George
Whitefield (1714-1770), foi um puritano inglês que ajudou a difundir o Grande
Avivamento na Grã-Bretanha e, especialmente, nas colônias britânicas da América
do Norte. Ele foi um dos fundadores do Metodismo e do movimento evangélico em
geral. Ele se tornou, talvez, o pregador mais conhecido na Grã-Bretanha e na
América, no século 18, e, visto que ele viajou por todas as colônias americanas
e atraiu grandes multidões e cobertura da mídia, ele foi uma das figuras
públicas mais amplamente reconhecidas na América colonial. Ele também é
conhecido como “O Grande Avivador”.
Whitefield
nasceu em Bell Inn, na Southgate Street, em Gloucester, na Inglaterra.
Whitefield foi o quinto filho (sétimo filho) de Thomas Whitefield e Elizabeth
Edwards, que dirigia uma pousada em Gloucester. Bem cedo na vida, ele descobriu
que tinha uma paixão e talento para atuar no teatro, uma paixão que continuaria
por meio das re-encenações muito teatrais das histórias da Bíblia que ele contava
durante seus sermões. Ele foi educado na Crypt School, em Gloucester, e no
Pembroke College, em Oxford. Visto que Whitefield vinha de um pano de fundo pobre,
ele não tinha recursos para pagar suas mensalidades. Ele, por essa razão,
entrou em Oxford como criado, a categoria mais baixa entre os estudantes em
Oxford. Em troca de instrução gratuita, ele foi designado como servo de vários
estudantes de categorias mais elevadas. Seus deveres incluíam: acordá-los de
manhã, polir seus sapatos, carregar seus livros e, até mesmo, ajudar nas
tarefas escritas exigidas. Ele fez parte do “Clube Santo” da Universidade de
Oxford com os irmãos Wesley, John e Charles. Depois de ler The Life of God in the Soul of Man (A Vida de Deus na Alma do Homem)
de Henry Scougal, ele se converteu e tornou-se apaixonado pela pregação de sua
fé recém-encontrada.
Whitefield
pregou seu primeiro sermão na Igreja de Santa Maria da Crypt, em sua cidade
natal, Gloucester, uma semana após sua ordenação. Ele já havia se tornado o
líder do “Clube Santo”, em Oxford, quando os irmãos Wesley partiram para a
Geórgia. Ele adotou a prática de Howell Harris, de pregar ao ar livre, em
Hanham Mount, perto de Kingswood, Bristol. Em 1738, antes de se tornar pastor
paroquial de Savannah, Georgia, nas colônias americanas, ele convidou John
Wesley para pregar ao ar livre pela primeira vez em Kingswood e, depois, em
Blackheath, Londres. Depois de uma curta estadia na Geórgia, ele voltou para
casa, no ano seguinte, para receber instruções, e retomou suas atividades
evangelísticas ao ar livre.
Whitefield
aceitou a doutrina de predestinação da Igreja da Inglaterra, mas discordou das opiniões
dos irmãos Wesley sobre a escravidão e da doutrina do arminianismo. Como
resultado, Whitefield fez o que seus amigos esperavam que ele não fizesse –
entregar todo o ministério a John Wesley. Whitefield organizou e foi o
presidente da primeira conferência metodista. Porém ele logo abandonou a
posição para se concentrar no trabalho evangélico.
Em 1739, Whitefield
retornou à Inglaterra para levantar fundos a fim de estabelecer o Orfanato de
Bethesda, que é a mais antiga instituição de caridade existente na América do
Norte. Ao voltar para a América do Norte, em 1740, ele pregou em uma série de
reavivamentos que vieram a ser conhecidos como o Grande Avivamento de 1740. Ele
pregou quase todos os dias, durante meses, a grandes multidões de, algumas
vezes, milhares de pessoas, enquanto viajava pelas colônias, especialmente pela
Nova Inglaterra. Sua jornada a cavalo, da cidade de Nova York até Charleston,
foi a mais longa realizada na América do Norte por um homem branco.
Como seu
contemporâneo e conhecido, Jonathan Edwards, Whitefield pregou firmemente a
teologia calvinista que estava alinhada com o “calvinismo moderado” dos Trinta
e Nove Artigos. Embora declarando explicitamente a agência única de Deus na
salvação, Whitefield oferecia livremente o Evangelho, dizendo no final de seus
sermões: “Vem pobre, perdido e arruinado pecador, vem a Cristo assim como você está.”
A Igreja
Anglicana não lhe designou um púlpito, então ele começou a pregar em parques e
campos na Inglaterra por conta própria, alcançando pessoas que normalmente não
frequentavam a igreja. Como Jonathan Edwards, ele desenvolveu um estilo de
pregação que provocava respostas emocionais por parte de seu público. Mas Whitefield
tinha carisma, e sua voz (que, segundo muitos relatos, podia ser ouvida a
grandes distâncias), sua pequena estatura e até mesmo sua aparência vesga (que
algumas pessoas tomavam como uma marca do favor divino) serviram para ajudar a fazer
dele uma das primeiras celebridades nas colônias americanas. Graças à ampla
disseminação da mídia impressa, talvez metade de todos os colonos acabaram
ouvindo sobre, lendo sobre ou lendo algo escrito por Whitefield. Ele empregou a
impressa sistematicamente, enviando homens antecipadamente para pendurar cartazes
e distribuir folhetos anunciando seus sermões. Ele também planejou ter seus
sermões publicados.
Ele começou a
pregar ao ar livre em Hanham Mount, Kingswood, no sudeste de Bristol, onde uma
multidão de 20.000 pessoas se reuniu para ouvi-lo. Multidões ainda maiores – Whitefield
estimou em 30 mil – o encontraram em Cambuslang, em 1742.
Whitefield é
lembrado como um dos primeiros a pregar aos escravizados. Phillis Wheatley
escreveu um poema em sua memória depois que ele morreu. Em uma época em que
atravessar o Oceano Atlântico era uma aventura longa e perigosa, ele visitou a
América sete vezes, fazendo treze travessias do Atlântico no total. Estima-se
que, durante toda a sua vida, ele pregou mais de 18.000 sermões formais, dos
quais 78 foram publicados. Além de seu trabalho na América e na Inglaterra, ele
fez quinze viagens para a Escócia – a mais famosa às “Ribanceiras da Pregação”
de Cambuslang, em 1742 – duas para a Irlanda, uma para as Bermudas, uma para
Gibraltar e uma para a Holanda. Ele também veio para a América em 1738, após a
partida de John Wesley, para servir como capelão da colônia da Geórgia, em
Savannah.
Whitefield
morreu na residência pastoral da Igreja Presbiteriana Old Soulth, Newburyport,
Massachusetts, em 30 de setembro de 1770, e foi sepultado, segundo seu desejo,
em uma cripta sob o púlpito desta igreja.
As obras de George Whitefield:
As obras do Reverendo George Whitefield, Volume 1. (498 páginas)
[pdf epub mobi txt web via Internet Archive]
Este volume contém 497 cartas
escritas por Whitefield sobre vários assuntos.
As obras do Reverendo George Whitefield, Volume 2. (494 páginas)
[pdf epub mobi txt web via
Internet Archive]
Este volume contém cartas
escritas por Whitefield sobre vários assuntos, numeradas de 498-964.
As obras do Reverendo George Whitefield, volume 3. (524 páginas)
[pdf epub mobi txt web via
Internet Archive]
Este volume contém:
1. Cartas escritas por Whitefield
sobre vários assuntos, numeradas de 965-1465.
2. Cartas escritas ao povo de Savannah.
3. Um relato sobre o Orfanato na
Geórgia.
As obras do Reverendo George Whitefield, volume 4. (506 páginas)
[pdf epub mobi txt web via Internet Archive]
Este volume contém:
1. Uma resposta à recente Carta
Pastoral do Bispo de Londres.
2. Uma carta às Sociedades
Religiosas da Inglaterra.
3. Uma carta aos habitantes de
Maryland, Virgínia e Carolinas do Norte e do Sul.
4. Uma carta aos membros da
Igreja Presbiteriana da Persuasão.
5. Uma carta ao Reverendo John
Wesley, em resposta ao seu sermão intitulado Free Grace (Graça gratuita).
6. Uma reivindicação e
confirmação da notável obra de Deus na Nova Inglaterra.
7. Um breve relato sobre a ocasião,
o processo e o resultado do julgamento final na sessão do tribunal realizado em
Gloucester, 3 de março de 1743, entre alguns do povo metodista, queixosos, e certas
pessoas da cidade de Minchin-Hampton, no Condado de Said, acusados.
8. Uma resposta à primeira parte de um panfleto anônimo, intitulado “Observações sobre a conduta e o comportamento de certa seita, geralmente distinguida pelo nome de Metodistas”, em duas partes.
8. Uma resposta à primeira parte de um panfleto anônimo, intitulado “Observações sobre a conduta e o comportamento de certa seita, geralmente distinguida pelo nome de Metodistas”, em duas partes.
9. Algumas observações sobre uma recente
acusação contra o entusiasmo.
10. Uma carta ao Reverendo
Presidente, Professores, Tutores e Instrutor de Hebraico do Harvard College, em
Cambridge, em resposta a um testemunho publicado por eles contra o Reverendo
George Whitefield e sua conduta.
11. Observações sobre um panfleto
intitulado, The Enthusiasm od Metodists
and Papistis Compared (O Entusiasmo dos Metodistas e dos Papistas Comparado).
12. Uma carta censuradora
dirigida a Nicholas Lewis, conde Zinzendorff e lorde advogado da Unitas
Fratrum.
13. Um breve discurso para pessoas
de todas as denominações, ocasionado pelo alarme de uma pretendida invasão, no ano
de 1756.
13. Um prefácio ao leitor sério,
em favor da edição da Bíblia do Reverendo Samuel Clarke.
14. Observações sobre alguns erros fatais, em um livro recentemente publicado e intitulado The Doctrine of Grace (A Doutrina da Graça).
14. Observações sobre alguns erros fatais, em um livro recentemente publicado e intitulado The Doctrine of Grace (A Doutrina da Graça).
15. Um prefácio de recomendação
às Obras do Sr. John Bunyan.
16. Uma carta ao Reverendo Dr.
Durell, Vice-chanceler da Universidade de Oxford, ocasionada pela expulsão de seis
alunos do Edmund Hall.
17. Observações sobre passagens
selecionadas das Escrituras transformadas em questões catequéticas.
18. Lei evangelizada, ou, Um discurso a todos os cristãos concernente à santidade do coração e da vida.
18. Lei evangelizada, ou, Um discurso a todos os cristãos concernente à santidade do coração e da vida.
19. Um prefácio à Nova Edição das
Homilias.
20. Orações para várias ocasiões.
As obras do Reverendo George Whitefield, volume 5. (490 páginas)
[pdf epub mobi txt web via Internet Archive]
Este volume contém 31 sermões:
1. A Semente da mulher e a semente
da serpente - Gênesis 3.5.
2. Andando com Deus - Gênesis 5.24.
3. Abraão oferece seu filho Isaque
- Gênesis 22.12.
4. O grande dever da religião familiar
- Josué 24.15.
5. Cristo, o melhor esposo, ou, Um
convite a jovens mulheres para virem e verem a Cristo - Salmo 45.10-11.
6. Misericórdias da Grã Bretanha
e deveres da Grã Bretanha - Salmo 105.45. Pregado na Filadélfia, no domingo, 24
de agosto de 1746, e ocasionado pela supressão da recente rebelião antinatural.
7. Gratidão pelas misericórdias recebidas,
um dever necessário - Salmo 107.30-31. Sermão de despedida, pregado a bordo do Whitaker, ancorado perto de Savannah, na
Geórgia, domingo, 17 de maio de 1738.
8. A necessidade e os benefícios
da sociedade religiosa - Eclesiastes 4.9-12
9. A loucura e o perigo de não
ser justo o suficiente - Eclesiastes 7.16
10. Um preservativo contra noções
não resolvidas e falta de princípios em relação à justiça e à perfeição cristã
- Eclesiastes 7.16
11. Os benefícios de uma piedade
precoce - Eclesiastes 12.1
12. Cristo, o Esposo do crente -
Isaías 54.5
13. O Oleiro e o barro. Jeremias
18.1-6
14. O Senhor, justiça nossa -
Jeremias 23.6
15. A justiça de Cristo, uma justiça
eterna - Daniel 9.24
16. A observação do nascimento de
Cristo, o Dever de todos os cristãos; ou, A maneira verdadeira de guardar o
Natal - Mateus 1.21
17. A tentação de Cristo - Mateus
4.1-11
18. O pecado hediondo da blasfêmia
e juramentos profanos - Mateus 5.34
19. Cristo, o sustento dos
tentados - Mateus 6.13
20. Negócios terrenos não justificam
a negligência da religião - Mateus 8.22
21. Cristo é o único descanso
para os cansados e sobrecarregados - Mateus 11.28
22. A loucura e o perigo de se
separar de Cristo por causa dos prazeres e dos lucros da vida - Mateus 8.23
23. Marcas de uma verdadeira
conversão - Mateus 18.3
24. O que pensais vós de Cristo? -
Mateus 22.42
25. As virgens sábias e insensatas
- Mateus 25.13
26. A eternidade dos tormentos do
inferno - Mateus 25.46
27. O cego Bartimeu - Marcos 10.52
28. Como ouvir os sermões? - Lucas
8.18
29. A extensão e a razoabilidade
do negar a si mesmo - Lucas 9.23
30. A transfiguração de Cristo -
Lucas 9.28-36
31. O cuidado da alma é recomendado
como a única coisa necessária - Lucas 10.42.
As Obras do Reverendo George Whitefield, Volume 6. (446 páginas)
[pdf epub mobi web txt via Internet Archive]
Este volume contém outros 26
sermões:
1. Um coração penitente, o melhor
presente de Ano Novo - Lucas 13.3
2. A Ceia do Evangelho - Lucas 14.22-24
3. O fariseu e o publicano -
Lucas 18.14
4. A conversão de Zaqueu - Lucas
19.9-10
5. O casamento em Caná - João 2.11
6. O dever de ensinar as Escrituras
- João 5.39
7. A habitação do Espírito, o
privilégio comum de todos os crentes - João 7.37-39
8. A ressurreição de Lázaro -
João 11.43-44
9. O Espírito Santo convence o mundo
do pecado, da justiça e do juízo - João 16.8
10. Conversão de Saulo - At 9.22
11. Marcas de ter recebido o
Espírito Santo - Atos 19.2
12. O quase cristão - Atos 26.28
13. Cristo, a sabedoria, a justiça,
a santificação e a redenção do crente - 1 Coríntios 1.30
14. O conhecimento de Jesus
Cristo, o melhor conhecimento - 1 Coríntios 2.2
15. Da justificação por meio de Cristo
- 1 Coríntios 6.11
16. O grande dever da caridade recomendado
- 1 Coríntios 13.8
17. Artifícios de Satanás - 1
Coríntios 2.11
18. Sobre a regeneração - 2
Coríntios 5.17
19. Cristãos, templos do Deus
vivo - 2 Coríntios 6.16
20. Cristo, o único preservativo
contra um espírito reprovado - 2 Coríntios 13.5
21. O hediondo pecado da embriaguez
- Efésios 5.18
22. O poder da ressurreição de Cristo
- Filipenses 3.10
23. Intercessão, o dever de todo
cristão - 1 Tessalonicenses 5.25
24. Perseguição, a porção de todo
cristão - 2 Timóteo 3.12
25. Uma exortação ao povo de Deus
para não desanimar em seu caminho, devido aos escárnios e desprezo dos homens maus
- Hebreus 4.9
26. Pregado diante do Governador,
do Conselho e da Casa da Assembleia, na Geórgia, em 28 de janeiro de 1770 -
Zacarias 4.10.
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Original disponível em Digital
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Tradução: Paulo Corrêa Arantes
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