Frase da Semana

Assim, tudo é de Deus, está em Deus e existe para Deus; ele é o começo, o meio e o fim.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Biografia: Gilbert Tennent - 2


A. Carreira

1. Ele era de uma família de pregadores influentes – tanto seu pai como seus irmãos foram líderes em moldar e promover o Grande Avivamento.
2. Gilbert foi educado por seu pai, William Tennent, um ministro presbiteriano.
a. Seu pai administrou o “Log College”, em Bucks County, Pensilvânia. Literalmente uma edificação de madeira; foi onde Tennent (um universitário graduado da Escócia) capacitou seus filhos e outros para o ministério, para que eles não precisassem ir para a Nova Inglaterra ou para a Grã-Bretanha.
b. Gilbert Tennent não frequentou realmente o Log College; ele foi construído depois que seu pai o capacitou. Mas ele agiu como tutor ali.
c. Whitefield visitou a escola e a chamou de “escola de profetas”. O Log College tornou-se uma importante fonte de pregadores do Avivamento, com Gilbert Tennent sendo o mais famoso. Ela foi a precursora de Princeton.
d. “Ali eles estudavam, a ali eles oravam, e ali eles foram ensinados sobre Deus” (Alexander).

B. Tennent e o Grande Avivamento

1. Gilbert Tennent assumiu uma igreja em New Brunswick, Nova Jersey, em 1727. Aqui ele se deparou com o ministério de Frelinghuysen. Ele começou moldar seu trabalho segundo o de Frelinghuysen e viu o avivamento vir sobre sua igreja.
2. Em 1740, conforme sugerido por Whitefield, ele empreendeu um tour de pregação. Isto ajudou a unir os avivamentos nas Colônias do Meio e da Nova Inglaterra. Tennent menciona o grande interesse produzido pelo avivamento, por exemplo, falando de como perto de trinta alunos de Yale andaram dez milhas (cerca de 17 km) para ouvir a pregação. Ele registrou que “milhares de mergulhadores foram despertados”, o que dizia respeito tanto a santos quanto a pecadores”.
3. Após ouvi-lo, Whitefield escreveu: “Ele me convenceu, mais e mais, que não podíamos pregar o Evangelho de Cristo mais do que tínhamos experimentado o seu poder em nosso próprio coração”.
4. Em 1741, ele pregou “O Perigo de um Ministro Não Convertido”.
a. Publicado por Benjamin Franklin, a página de título trazia Jeremias 5.30-31, “Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra: os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam de mãos dadas com eles; e é o que deseja o meu povo. Porém que fareis quando estas coisas chegarem ao seu fim?”
b. Alguns ficaram irados, não tanto com a ideia da crítica ao clero não convertido, mas com a implicação de que eles não eram convertidos.
5. Os presbiterianos se dividiram por algum tempo entre os “Old Lights” (antiavivamento) e os “New Lights” (pró-avivamento).
a. Alguns oponentes se afastaram por causa dos excessos (James Davenport, por exemplo), mas muitos foram ofendidos por algo que não se adequava a seu gosto e pressuposições. Testar as coisas pelas Escrituras (1 Tessalonicenses 5.21) não por opiniões pessoais).
b. Os apoiadores eram zelosos, sem dúvida, pela obra genuína de Deus. Porém alguns deixaram seu zelo leva-los muito longe, ao julgar os motivos e pronunciar o que era e o que não era obra de Deus.
c. Ambos os lados poderiam ter aprendido Marcos 9.38-41, onde Jesus ensinou a João que não é importante que pessoas nos sigam, mas que sigam a ele.
6. Segundo uma carta assinada por Tennent (e talvez escrita por ele): “Uma obra de convicção e de conversão se espalhou há não muito tempo em muitos lugares dessas províncias com tal poder e progresso que silenciou por um tempo até mesmo os opositores mais nocivos” (ênfase adicionada”). Sejam quais forem os erros que ele cometeu, ele foi um homem que viu e promoveu o conceito bíblico de avivamento.
7. Tennent foi um homem oprimido com o fato de que pastores espirituais deviam satisfazer as necessidades de suas ovelhas, e ele denunciou aqueles que não o faziam. Porém ele também foi um “exemplo para o rebanho” como o “Supremo Pastor”, Jesus Cristo (1 Pedro 5.1-4), que, vendo ovelhas sem pastor, sentia compaixão por elas e as ensinava.

© 2009 Mark Sidwell. All rights reserved. Esboço de estudo extraído de http://greatawakeningdocumentary.com, por ShowForth.
Tradução: Paulo Corrêa Arantes

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Biografia: George Whitefield - 2


George Whitefield (1714-1770), foi um puritano inglês que ajudou a difundir o Grande Avivamento na Grã-Bretanha e, especialmente, nas colônias britânicas da América do Norte. Ele foi um dos fundadores do Metodismo e do movimento evangélico em geral. Ele se tornou, talvez, o pregador mais conhecido na Grã-Bretanha e na América, no século 18, e, visto que ele viajou por todas as colônias americanas e atraiu grandes multidões e cobertura da mídia, ele foi uma das figuras públicas mais amplamente reconhecidas na América colonial. Ele também é conhecido como “O Grande Avivador”.
Whitefield nasceu em Bell Inn, na Southgate Street, em Gloucester, na Inglaterra. Whitefield foi o quinto filho (sétimo filho) de Thomas Whitefield e Elizabeth Edwards, que dirigia uma pousada em Gloucester. Bem cedo na vida, ele descobriu que tinha uma paixão e talento para atuar no teatro, uma paixão que continuaria por meio das re-encenações muito teatrais das histórias da Bíblia que ele contava durante seus sermões. Ele foi educado na Crypt School, em Gloucester, e no Pembroke College, em Oxford. Visto que Whitefield vinha de um pano de fundo pobre, ele não tinha recursos para pagar suas mensalidades. Ele, por essa razão, entrou em Oxford como criado, a categoria mais baixa entre os estudantes em Oxford. Em troca de instrução gratuita, ele foi designado como servo de vários estudantes de categorias mais elevadas. Seus deveres incluíam: acordá-los de manhã, polir seus sapatos, carregar seus livros e, até mesmo, ajudar nas tarefas escritas exigidas. Ele fez parte do “Clube Santo” da Universidade de Oxford com os irmãos Wesley, John e Charles. Depois de ler The Life of God in the Soul of Man (A Vida de Deus na Alma do Homem) de Henry Scougal, ele se converteu e tornou-se apaixonado pela pregação de sua fé recém-encontrada.
Whitefield pregou seu primeiro sermão na Igreja de Santa Maria da Crypt, em sua cidade natal, Gloucester, uma semana após sua ordenação. Ele já havia se tornado o líder do “Clube Santo”, em Oxford, quando os irmãos Wesley partiram para a Geórgia. Ele adotou a prática de Howell Harris, de pregar ao ar livre, em Hanham Mount, perto de Kingswood, Bristol. Em 1738, antes de se tornar pastor paroquial de Savannah, Georgia, nas colônias americanas, ele convidou John Wesley para pregar ao ar livre pela primeira vez em Kingswood e, depois, em Blackheath, Londres. Depois de uma curta estadia na Geórgia, ele voltou para casa, no ano seguinte, para receber instruções, e retomou suas atividades evangelísticas ao ar livre.
Whitefield aceitou a doutrina de predestinação da Igreja da Inglaterra, mas discordou das opiniões dos irmãos Wesley sobre a escravidão e da doutrina do arminianismo. Como resultado, Whitefield fez o que seus amigos esperavam que ele não fizesse – entregar todo o ministério a John Wesley. Whitefield organizou e foi o presidente da primeira conferência metodista. Porém ele logo abandonou a posição para se concentrar no trabalho evangélico.
Em 1739, Whitefield retornou à Inglaterra para levantar fundos a fim de estabelecer o Orfanato de Bethesda, que é a mais antiga instituição de caridade existente na América do Norte. Ao voltar para a América do Norte, em 1740, ele pregou em uma série de reavivamentos que vieram a ser conhecidos como o Grande Avivamento de 1740. Ele pregou quase todos os dias, durante meses, a grandes multidões de, algumas vezes, milhares de pessoas, enquanto viajava pelas colônias, especialmente pela Nova Inglaterra. Sua jornada a cavalo, da cidade de Nova York até Charleston, foi a mais longa realizada na América do Norte por um homem branco.
Como seu contemporâneo e conhecido, Jonathan Edwards, Whitefield pregou firmemente a teologia calvinista que estava alinhada com o “calvinismo moderado” dos Trinta e Nove Artigos. Embora declarando explicitamente a agência única de Deus na salvação, Whitefield oferecia livremente o Evangelho, dizendo no final de seus sermões: “Vem pobre, perdido e arruinado pecador, vem a Cristo assim como você está.”
A Igreja Anglicana não lhe designou um púlpito, então ele começou a pregar em parques e campos na Inglaterra por conta própria, alcançando pessoas que normalmente não frequentavam a igreja. Como Jonathan Edwards, ele desenvolveu um estilo de pregação que provocava respostas emocionais por parte de seu público. Mas Whitefield tinha carisma, e sua voz (que, segundo muitos relatos, podia ser ouvida a grandes distâncias), sua pequena estatura e até mesmo sua aparência vesga (que algumas pessoas tomavam como uma marca do favor divino) serviram para ajudar a fazer dele uma das primeiras celebridades nas colônias americanas. Graças à ampla disseminação da mídia impressa, talvez metade de todos os colonos acabaram ouvindo sobre, lendo sobre ou lendo algo escrito por Whitefield. Ele empregou a impressa sistematicamente, enviando homens antecipadamente para pendurar cartazes e distribuir folhetos anunciando seus sermões. Ele também planejou ter seus sermões publicados.
Ele começou a pregar ao ar livre em Hanham Mount, Kingswood, no sudeste de Bristol, onde uma multidão de 20.000 pessoas se reuniu para ouvi-lo. Multidões ainda maiores – Whitefield estimou em 30 mil – o encontraram em Cambuslang, em 1742.
Whitefield é lembrado como um dos primeiros a pregar aos escravizados. Phillis Wheatley escreveu um poema em sua memória depois que ele morreu. Em uma época em que atravessar o Oceano Atlântico era uma aventura longa e perigosa, ele visitou a América sete vezes, fazendo treze travessias do Atlântico no total. Estima-se que, durante toda a sua vida, ele pregou mais de 18.000 sermões formais, dos quais 78 foram publicados. Além de seu trabalho na América e na Inglaterra, ele fez quinze viagens para a Escócia – a mais famosa às “Ribanceiras da Pregação” de Cambuslang, em 1742 – duas para a Irlanda, uma para as Bermudas, uma para Gibraltar e uma para a Holanda. Ele também veio para a América em 1738, após a partida de John Wesley, para servir como capelão da colônia da Geórgia, em Savannah.
Whitefield morreu na residência pastoral da Igreja Presbiteriana Old Soulth, Newburyport, Massachusetts, em 30 de setembro de 1770, e foi sepultado, segundo seu desejo, em uma cripta sob o púlpito desta igreja.

As obras de George Whitefield:

As obras do Reverendo George Whitefield, Volume 1. (498 páginas)
[pdf epub mobi txt web via Internet Archive]
Este volume contém 497 cartas escritas por Whitefield sobre vários assuntos.

As obras do Reverendo George Whitefield, Volume 2. (494 páginas)
[pdf epub mobi txt web via Internet Archive]
Este volume contém cartas escritas por Whitefield sobre vários assuntos, numeradas de 498-964.

As obras do Reverendo George Whitefield, volume 3. (524 páginas)
[pdf epub mobi txt web via Internet Archive]
Este volume contém:
1. Cartas escritas por Whitefield sobre vários assuntos, numeradas de 965-1465.
2. Cartas escritas ao povo de Savannah.
3. Um relato sobre o Orfanato na Geórgia.

As obras do Reverendo George Whitefield, volume 4. (506 páginas)
[pdf epub mobi txt web via Internet Archive]
Este volume contém:
1. Uma resposta à recente Carta Pastoral do Bispo de Londres.
2. Uma carta às Sociedades Religiosas da Inglaterra.
3. Uma carta aos habitantes de Maryland, Virgínia e Carolinas do Norte e do Sul.
4. Uma carta aos membros da Igreja Presbiteriana da Persuasão.
5. Uma carta ao Reverendo John Wesley, em resposta ao seu sermão intitulado Free Grace (Graça gratuita).
6. Uma reivindicação e confirmação da notável obra de Deus na Nova Inglaterra.
7. Um breve relato sobre a ocasião, o processo e o resultado do julgamento final na sessão do tribunal realizado em Gloucester, 3 de março de 1743, entre alguns do povo metodista, queixosos, e certas pessoas da cidade de Minchin-Hampton, no Condado de Said, acusados.
8. Uma resposta à primeira parte de um panfleto anônimo, intitulado “Observações sobre a conduta e o comportamento de certa seita, geralmente distinguida pelo nome de Metodistas”, em duas partes.
9. Algumas observações sobre uma recente acusação contra o entusiasmo.
10. Uma carta ao Reverendo Presidente, Professores, Tutores e Instrutor de Hebraico do Harvard College, em Cambridge, em resposta a um testemunho publicado por eles contra o Reverendo George Whitefield e sua conduta.
11. Observações sobre um panfleto intitulado, The Enthusiasm od Metodists and Papistis Compared (O Entusiasmo dos Metodistas e dos Papistas Comparado).
12. Uma carta censuradora dirigida a Nicholas Lewis, conde Zinzendorff e lorde advogado da Unitas Fratrum.
13. Um breve discurso para pessoas de todas as denominações, ocasionado pelo alarme de uma pretendida invasão, no ano de 1756.
13. Um prefácio ao leitor sério, em favor da edição da Bíblia do Reverendo Samuel Clarke.
14. Observações sobre alguns erros fatais, em um livro recentemente publicado e intitulado The Doctrine of Grace (A Doutrina da Graça).
15. Um prefácio de recomendação às Obras do Sr. John Bunyan.
16. Uma carta ao Reverendo Dr. Durell, Vice-chanceler da Universidade de Oxford, ocasionada pela expulsão de seis alunos do Edmund Hall.
17. Observações sobre passagens selecionadas das Escrituras transformadas em questões catequéticas.
18. Lei evangelizada, ou, Um discurso a todos os cristãos concernente à santidade do coração e da vida.
19. Um prefácio à Nova Edição das Homilias.
20. Orações para várias ocasiões.

As obras do Reverendo George Whitefield, volume 5. (490 páginas)
[pdf epub mobi txt web via Internet Archive]
Este volume contém 31 sermões:
1. A Semente da mulher e a semente da serpente - Gênesis 3.5.
2. Andando com Deus - Gênesis 5.24.
3. Abraão oferece seu filho Isaque - Gênesis 22.12.
4. O grande dever da religião familiar - Josué 24.15.
5. Cristo, o melhor esposo, ou, Um convite a jovens mulheres para virem e verem a Cristo - Salmo 45.10-11.
6. Misericórdias da Grã Bretanha e deveres da Grã Bretanha - Salmo 105.45. Pregado na Filadélfia, no domingo, 24 de agosto de 1746, e ocasionado pela supressão da recente rebelião antinatural.
7. Gratidão pelas misericórdias recebidas, um dever necessário - Salmo 107.30-31. Sermão de despedida, pregado a bordo do Whitaker, ancorado perto de Savannah, na Geórgia, domingo, 17 de maio de 1738.
8. A necessidade e os benefícios da sociedade religiosa - Eclesiastes 4.9-12
9. A loucura e o perigo de não ser justo o suficiente - Eclesiastes 7.16
10. Um preservativo contra noções não resolvidas e falta de princípios em relação à justiça e à perfeição cristã - Eclesiastes 7.16
11. Os benefícios de uma piedade precoce - Eclesiastes 12.1
12. Cristo, o Esposo do crente - Isaías 54.5
13. O Oleiro e o barro. Jeremias 18.1-6
14. O Senhor, justiça nossa - Jeremias 23.6
15. A justiça de Cristo, uma justiça eterna - Daniel 9.24
16. A observação do nascimento de Cristo, o Dever de todos os cristãos; ou, A maneira verdadeira de guardar o Natal - Mateus 1.21
17. A tentação de Cristo - Mateus 4.1-11
18. O pecado hediondo da blasfêmia e juramentos profanos - Mateus 5.34
19. Cristo, o sustento dos tentados - Mateus 6.13
20. Negócios terrenos não justificam a negligência da religião - Mateus 8.22
21. Cristo é o único descanso para os cansados ​​e sobrecarregados - Mateus 11.28
22. A loucura e o perigo de se separar de Cristo por causa dos prazeres e dos lucros da vida - Mateus 8.23
23. Marcas de uma verdadeira conversão - Mateus 18.3
24. O que pensais vós de Cristo? - Mateus 22.42
25. As virgens sábias e insensatas - Mateus 25.13
26. A eternidade dos tormentos do inferno - Mateus 25.46
27. O cego Bartimeu - Marcos 10.52
28. Como ouvir os sermões? - Lucas 8.18
29. A extensão e a razoabilidade do negar a si mesmo - Lucas 9.23
30. A transfiguração de Cristo - Lucas 9.28-36
31. O cuidado da alma é recomendado como a única coisa necessária - Lucas 10.42.

As Obras do Reverendo George Whitefield, Volume 6. (446 páginas)
[pdf epub mobi web txt via Internet Archive]
Este volume contém outros 26 sermões:
1. Um coração penitente, o melhor presente de Ano Novo - Lucas 13.3
2. A Ceia do Evangelho - Lucas 14.22-24
3. O fariseu e o publicano - Lucas 18.14
4. A conversão de Zaqueu - Lucas 19.9-10
5. O casamento em Caná - João 2.11
6. O dever de ensinar as Escrituras - João 5.39
7. A habitação do Espírito, o privilégio comum de todos os crentes - João 7.37-39
8. A ressurreição de Lázaro - João 11.43-44
9. O Espírito Santo convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo - João 16.8
10. Conversão de Saulo - At 9.22
11. Marcas de ter recebido o Espírito Santo - Atos 19.2
12. O quase cristão - Atos 26.28
13. Cristo, a sabedoria, a justiça, a santificação e a redenção do crente - 1 Coríntios 1.30
14. O conhecimento de Jesus Cristo, o melhor conhecimento - 1 Coríntios 2.2
15. Da justificação por meio de Cristo - 1 Coríntios 6.11
16. O grande dever da caridade recomendado - 1 Coríntios 13.8
17. Artifícios de Satanás - 1 Coríntios 2.11
18. Sobre a regeneração - 2 Coríntios 5.17
19. Cristãos, templos do Deus vivo - 2 Coríntios 6.16
20. Cristo, o único preservativo contra um espírito reprovado - 2 Coríntios 13.5
21. O hediondo pecado da embriaguez - Efésios 5.18
22. O poder da ressurreição de Cristo - Filipenses 3.10
23. Intercessão, o dever de todo cristão - 1 Tessalonicenses 5.25
24. Perseguição, a porção de todo cristão - 2 Timóteo 3.12
25. Uma exortação ao povo de Deus para não desanimar em seu caminho, devido aos escárnios e desprezo dos homens maus - Hebreus 4.9
26. Pregado diante do Governador, do Conselho e da Casa da Assembleia, na Geórgia, em 28 de janeiro de 1770 - Zacarias 4.10.

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Original disponível em Digital Puritan Press.
Tradução: Paulo Corrêa Arantes

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Biografia: Jonathan Edwards

Jonathan Edwards foi filho de duas famílias de ministros. Seu pai, Timothy Edwards, foi ministro congregacionalista; sua mãe, Esther Stoddard Edwards, era filha do influente ministro de Massachusetts, Solomon Stoddard. Nascido em uma família de pastores, Edwards foi criado para o ministério, recebendo sua educação inicial de seu pai.
Quando estava com doze anos, Edwards entrou no Yale College. Yale tinha sido recentemente estabelecida como uma oposição doutrinária e geografia ao Harvard College, o qual, segundo alguns criam, estava se tornando doutrinariamente liberal. Edwards recebeu uma educação teológica sólida, mas também foi instruído na nova ciência, na psicologia e na filosofia de Isaac Newton, John Locke, George Berkeley e outros pensadores europeus contemporâneos. Edwards mesclou essas duas influências – teologia congregacionalista e filosofia iluminista – à medida que ele reformulou a doutrina cristã em termos compatíveis com a nova filosofia.
            Estas influências educacionais foram acompanhadas pelo desenvolvimento espiritual de Edwards. Enquanto criança, Edwards experimentara desejos religiosos, mas pensava ser espiritualmente carente em dois aspectos. Primeiro, ele ainda não podia reconhecer a soberania de Deus, porque duvidava da doutrina da eleição. Em segundo lugar, Edwards não acreditava que ele tivesse experimentado a obra de conversão produzida pela graça de Deus. Antes do Avivamento, raramente pensava que a conversão viesse em um instante; pelo contrário, era considerada como um processo gradual pelo qual Deus convertia a alma preparada pela fé. Ainda assim, Edwards estava convencido de que Deus estava trabalhando nele.
            Após receber seu título de bacharel, em Yale, em 1720 e estudar para o mestrado em Yale por um ano, Edwards serviu como ministro em uma Igreja Presbiteriana em Nova York, em seguida em uma igreja do interior, em Connecticut. Logo ele retornou para Yale, a fim de trabalhar como tutor, uma posição na qual ele era, ao mesmo tempo, professor e supervisor dos alunos da faculdade. Ele sofre uma grave depressão, em parte por causa da desobediência de seus alunos, em parte por causa de suas constantes lutas contra tentações. Porém a depressão de Edwards provou ser seu ponto espiritual decisivo. Ele experimentou uma conversão pessoal que foi ao mesmo tempo espiritual e intelectual: ele ficou convencido de que Deus o convertera pela graça e que Deus era, de fato, soberano e justo.
            Em 1726, Edwards obteve a posição de pastor assistente de deu avô, Solomon Stoddard. Stoddard era o principal pastor na Nova Inglaterra, especialmente no Vale do Rio Connecticut. Sua influência se estendia por uma grande área, e ele a exercia tanto de seu púlpito em Northampton, Massachusetts, quanto como patriarca de uma família de pastores, advogados e soldados. Quando seu avô morreu, em 1729, Edwards assumiu sua posição como pastor de Northampton.
            Quando Edwards alcançou sua própria posição, ele começou a desenvolver os principais temas e métodos de seu ministério. Embora, mais tarde, ele seja melhor conhecido por causa de suas pesadas obras de teologia e filosofia, muito de seu labor inicial resultou em sermões escritos. Estes sermões enfatizavam que Deus julgaria o pecado, que a vontade de Deus determinava quem seria salvo e que os pecadores deviam se preparar para receber a graça de Deus, embora somente a graça, por meio da fé, pudesse realmente conceder a salvação. Edwards trabalhava em seus sermões de doze a quatorze horas por dia, consumindo pouco tempo em visitas pastorais a sua congregação. Ele pregava do modo convencional da Nova Inglaterra, todavia, ele também trazia algo novo à pregação. Se a pregação devia ter algum efeito, Edwards pensava, então ela devia mexer com as afeições das pessoas, falando ao coração tanto quanto à cabeça.
            A obra de Edwards foi recompensada no inverso de 1734-35, quando os jovens de Northampton experimentaram uma explosão de entusiasmo religioso. Muitos rapazes e moças da Nova Inglaterra eram inaptos para se casarem porque o rápido crescimento populacional da Nova Inglaterra deixara pouca terra disponível, impedindo os jovens de serem capazes de sustentarem-se. Em idade para se casar, porém ainda contido sob a autoridade dos pais, homens e mulheres no final da adolescência e juventude muitas vezes se envolviam na ociosidade, fofoca e pecados sexuais. Edwards tinha como objetivo esses pecados em sua pregação e – depois de anos de resistência – muitos dos jovens repentinamente entraram para a membresia da igreja, professando conversão. Edwards escreveu sobre este avivamento em sua Faithful Narrative of the Surprising Work of God (Fiel Narrativa da Obra Surpreendente de Deus, 1737), um tratado que foi extraordinariamente influente tanto na Nova Inglaterra quanto na Grã-Bretanha. A Faithful Narrative (Fiel Narrativa) tanto divulgou o avivamento em Northampton quanto introduziu outros ministros ao novo estilo de pregação e conversão de Edwards.
            O avivamento de 1734-35 estimulou avivamentos similares nas cidades ao redor, mas este avivamento permaneceu basicamente local. Após poucos meses o fervor abrandou-se, e Edwards voltou a lutar contra uma congregação dura de ouvido. Porém, em 1740-41, Edwards trabalhou junto com George Whitefield, um ministro itinerante da Inglaterra, que estava viajando pelas colônias britânicas na América. Apesar de Edwards e Whitefield não olharem olho no olho sobre algumas coisas – Edwards considerava a pregação de Whitefield muito extravagante – eles concordavam sobre a necessidade de conversão interior e sobre a teologia do avivamento. A pregação combinada de Edwards, Whitefield e outros ministros em todas as colônias acendeu outra série de avivamento, da Geórgia até a Nova Inglaterra. A excursão de Whitefield através das colônias ligou os avivamentos locais, regionais, a uma experiência compartilhada, que se tornou o Grande Avivamento.
            Apesar de o Grande Avivamento ter feito muito para fortalecer as igrejas e aumentar sua membresia e fervor, ao mesmo tempo, ele causou divisão nas igrejas e denominações por todas as colônias e na Grã-Bretanha. Alguns ministros ortodoxos conservadores e muitos ministros liberais se opuseram ao “entusiasmo” do Avivamento, como as explosões emocionais excessivas dos novos convertidos. A recusa de alguns ministros de reconhecer o Avivamento como a obra de Deus, por um lado, e as críticas muitas vezes severas para com outros ministros pelos defensores do Avivamento, por outro lado, levou a um racha profundo. Edwards sinceramente tomou o lado dos reavivalistas e escreveu muito em defesa do Avivamento, mas ele teve o cuidado de distinguir entre a obra genuína de Deus e os excessos humanos do Avivamento. Em The Distinguishing Marks of a Work of the Spirit of God (As marcas distintivas de uma obra do Espírito de Deus,1741), ele explicou que exibições emocionais não provavam que alguém era convertido, mas nem elas atrapalham a obra de Deus. E em Some Thoughts Concerning the Present Revival of Religion (Alguns pensamentos sobre o presente avivamento da Religião,1742), ele defendeu as experiências dos convertidos ao descrever os êxtases espirituais de sua esposa, Sarah Pierpont Edwards, a quem ele deixou anônima.
            Além de promover e defender o Grande Avivamento, outra grande obra de Edwards foi explicá-lo por meio de uma nova e distinta teologia. Fluíam em Edwards várias crenças intelectuais e religiosas de seus dias: teologia puritana, racionalismo iluminista e pietismo continental, bem como sua própria experiência no Avivamento. Edwards fundiu essas correntes – aceitando e modificando partes de cada uma – em uma teologia que manteve a doutrina puritana dos primórdios da Nova Inglaterra, mas que foi proclamada nos termos das novas filosofias e ciências, e que explicava e encorajava a conversão e os avivamentos. Edwards descreveu como Deus operava nos homens para salvá-los e para revelar a si mesmo. A graça salvadora de Deus revelava Deus não apenas ao intelecto humano, o que os teólogos anteriores chamavam de “entendimento”, mas também a suas afeições e emoções, o que Edwards chamou de o “coração”. Em outras palavras, uma pessoa salva pela graça não apenas reconhece as proposições com seu intelecto, mas antes as apreende mediante uma confiança total em Deus, combinando sua mente e seu coração em amor para com Deus. Edwards explicou isto de modo mais claro em sua grande obra A Treatise on Religion Affections (Um tratado sobre as afeições religiosas, 1746). Essa obra foi a base da teologia que Edwards e outros avivalistas pregaram de modo a influenciar as afeições de seus ouvintes, provocando muitos avivamentos.
            O entusiasmo do avivamento em Northampton logo deu lugar a litígios entre o pastor e a congregação. As tensões entre Edwards e sua igreja vinham se desenvolvendo há vários anos. Frequentemente Edwards solicitava aumento de salário por causa da inflação e do crescimento da família – nove filhos e uma esposa – mas rotineiramente a cidade negava atender essas solicitações. Os esforços de Edwards para conter os pecados dos jovens tinham produzido o avivamento, mas eles também desenvolveram uma pressão contrária de descontentamento. Duas coisas conduziram o conflito ao clímax. Edwards censurou publicamente alguns jovens, pelo nome, do púlpito, mas falhou em distinguir entre os acusados e os que eram meramente testemunhas. Desse modo, ele irritou uma porção considerável de sua congregação. Edwards também instituiu a nova exigência de que o candidato a membro da igreja devia apresentar uma profissão de fé crível antes de ser autorizado a participar da comunhão. Essa exigência era um retorno moderado à tradição puritana mais antiga na Nova Inglaterra, mas anulava tanto a política do avô de Edwards quanto a antiga tradição de Northampton. Edwards foi logo demitido, embora continuasse na incômoda posição de pregar no domingo toda vez que a congregação não conseguia outro ministro.
            Em 1752, Edwards dirigiu-se para outro pastorado, em Stockbridge, uma cidade de fronteira no oeste de Massachusetts. Ali, ele foi tanto pastor da pequena comunidade de colonos quanto missionário em um assentamento de índios moicanos. Viver em Stockbridge era perigoso, pois a família de Edwards esteve ali durante a metade da Guerra Franco-Indígena, uma época de frequentes ataques ao longo da fronteira. Porém, ali, Edwards também trabalhou em suas principais obras filosóficas. Ele também trabalhou no que esperava ser suas duas obras-primas, embora não tenha terminado nenhuma: um comentário em larga escala ou estudo da Bíblia, e um estudo maciço de doutrina cristã em forma histórica, que receberia o título de The History of the Work of Redemption (A história da obra da redenção).
            Edwards deixou Stockbridge em 1758 para tornar-se o presidente do College of New Jersey (mais tarde Princeton University). Pouco tempo depois de assumir suas responsabilidades, uma epidemia de varíola atingiu a cidade. Edwards, que se atualizava com os avanços da medicina, estimulou os habitantes da cidade e sua própria família para serem vacinados. Quase todos que foram vacinados sobreviveram à epidemia, mas Edwards morreu devido a complicações.
            Embora tenha morrido com a idade de 58 anos, deixando inacabados o que ele considerava serem seus mais importantes trabalhos, Jonathan Edwards exerceu uma profunda influência sobre a religião americana. Suas posições teológicas e filosóficas lhe renderam uma reputação como o maior dos teólogos americanos e como um dos dois ou três grandes filósofos da América. Porém a maior contribuição de Edwards foi sua obra como o pastor e pregador que provocou o Grande Avivamento, uma obra que satisfez a afeição consumidora de Edwards pela glória de Deus.

Original disponível em: http://greatawakeningdocumentary.com/itens/show/57
Tradução: Paulo Corrêa Arantes