Frase da Semana

Assim, tudo é de Deus, está em Deus e existe para Deus; ele é o começo, o meio e o fim.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Biografia: George Whitefield - 2


George Whitefield (1714-1770), foi um puritano inglês que ajudou a difundir o Grande Avivamento na Grã-Bretanha e, especialmente, nas colônias britânicas da América do Norte. Ele foi um dos fundadores do Metodismo e do movimento evangélico em geral. Ele se tornou, talvez, o pregador mais conhecido na Grã-Bretanha e na América, no século 18, e, visto que ele viajou por todas as colônias americanas e atraiu grandes multidões e cobertura da mídia, ele foi uma das figuras públicas mais amplamente reconhecidas na América colonial. Ele também é conhecido como “O Grande Avivador”.
Whitefield nasceu em Bell Inn, na Southgate Street, em Gloucester, na Inglaterra. Whitefield foi o quinto filho (sétimo filho) de Thomas Whitefield e Elizabeth Edwards, que dirigia uma pousada em Gloucester. Bem cedo na vida, ele descobriu que tinha uma paixão e talento para atuar no teatro, uma paixão que continuaria por meio das re-encenações muito teatrais das histórias da Bíblia que ele contava durante seus sermões. Ele foi educado na Crypt School, em Gloucester, e no Pembroke College, em Oxford. Visto que Whitefield vinha de um pano de fundo pobre, ele não tinha recursos para pagar suas mensalidades. Ele, por essa razão, entrou em Oxford como criado, a categoria mais baixa entre os estudantes em Oxford. Em troca de instrução gratuita, ele foi designado como servo de vários estudantes de categorias mais elevadas. Seus deveres incluíam: acordá-los de manhã, polir seus sapatos, carregar seus livros e, até mesmo, ajudar nas tarefas escritas exigidas. Ele fez parte do “Clube Santo” da Universidade de Oxford com os irmãos Wesley, John e Charles. Depois de ler The Life of God in the Soul of Man (A Vida de Deus na Alma do Homem) de Henry Scougal, ele se converteu e tornou-se apaixonado pela pregação de sua fé recém-encontrada.
Whitefield pregou seu primeiro sermão na Igreja de Santa Maria da Crypt, em sua cidade natal, Gloucester, uma semana após sua ordenação. Ele já havia se tornado o líder do “Clube Santo”, em Oxford, quando os irmãos Wesley partiram para a Geórgia. Ele adotou a prática de Howell Harris, de pregar ao ar livre, em Hanham Mount, perto de Kingswood, Bristol. Em 1738, antes de se tornar pastor paroquial de Savannah, Georgia, nas colônias americanas, ele convidou John Wesley para pregar ao ar livre pela primeira vez em Kingswood e, depois, em Blackheath, Londres. Depois de uma curta estadia na Geórgia, ele voltou para casa, no ano seguinte, para receber instruções, e retomou suas atividades evangelísticas ao ar livre.
Whitefield aceitou a doutrina de predestinação da Igreja da Inglaterra, mas discordou das opiniões dos irmãos Wesley sobre a escravidão e da doutrina do arminianismo. Como resultado, Whitefield fez o que seus amigos esperavam que ele não fizesse – entregar todo o ministério a John Wesley. Whitefield organizou e foi o presidente da primeira conferência metodista. Porém ele logo abandonou a posição para se concentrar no trabalho evangélico.
Em 1739, Whitefield retornou à Inglaterra para levantar fundos a fim de estabelecer o Orfanato de Bethesda, que é a mais antiga instituição de caridade existente na América do Norte. Ao voltar para a América do Norte, em 1740, ele pregou em uma série de reavivamentos que vieram a ser conhecidos como o Grande Avivamento de 1740. Ele pregou quase todos os dias, durante meses, a grandes multidões de, algumas vezes, milhares de pessoas, enquanto viajava pelas colônias, especialmente pela Nova Inglaterra. Sua jornada a cavalo, da cidade de Nova York até Charleston, foi a mais longa realizada na América do Norte por um homem branco.
Como seu contemporâneo e conhecido, Jonathan Edwards, Whitefield pregou firmemente a teologia calvinista que estava alinhada com o “calvinismo moderado” dos Trinta e Nove Artigos. Embora declarando explicitamente a agência única de Deus na salvação, Whitefield oferecia livremente o Evangelho, dizendo no final de seus sermões: “Vem pobre, perdido e arruinado pecador, vem a Cristo assim como você está.”
A Igreja Anglicana não lhe designou um púlpito, então ele começou a pregar em parques e campos na Inglaterra por conta própria, alcançando pessoas que normalmente não frequentavam a igreja. Como Jonathan Edwards, ele desenvolveu um estilo de pregação que provocava respostas emocionais por parte de seu público. Mas Whitefield tinha carisma, e sua voz (que, segundo muitos relatos, podia ser ouvida a grandes distâncias), sua pequena estatura e até mesmo sua aparência vesga (que algumas pessoas tomavam como uma marca do favor divino) serviram para ajudar a fazer dele uma das primeiras celebridades nas colônias americanas. Graças à ampla disseminação da mídia impressa, talvez metade de todos os colonos acabaram ouvindo sobre, lendo sobre ou lendo algo escrito por Whitefield. Ele empregou a impressa sistematicamente, enviando homens antecipadamente para pendurar cartazes e distribuir folhetos anunciando seus sermões. Ele também planejou ter seus sermões publicados.
Ele começou a pregar ao ar livre em Hanham Mount, Kingswood, no sudeste de Bristol, onde uma multidão de 20.000 pessoas se reuniu para ouvi-lo. Multidões ainda maiores – Whitefield estimou em 30 mil – o encontraram em Cambuslang, em 1742.
Whitefield é lembrado como um dos primeiros a pregar aos escravizados. Phillis Wheatley escreveu um poema em sua memória depois que ele morreu. Em uma época em que atravessar o Oceano Atlântico era uma aventura longa e perigosa, ele visitou a América sete vezes, fazendo treze travessias do Atlântico no total. Estima-se que, durante toda a sua vida, ele pregou mais de 18.000 sermões formais, dos quais 78 foram publicados. Além de seu trabalho na América e na Inglaterra, ele fez quinze viagens para a Escócia – a mais famosa às “Ribanceiras da Pregação” de Cambuslang, em 1742 – duas para a Irlanda, uma para as Bermudas, uma para Gibraltar e uma para a Holanda. Ele também veio para a América em 1738, após a partida de John Wesley, para servir como capelão da colônia da Geórgia, em Savannah.
Whitefield morreu na residência pastoral da Igreja Presbiteriana Old Soulth, Newburyport, Massachusetts, em 30 de setembro de 1770, e foi sepultado, segundo seu desejo, em uma cripta sob o púlpito desta igreja.

As obras de George Whitefield:

As obras do Reverendo George Whitefield, Volume 1. (498 páginas)
[pdf epub mobi txt web via Internet Archive]
Este volume contém 497 cartas escritas por Whitefield sobre vários assuntos.

As obras do Reverendo George Whitefield, Volume 2. (494 páginas)
[pdf epub mobi txt web via Internet Archive]
Este volume contém cartas escritas por Whitefield sobre vários assuntos, numeradas de 498-964.

As obras do Reverendo George Whitefield, volume 3. (524 páginas)
[pdf epub mobi txt web via Internet Archive]
Este volume contém:
1. Cartas escritas por Whitefield sobre vários assuntos, numeradas de 965-1465.
2. Cartas escritas ao povo de Savannah.
3. Um relato sobre o Orfanato na Geórgia.

As obras do Reverendo George Whitefield, volume 4. (506 páginas)
[pdf epub mobi txt web via Internet Archive]
Este volume contém:
1. Uma resposta à recente Carta Pastoral do Bispo de Londres.
2. Uma carta às Sociedades Religiosas da Inglaterra.
3. Uma carta aos habitantes de Maryland, Virgínia e Carolinas do Norte e do Sul.
4. Uma carta aos membros da Igreja Presbiteriana da Persuasão.
5. Uma carta ao Reverendo John Wesley, em resposta ao seu sermão intitulado Free Grace (Graça gratuita).
6. Uma reivindicação e confirmação da notável obra de Deus na Nova Inglaterra.
7. Um breve relato sobre a ocasião, o processo e o resultado do julgamento final na sessão do tribunal realizado em Gloucester, 3 de março de 1743, entre alguns do povo metodista, queixosos, e certas pessoas da cidade de Minchin-Hampton, no Condado de Said, acusados.
8. Uma resposta à primeira parte de um panfleto anônimo, intitulado “Observações sobre a conduta e o comportamento de certa seita, geralmente distinguida pelo nome de Metodistas”, em duas partes.
9. Algumas observações sobre uma recente acusação contra o entusiasmo.
10. Uma carta ao Reverendo Presidente, Professores, Tutores e Instrutor de Hebraico do Harvard College, em Cambridge, em resposta a um testemunho publicado por eles contra o Reverendo George Whitefield e sua conduta.
11. Observações sobre um panfleto intitulado, The Enthusiasm od Metodists and Papistis Compared (O Entusiasmo dos Metodistas e dos Papistas Comparado).
12. Uma carta censuradora dirigida a Nicholas Lewis, conde Zinzendorff e lorde advogado da Unitas Fratrum.
13. Um breve discurso para pessoas de todas as denominações, ocasionado pelo alarme de uma pretendida invasão, no ano de 1756.
13. Um prefácio ao leitor sério, em favor da edição da Bíblia do Reverendo Samuel Clarke.
14. Observações sobre alguns erros fatais, em um livro recentemente publicado e intitulado The Doctrine of Grace (A Doutrina da Graça).
15. Um prefácio de recomendação às Obras do Sr. John Bunyan.
16. Uma carta ao Reverendo Dr. Durell, Vice-chanceler da Universidade de Oxford, ocasionada pela expulsão de seis alunos do Edmund Hall.
17. Observações sobre passagens selecionadas das Escrituras transformadas em questões catequéticas.
18. Lei evangelizada, ou, Um discurso a todos os cristãos concernente à santidade do coração e da vida.
19. Um prefácio à Nova Edição das Homilias.
20. Orações para várias ocasiões.

As obras do Reverendo George Whitefield, volume 5. (490 páginas)
[pdf epub mobi txt web via Internet Archive]
Este volume contém 31 sermões:
1. A Semente da mulher e a semente da serpente - Gênesis 3.5.
2. Andando com Deus - Gênesis 5.24.
3. Abraão oferece seu filho Isaque - Gênesis 22.12.
4. O grande dever da religião familiar - Josué 24.15.
5. Cristo, o melhor esposo, ou, Um convite a jovens mulheres para virem e verem a Cristo - Salmo 45.10-11.
6. Misericórdias da Grã Bretanha e deveres da Grã Bretanha - Salmo 105.45. Pregado na Filadélfia, no domingo, 24 de agosto de 1746, e ocasionado pela supressão da recente rebelião antinatural.
7. Gratidão pelas misericórdias recebidas, um dever necessário - Salmo 107.30-31. Sermão de despedida, pregado a bordo do Whitaker, ancorado perto de Savannah, na Geórgia, domingo, 17 de maio de 1738.
8. A necessidade e os benefícios da sociedade religiosa - Eclesiastes 4.9-12
9. A loucura e o perigo de não ser justo o suficiente - Eclesiastes 7.16
10. Um preservativo contra noções não resolvidas e falta de princípios em relação à justiça e à perfeição cristã - Eclesiastes 7.16
11. Os benefícios de uma piedade precoce - Eclesiastes 12.1
12. Cristo, o Esposo do crente - Isaías 54.5
13. O Oleiro e o barro. Jeremias 18.1-6
14. O Senhor, justiça nossa - Jeremias 23.6
15. A justiça de Cristo, uma justiça eterna - Daniel 9.24
16. A observação do nascimento de Cristo, o Dever de todos os cristãos; ou, A maneira verdadeira de guardar o Natal - Mateus 1.21
17. A tentação de Cristo - Mateus 4.1-11
18. O pecado hediondo da blasfêmia e juramentos profanos - Mateus 5.34
19. Cristo, o sustento dos tentados - Mateus 6.13
20. Negócios terrenos não justificam a negligência da religião - Mateus 8.22
21. Cristo é o único descanso para os cansados ​​e sobrecarregados - Mateus 11.28
22. A loucura e o perigo de se separar de Cristo por causa dos prazeres e dos lucros da vida - Mateus 8.23
23. Marcas de uma verdadeira conversão - Mateus 18.3
24. O que pensais vós de Cristo? - Mateus 22.42
25. As virgens sábias e insensatas - Mateus 25.13
26. A eternidade dos tormentos do inferno - Mateus 25.46
27. O cego Bartimeu - Marcos 10.52
28. Como ouvir os sermões? - Lucas 8.18
29. A extensão e a razoabilidade do negar a si mesmo - Lucas 9.23
30. A transfiguração de Cristo - Lucas 9.28-36
31. O cuidado da alma é recomendado como a única coisa necessária - Lucas 10.42.

As Obras do Reverendo George Whitefield, Volume 6. (446 páginas)
[pdf epub mobi web txt via Internet Archive]
Este volume contém outros 26 sermões:
1. Um coração penitente, o melhor presente de Ano Novo - Lucas 13.3
2. A Ceia do Evangelho - Lucas 14.22-24
3. O fariseu e o publicano - Lucas 18.14
4. A conversão de Zaqueu - Lucas 19.9-10
5. O casamento em Caná - João 2.11
6. O dever de ensinar as Escrituras - João 5.39
7. A habitação do Espírito, o privilégio comum de todos os crentes - João 7.37-39
8. A ressurreição de Lázaro - João 11.43-44
9. O Espírito Santo convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo - João 16.8
10. Conversão de Saulo - At 9.22
11. Marcas de ter recebido o Espírito Santo - Atos 19.2
12. O quase cristão - Atos 26.28
13. Cristo, a sabedoria, a justiça, a santificação e a redenção do crente - 1 Coríntios 1.30
14. O conhecimento de Jesus Cristo, o melhor conhecimento - 1 Coríntios 2.2
15. Da justificação por meio de Cristo - 1 Coríntios 6.11
16. O grande dever da caridade recomendado - 1 Coríntios 13.8
17. Artifícios de Satanás - 1 Coríntios 2.11
18. Sobre a regeneração - 2 Coríntios 5.17
19. Cristãos, templos do Deus vivo - 2 Coríntios 6.16
20. Cristo, o único preservativo contra um espírito reprovado - 2 Coríntios 13.5
21. O hediondo pecado da embriaguez - Efésios 5.18
22. O poder da ressurreição de Cristo - Filipenses 3.10
23. Intercessão, o dever de todo cristão - 1 Tessalonicenses 5.25
24. Perseguição, a porção de todo cristão - 2 Timóteo 3.12
25. Uma exortação ao povo de Deus para não desanimar em seu caminho, devido aos escárnios e desprezo dos homens maus - Hebreus 4.9
26. Pregado diante do Governador, do Conselho e da Casa da Assembleia, na Geórgia, em 28 de janeiro de 1770 - Zacarias 4.10.

Copyright © 2011-2014 The Digital Puritan. Todos os direitos reservados. Qualquer parte deste site, a menos que especificamente indicado, pode ser duplicado em formato impresso para fins de estudo pessoal, estudo da igreja ou evangelismo comunitário. Nenhuma parte deste site pode ser duplicada para outros fins sem a permissão expressa do detentor dos direitos. Por gentileza, tenha a cortesia de enviar um e-mail se desejar distribuir ou duplicar esses recursos para fins além dos mencionados. Se você quiser postar um link em seu site ou blog para os artigos aqui, faça-o livremente. A vinculação a este site é bem-vinda. As imagens usadas neste site podem estar sujeitas a direitos autorais de seus respectivos proprietários. Foi feito todo esforço para se obter a licença adequada para o uso das imagens que são reconhecidas como protegidas por direitos autorais. Se você julgar que uma imagem ou fonte usada neste site está sendo usada inadequadamente, entre em contato com o webmaster imediatamente.

Original disponível em Digital Puritan Press.
Tradução: Paulo Corrêa Arantes

Nenhum comentário:

Postar um comentário