ser composta apenas por aqueles que fornecem evidências
críveis, evidências em que se pode confiadamente acreditar, de que já estão
unidos a Cristo pela fé e de que já são justificados por meio dele. Sobre o
conflito que o anúncio deste conceito claro e correto envolveu, sobre a luta
pela qual ele passou ao afirmá-lo, e sobre a privação e o martírio resultantes
de sua fidelidade a ele, não é necessário falar agora. O grande fato é que a
doutrina de Edwards, apesar de toda oposição, tornou-se a doutrina aceita por
nossas igrejas da Nova Inglaterra, que atravessou e se enraizou em outro solo e
dentro de igrejas de nomes diferentes, e que ainda permanece como um elemento
permanente na fé e na prática de quase todas as organizações evangélicas neste
continente. Se Edwards não tivesse feito nada mais além de escrever e, depois,
defender como fez em seu tratado sobre as Qualifications for Full Communion
(Qualificações para a Comunhão Plena), ele teria feito do protestantismo
americano seu devedor para sempre.
III. Uma breve
referência pode agora ser feita, em terceiro lugar, à grande contribuição de
Edwards no campo da Ética, especialmente da Ética Cristã, como pode ser visto
principalmente em seu tratado sobre a Nature of Virtue (Natureza da
Virtude) – um tratado que pode ser apropriadamente colocado ao lado dos
notáveis discursos de Butler sobre o mesmo assunto. Mackintosh, na sua valiosa
dissertação sobre o “Progresso da Filosofia Ética”, se refere a Edwards, neste
contexto, como o metafísico da América, talvez inigualável no argumento sutil,
certamente insuperável entre os homens. Ele apresenta Edwards como um passo à
frente da maioria dos metafísicos antes dele, ao ensinar que não apenas a
percepção e a razão, mas a emoção e o sentimento também estão entre os
princípios fundamentais da moral. A doutrina de Edwards está incorporada na
proposição abrangente de que a virtude consiste no amor, no amor a todos os seres
– antes de tudo, no amor supremo a Deus como fonte criativa e sustento de todos
os outros seres, e em sua própria natureza perfeita e em suas atividades
infinitamente merecedoras da mais alta consideração e devoção possíveis da
parte de todas as suas criaturas – amor a todos os homens como criaturas e
filhos de Deus, dotados de capacidades semelhantes, estabelecidos em relações
vitais e afetuosas conosco e, portanto, tendo um direito indiscutível à nossa
afeição e ao nosso serviço – amor na forma de benevolência até mesmo para com a
criação animal, ilustrando em suas várias qualidades a sabedoria e a bondade
daquele que as criou, e, portanto, merecedora de nosso interesse e cuidado –
amor em um sentido subordinado, e, pela mesma razão, até mesmo para com o mundo
vegetal, para com as árvores, as flores e as gramíneas, e também para com os
céus estrelados como divinamente fabricados e sustentados, e cantando
perpetuamente os louvores do Ser Supremo que os criou. Edwards inclui nesta
categoria, de maneira especial, o amor por todos os santos, pelos bons e santos
na terra, por toda a igreja de Cristo entre os homens, pelas hostes redimidas
do céu e pelos anjos que circulam para sempre ao redor do trono de Deus,
oferecendo-lhe seus tributos de afeição e reverência.
A doutrina de
Edwards tem sido desafiada em vários pontos, mas especialmente com base no fato
de a virtude não se basear no amor, mas no direito, como o princípio
fundamental da moral. Não pode haver dúvida de que o direito, tal como é
concebido pela razão e sentido pela consciência, individual e geral, e além
disso como enunciado e reforçado pela voz da Revelação, é a regra final e
definitiva para a ação humana, em todos os lugares e sempre. Isto não é apenas
uma questão de percepção e razão, como tem sido frequentemente afirmado, tanto
antes da era de Edwards e Butler quanto desde os seus dias; é também uma
questão de emoção e sentimento, porque não apenas o julgamento e a vontade, mas
também a consciência, como a sede e o centro de toda sensibilidade moral, está
necessariamente envolvida em cada propósito e em cada ato da vida. Edwards, em
nenhum lugar, questiona esta proposição, mas antes procura impregnar e
glorificar esta concepção um tanto abstrata e fria de exatidão com o brilho
penetrante do amor santo – para aquecer a consciência e animar a vontade
mediante o toque carinhoso daquela afeição altruísta e universal que o próprio
Deus exibe, e que é para a ação e a vida humana o que o calor e o brilho do sol
do verão são para o mundo da natureza. Qualquer que seja a verdade quanto à
harmonia destes dois conceitos especulativos sobre a virtude, não pode haver
dúvida de que ele estava consciente de não haver nenhum conflito entre elas,
pois, de todos os homens que já viveram, ele estava entre os mais fiéis ao que
acreditava estar certo, mais desinteressado e gentil em sua devoção ao que é
certo, e mais pronto a segui-la através de lutas e provações, não apenas nesta
vida, mas em todos os mundos para sempre. E é a excelência especial do seu
ensino que ele enfatizou o amor como fornecedor da base estimulante de todo
dever, de toda obrigação e de responsabilidade. Pois o verdadeiro amor sempre
torna o seu possuidor responsável perante Deus, perante os seus semelhantes e
perante si mesmo, por todas as suas ações para com todos os outros seres, de
acordo com as suas diversas reivindicações. A obrigação é o correlato
necessário e universal desse amor; quem ama, no sentido cristão, vive sempre e
em toda parte sob a correspondente responsabilidade.
Não pode ser
questionado com justiça que o ensino de Edwards sobre este assunto tem sido
amplamente difundido e tem produzido grandes benefícios no campo da moral,
tanto especulativa como prática. Embora levado ao extremo por alguns de seus
discípulos, como, por exemplo, na surpreendente proposição de Samuel Hopkins,
de que alguém deveria, por amor a Deus, tornar-se disposto até mesmo a ser
condenado, se a glória divina exigisse tal sacrifício, a doutrina teve ampla
influência na Nova Inglaterra, mesmo em círculos bastante avessos ao seu autor
e aos seus ensinos gerais. Esse ensino foi recentemente apresentado no famoso
tratado do Presidente Hopkins sobre a “Lei do Amor, ou Amor como Lei”. Ele
lançou as bases para algumas distinções inestimáveis entre a ética natural e a
ética cristã, entre a filosofia moral de Platão e a regra moral proclamada por
Cristo. E, por mais que a doutrina deva estar sempre associada, pelo menos nas
suas formas mais elevadas, a uma experiência religiosa genuína e a uma vida de
discipulado amoroso, ela não pode deixar de colher grandes frutos na esfera do
dever, inspirando os homens a fazerem o que é certo em todos os lugares, não
apenas porque é certo como a razão o discerne, mas também porque o coração o
impele e se alegra com o certo e com cada obrigação que este impõe. Por esta
razão, foi dito com justiça que esta concepção de benevolência universal, amor
puro e ativo a todos os seres, tornou-se historicamente o fundamento tanto de
movimentos humanitários, como o da abolição da escravatura, quanto das missões
cristãs, tanto no país como entre as nações e raças mais ignorantes.
Merecidamente, portanto, o metafísico alemão, Immanuel Fichte, disse com
referência a este ensaio: “Este pensador solitário da América do Norte atingiu
aqui a base mais fundamental e também a mais elevado que pode estar por baixo
do princípio da moral.” John Fiske, em seu discurso sobre o “Pensamento Liberal
na América”, diz: “Poucas figuras na história são mais patéticas ou mais
sublimes do que a de Jonathan Edwards nas florestas solitárias de Northampton
ou Stockbridge, um pensador superado por poucos que viveram em profundidade e
acuidade, um homem com alma de poeta e de profeta, lutando contra os problemas
mais terríveis que a humanidade já enfrentou, com mais do que a coragem e a
sinceridade de Agostinho ou Calvino, com toda a elevada inspiração de Fichte ou
Novalis.” “Um ensaio interessante,” acrescenta ele, “poderia ser dedicado a
traçar os efeitos provocados na Nova Inglaterra por esta personalidade gigante.”
4. A quarta e
última série de contribuições de Edwards jaz no amplo campo da religião
prática. Destas, o próprio homem, o homem na pureza e doçura de sua natureza
moral, na elevação espiritual que o caracterizou mesmo em seus primeiros dias e
se tornou um elemento tão notável em seus anos de maturidade, em sua piedade
absorvente, em sua santa caminhada com Deus, seu contínuo amadurecimento para a
imortalidade, à qual ele aspirava o tempo todo – ele mesmo foi, facilmente, o
primeiro. Se ele nunca tivesse escrito nada, uma personalidade e um personagem como
este teria feito para si um registro duradouro; se seus sermões nunca tivessem
sido impressos, sua vida teria sido um sermão vivo ao longo dos tempos – um
nobre testemunho da potência da graça divina para elevar, purificar e
cristianizar a alma humana.
Não é fácil
fazer mais do que referir-se, neste ponto, à sua pregação instrutiva, afetuosa
e poderosa, na medida em que isso é exibido em seus discursos impressos. Muitos
destes discursos são demasiado arcaicos na forma e na expressão, demasiado
elaborados e complexos na estrutura e demasiado profundos nos seus conteúdos
para serem amplamente lidos em nossa geração. Aqueles entre eles, em número de
cinco ou seis, que foram pregados com efeito tão extraordinário em vários
lugares durante os períodos de grande avivamento entre o povo, são
frequentemente lidos parcialmente e livremente condenados, às vezes por homens
que não têm cérebro nem coração para compreendê-los, com exclusão do número
muito maior que está cheio da própria essência das Escrituras, que exalam o
mais afetuoso amor pelas almas e exibem o homem na plenitude de sua natureza elevada
e santa. Se aqueles que leem parágrafos aqui e ali dos sermões de primeira
qualidade, apenas se voltassem para beber da melodia, da doçura e da cultura
nutritiva da segunda (como The Nature and Reality of Spiritual Light (A
Natureza e Realidade da Luz Espiritual), The Excellency of Christ (A
Excelência de Cristo), True Grace (A Verdadeira Graça), The Wisdom
Displayed in Salvation (A Sabedoria Demonstrada na Salvação), eles obteriam
tanto uma concepção melhor sobre o pregador quanto obteriam alguns benefícios
espirituais dos quais talvez necessitem muito.
O tratado de
Edwards sobre as Religious Affections (Afeições Religiosas) é uma de
suas duas principais contribuições para a religião prática. Planejado como uma
análise da experiência religiosa derivada da graça de Deus, quando infundida na
natureza moral, regenerando-a e vitalizando-a totalmente, e também como um
relato das graças e virtudes particulares que brotam na alma crente, agora
vivificada e santificada pelo amor, este tratado é digno do mais alto elogio;
deveria estar sobre a mesa de cada pregador, tanto como uma ajuda para a
compreensão adequada da vida religiosa de seu rebanho, quanto como um guia para
um tratamento mais completo de sua própria alma. E se lhe for acrescentado a
sua Life of David Brainerd (Vida de David Brainard) e as suas profundas
e afetuosas reflexões sobre essa vida, a sua Narrative of Surprising
Conversions (Narrativa de Conversões Surpreendentes) e a sua publicação Thoughts
on the Revival of Religion in New England (Pensamentos sobre o Avivamento
da Religião na Nova Inglaterra), os benefícios resultantes serão ainda maiores.
O título da
outra contribuição essencial nesta seção de serviço é descrito por Edwards como
uma Humble attempt to promote Explicit Agreement and Visible Union of God’s
People in Extraordinary Prayer for the Revival of Religion and the Advancement
of Christ’s Kingdom on Earth (Humilde tentativa de promover o acordo
explícito e a união visível do povo de Deus em oração extraordinária pelo
avivamento da religião e pelo avanço do Reino de Cristo na terra), nos termos,
como ele acrescenta, das promessas e profecias das Escrituras sobre os Últimos
Tempos. A sugestão de tal acordo teve origem na Escócia, onde, durante dois ou
três anos, o povo cristão teve o costume de se reunir em determinados momentos
para súplicas em conjunto pelo triunfo do Evangelho em todo o mundo. Petições
estimulando tal acordo na oração foram distribuídas de forma um tanto ampla na
Nova Inglaterra, e foi em apoio a esse movimento que Edwards preparou sua
dissertação. Neste pequeno volume, ele argumenta a favor da oração como um
dever, um privilégio e um recurso, e especificamente a favor da concordância ou
união em oração ou intercessão como altamente aceitável a Deus, e certamente a
ser seguida por sua bênção. Ele propõe que tal união continue neste caso por,
pelo menos, sete anos, e que todos os ministros e igrejas deveriam concordar
com a proposta – a Grã-Bretanha e a América concordando na santa petição:
“Venha o Teu Reino”. Quando lembramos que este compromisso foi amplamente
aceito e observado cem anos ou mais antes do que chamamos de Semana de Oração
ter sido instituída, através da instrumentalidade de missionários
presbiterianos residentes na Índia, ficamos maravilhados com a fé e a coragem
com que a defenderam, ainda mais do que a notável habilidade com que a
observância foi estimulada. Qualquer pastor que deseje despertar seu povo para
a elevada tarefa de intercessão em conjunto pela grande bênção espiritual,
encontrará argumentos e incentivos abundantes neste sério tratado.
Ao passarmos
em revista essas notáveis e preciosas contribuições que Jonathan Edwards fez à
causa de Cristo nas quatro áreas mencionadas, somos capazes de conceber uma avaliação
justa, embora possa ser inadequada, do que ele foi como estudante e erudito,
como metafísico e teólogo do tipo mais nobre, como homem de Deus tão eminente
na piedade como na conduta, como verdadeiro crente e discípulo do Senhor Jesus,
ilustre tanto na fé como nas obras – um homem cujo nome o mundo cristão nunca
poderá esquecer, e cuja influência fluirá continuamente até os tempos
milenares. No monumento de mármore que cobre suas cinzas sagradas, no cemitério
de Princeton, pode-se ler em sonora latinidade uma elaborada descrição de suas
características e dons, e esta visão geral pode ser adequadamente encerrada com
esse eloquente testemunho.
“Você saberia,
ó Viajante, que tipo de pessoa foi essa cuja parte mortal jaz aqui? Um homem de
fato, de corpo alto, mas gracioso, enfraquecido pela assiduidade e abstinência
e pelos estudos mais intensos; na intensidade do seu intelecto, seu julgamento
perspicaz e sua prudência incomparável entre os mortais; notável em seu
conhecimento das ciências e das artes liberais, eminente na crítica sagrada, e
um teólogo distinto sem igual; um defensor invicto da fé cristã e um pregador
sério, solene e penetrante; e, pelo favor de Deus, muito feliz no sucesso e
resultado de sua vida. Ilustre em sua piedade, sereno nos costumes, mas
amigável e benigno para com os outros, viveu para ser amado e respeitado, e
agora, infelizmente! para ser lamentada sua morte. A faculdade enlutada chora
por ele, e a igreja chora, mas o céu se alegra em recebê-lo:
Abi,
Viator, et pia sequere vestigia.”
(Saia daqui, ó
Viajante, e seus passos piedosos o seguirão.)
Tradução:
De: Jonathan Edwards – His Contributions to
Calvinism, to Evangelical Theology Generally, to Christian Ethics and to
Practical Religion
Rev. Edward D. Morris
A paper read before the Ministerial Association
of Columbus, Ohio, USA
Por: Paulo Arantes
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