Resoluções (1722-1723)
Introdução
Para Edwards, as
resoluções não eram esperanças piedosas, sonhos românticos nem regras
legalistas. Elas eram instruções para a vida, máximas a serem seguidas sob
todos os pontos de vista. Edwards dependia da força sustentadora da sua
onipotente Divindade para capacitá-lo a vive-las.
As Resoluções eram as diretrizes para autoexame. Os puritanos davam
muito valor às ordens bíblicas, a fim de submeterem-se ao exame divino e monitorarem
seus motivos e ações. No nível da comunidade, as congregações eram exortadas a
praticar a introspecção como um dever de grande consequência.
Edwards traçou as Resoluções em um estilo prático,
tratando-as como princípios científicos. Das setenta resoluções, a primeira datada,
No. 35, foi escrita em 18 de dezembro de 1722, quando começa seu Diário. A última, No. 70, foi escrita em
17 de agosto de 1723. Assim, pelo menos a metade foi delineada durante o
pastorado de Edwards em Nova York e subsequente estadia em East Windsor, antes
de receber seu grau de mestre, em setembro de 1723. A data e local de escrita
das primeiras resoluções não datadas são desconhecidas. A elaboração de
resoluções era uma prática normal das pessoas instruídas no século dezoito. Os
estudiosos têm comparado as resoluções de Edwards e Benjamin Franklin. Além de
discutir sobre as habilidades e a importância de Edwards e Franklin como
autobiógrafos, os estudiosos têm debatido sobre esses dois homens como
filósofos, cientistas e comentaristas religiosos. Eles têm visto nesses
respectivos personagens dois lados do Iluminismo, bem como os padrões
diferentes do caráter americano.
As resoluções de
Franklin, em sua Autobiografia, permanecem
em interessante comparação com as de Edwards. Ambos concordam sobre o valor de
se fazer resoluções, avaliando sua eficácia e seguindo-as por toda a vida. E as
resoluções mostram que os dois estavam unidos sobre a importância de se falar a
verdade, viver moderadamente, ajudar a outros e cumprir seu dever. Cada um
aconselhava a si mesmo (e a outros) a evitar a preguiça, fazer bom uso do
tempo, cultivar sempre a calma e orar por assistência divina; e cada um oferece
uma abordagem da vida enérgica e cuidadosa.
Mais do que essas
semelhanças, contudo, os dois diferiam grandemente, e as resoluções refletem
isto. Franklin ficou satisfeito com treze resoluções, enquanto que o
determinado Edwards prolongou sua lista para setenta. Eles também eram
diferentes quanto ao espírito e propósito. Franklin representa a Idade da
Razão. Sua ênfase está neste mundo e na preparação de um bom cidadão. Suas Resoluções são breves, epigramáticas e
ecléticas. Jesus e Sócrates eram igualmente dignos de imitação. As orações
foram uma reflexão tardia na prática diária de Franklin. Em contraste, Edwards deu
continuidade ao modelo do puritanismo, descrevendo-se, juntamente com todos os
seres humanos, como fraco e pecador, impotente sem a intervenção divina. Pelo
fato de a intenção última das Resoluções
era produzir uma alma adequada para a eternidade com Deus, elas serviam como um
conjunto de diretrizes praticas para o dia a dia, a fim de alcançar este fim.
Edwards jurou a si mesmo estudar as Escrituras mais que todos os outros livros,
e a orar firmemente; devia confiar em Jesus como Senhor; Deus era presente,
pessoal e primordial.
(Introdução a Resolutions,
extraída da Introdução aos Personal
Writings de Edwards, de George Claghorn, Vol. 16 de Works of Jonathan
Edwards.)
Marcas Distintivas (1741)
Pregado em
setembro de 1741, no Yale College, como o discurso de formatura, no auge do
Grande Avivamento, Marcas Distintivas de
uma Obra do Espírito de Deus foi o esforço de Edwards para imprimir uma
nota moderadora na controvérsia a respeito dos avivamentos. Com os “New
Lights”, pró-avivamento, insistindo na consumada autenticidade dos avivamentos,
e os “Old Lights”, anti-avivamento, insistindo na crítica ao comportamento, às
vezes, extático e desordenado dos convertidos, e no estilo expansivo dos
pregadores itinerantes, Edwards encontrou-se em uma posição nada invejável de
tentar reconciliar os dois partidos. De modo característico, ele procurou
trilhar um caminho entre os dois extremos. Diante dos circunspectos reitor e
corpo docente de Yale, que eram críticos do avivamento e dos itinerantes, e
atentos a qualquer sinal de desobediência em seus alunos, Edwards aplicou as
lições que aprendera desde o avivamento no Vale de Connecticut, de 1734-35, e dos
eventos que tinha testemunhado desde a chegada de Whitefield, no outono de
1740. Aqui, pela primeira vez, ele traçou uma linha entre os sinais “negativos”
e “positivos” de autenticidade, advertindo que alguns comportamentos e
disposições espirituais não podiam ser legitimamente tomados como uma “marca”
do Espírito Santo, enquanto que outros eram mais confiáveis. Edwards não
convenceu sua audiência em Yale, mas ele foi bem-sucedido em impressionar
vários dos ouvintes, inclusive Samuel Hopkins, que resolveu estudar com ele. Marcas Distintivas foi rapidamente
publicado em Boston e chamou a atenção na Inglaterra, onde uma edição foi
publicada, em Londres, no ano seguinte.
Uma Humilde Investigação (1749)
Introdução
Uma das principais declarações de Edwards sobre a natureza
da igreja, Uma Humilde Investigação
foi escrita para explicar e justificar seu esforço para mudar a profissão de fé
necessária para a admissão na plena comunhão da igreja, no final da década de
1740. Sua mudança de posição surgiu de sua preocupação de que, sob o sistema
herdado de seu avô e predecessor em Northampton, Solomon Stoddard, foi
permitido aos crentes nominais participarem de todos os privilégios da
membresia da igreja, o que incluía votar nas assembleias da igreja e participar
da ceia do Senhor. Por trás da preocupação de Edwards estava a antiga distinção
puritana entre a igreja “visível” e a “invisível”, que torna a igreja visível
unida o mais próximo possível da igreja invisível, verdadeiramente regenerada
(ou eleita). Em 1748, depois de anunciar sua intenção de exigir uma profissão
de fé mais específica do que a exigida anteriormente, Edward deflagrou uma
amarga controvérsia em Northampton. Uma
Humilde Investigação foi publicada no ano seguinte, mas pouco afetou a
oposição de sua congregação a ele ou sua demissão, que ocorreu em junho de
1750.
O Fim para o qual Deus Criou o Mundo (1765)
Em meados da década de 1750, Edwards estava
trabalhando em um par de “dissertações”, uma sobre O fim para o qual Deus criou o mundo, a outra sobre A natureza da verdadeira virtude. São
obras complementares. Em resposta aos filósofos, que propunham a felicidade
humana como o fim para o qual foram criados, Edwards sustenta que Deus criou o
mundo para a sua própria glória. No entanto, visto que a verdadeira felicidade
vem de Deus, a felicidade humana é uma parte da glória de Deus. Existem fins
“últimos” e fins subsidiários que tendem para a mesma coisa. Infelizmente,
Edwards não viveu para preparar as duas dissertações para publicação; essa
tarefa foi deixada para seu discípulo Samuel Hopkins, que as publicou em 1765.
Afeições Religiosas (1746)
Introdução
Um Tratado Concernente as Afeições
Religiosas permanece como a interpretação mais penetrante de Edwards sobre
o avivamento de sua época, sem mencionar uma das mais penetrantes de qualquer
época. Como em Alguns Pensamentos,
ele argumentou contra os extremos do emocionalismo, de um lado, e do
intelectualismo, do outro. Afeições eram essenciais à verdadeira religião, mas
elas devem ser testadas. Primeiro, Edwards expõe sua psicologia das afeições,
que inclui tanto entendimento quanto vontade, e envolvem todo o conjunto das
faculdades humanas. Respondendo aos críticos do avivamento, Edwards examina
minuciosamente uma série de sinais “negativos”, ou critérios não confiáveis de
julgamento da benevolência das afeições. Finalmente, e mais excelentemente, ele
fornece doze sinais “positivos” para autoexame. O décimo segundo sinal, ao qual
Edwards dá um tratamento mais completo, era a importância da prática cristã
como evidência do estado do coração. Aqui, para Edwards, estava o padrão
supremo da santidade visível.
Natureza da Verdadeira Virtude (1765)
Introdução
A dissertação Natureza
da verdadeira virtude tornou-se amplamente discutida por suas implicações
éticas, e isso merecidamente. Para Edwards, existem diferentes níveis de
virtude, como o título, com sua distinção de “verdadeira virtude”, implica.
Existe moralidade comum e virtude verdadeira, ou virtude salvadora, sendo a
primeira um tipo de virtude secundária ou inferior. A verdadeira virtude deve
estar baseada numa benevolência ou amor ao “Ser, considerado simplesmente”, que
é Deus. Por extensão, também, a verdadeira virtude consiste em uma “união de
coração” ao “Ser em geral”. Em outras palavras, outros seres com verdadeira
virtude, ou amor a Deus, inspirarão em nós um amor por eles. Isso, afirma
Edwards, é o “consentimento dos seres ao Ser”.
Narrativa Pessoal (c.1740)
Introdução
Provavelmente escrita em resposta a um pedido, em 1739, de seu futuro
genro, o Rev. Aaron Burr, Edwards escreveu um relato cuidadosamente
estruturado, mas revelador, de suas experiências religiosas. Ele utiliza os
registros de seu Diário, bem como os
primeiros registros de suas Miscelâneas
para reconstruir suas atividades, pensamentos e estados espirituais,
descartando grande parte de sua religião juvenil como muito orientada para as
obras. Descrevendo seus anos mais maduros, ele aborda temas importantes como a
glória, a excelência e a beleza de Deus, e a profundidade de seu próprio
pecado, “infinito sobre infinito!” No processo, ele apresenta sua própria
experiência, assim como ele faz de sua esposa, Sarah Pierpont Edwards, em Alguns pensamentos sobre o avivamento, e
em A vida de David Brainerd, como um
modelo para o peregrino espiritual. Considerada entre estudiosos literários e
culturais como um marco na história da auto-revelação americana, a Narrativa Pessoal foi algumas vezes
antologizada. É também valorizada pelos leitores religiosos como um guia
evangélico. A Narrativa Pessoal
desfrutou de um bom negócio no século XIX, quando foi publicada em pequenos
panfletos e vendida em centenas de milhares.
Vida de David Brainerd (1749)
Depois que o jovem missionário, David Brainerd, morreu de tuberculose na
casa de Edwards, em 1748, Edwards leu todo o manuscrito do diário de Brainerd.
Impressionado, ele resolveu prepara-lo para a impressão. Exaltando a fé auto-sacrificial
de Brainerd no interesse da conversão de “pagãos”, Edwards apresentou Brainerd
como um exemplo concreto de santidade como exposto em Afeições Religiosas. No processo, contudo, como Norman Pettit
mostrou, Edwards omitiu muitas porções do diário de Brainerd, a fim de evitar
que o público conhecesse os extremos emocionais que ele experimentou, de modo
que ele não seria rejeitado como um “entusiasta” ou como melancólico. A Vida de David Brainerd, como o
estudioso Joseph Conforti observa, é a “obra mais popular” de Edwards; ela
nunca deixou de ser impressa. Esta obra foi o principal ímpeto e inspiração ao
movimento missionário doméstico e estrangeiro do final do século dezoito e
através do século dezenove. Para Edwards, Brainerd pode ter servido também como
um modelo para a obra missionária entre os índios de Stockbridge.
Liberdade da Vontade (1754)
Introdução
Listado como um dos quinhentos livros mais importantes da
história americana, Uma investigação
cuidadosa e rigorosa sobre as modernas noções prevalecentes de que a liberdade
da vontade, que é suposta ser essencial para agência moral, virtude e vicio,
recompensa e punição, louvor e culpa (Freedom
of the Will, abreviado) é uma das façanhas mais duradouras de Edwards.
Nessa obra monumental, Edwards se esforça para combater as “noções
predominantes”, promovidas principalmente pelos arminianos, de que a vontade é
“autodeterminada” no sentido de que nossas escolhas não são predeterminadas por
qualquer outra causa a não ser pelo próprio exercício da vontade, ou são
exercidas a partir de um estado de “indiferença”. Para Edwards, isso não fazia
sentido e era perigoso, porque negava a soberania de Deus como a causa primeira.
De maneira fidedigna, Edwards reduziu esta opinião sobre a vontade a um absurdo
ao usar o argumento da regressão infinita – as causas de uma escolha
supostamente “indiferente” estavam, na verdade, ligadas, como em uma corrente,
estendendo-se infinitamente. Em seu lugar, Edwards ofereceu um conceito
“compatibilista” da vontade e da agência moral, baseada na inclinação que
tentava conciliar liberdade e necessidade. Uma pessoa agia de acordo com a
predisposição para o pecado, se não regenerada, ou para a santidade, se
regenerada. A escolha era uma questão de motivos mais fortes. Os seres humanos
têm uma “incapacidade moral” para resistir aos seus motivos mais fortes.
Segundo o estado espiritual de alguém, então, havia uma “necessidade” de
escolhas e ações que, ao mesmo tempo, não violavam a autonomia e a liberdade de
fazer essas escolhas e realizar essas ações.
Fiel Narrativa (1737)
Introdução
Quando
relatórios sobre o avivamento de 1734-37 em e ao redor de Northampton se
espalharam, líderes provinciais começaram a questionar sobre a verdade e a
natureza do fenômeno. Edwards ampliou uma breve descrição inicial sobre o
reavivamento para publicação em Londres, em 1737, e novamente para uma
impressão em Boston, no ano seguinte, seguida por traduções para o alemão e holandês.
A Faithful Narrative of the Surprising
Work of God in the Conversion of Many Hundred Souls in Northampton colocou
Edwards e sua igreja perante os olhos de uma audiência internacional. Aqui,
Edwards fornece um perfil social e demográfico da cidade, e um retrato
sofisticado da psicologia religiosa que ele observou entre os seus párocos. Em
particular, ele tornou famosos dois de seus convertidos, a agonizante Abigail
Hutchinson e a quatro anos mais velha Phebe Barlett, ao incluir extensos relatos
de suas experiências religiosas. Uma Fiel
Narrativa tornou-se nada menos que o modelo para os avivamentos futuros, um
manual para conduzi-los e monitorá-los.
Pecado Original (1758)
Introdução
A grande doutrina
cristã do Pecado Original defendida foi a defesa de Edwards do conceito
calvinista sobre a depravação humana, em resposta à concepção cada vez mais
aceita sobre a natureza humana como essencialmente boa e inocente no
nascimento, e que o ambiente, a experiência e as pessoas tornam as pessoas
perversas. Edwards se opôs argumentando que a Escritura, a história e a razão
provam o mal inato da humanidade. A depravação, uma tendência ou inclinação ao
pecado, e a imputação desse estado de Adão, eram argumentos ligados para
Edwards. Somente a graça divina poderia alterar esses estados inerentes. Deus
lidou com a humanidade não individualmente, mas coletivamente, por causa da
liderança federal de Adão. Adão e sua posteridade não eram agentes distintos.
Edwards se referiu a isto como uma “identidade constitucional”. O Pecado Original estava na prensa por
ocasião da morte de Edwards, em Princeton.
Pecadores nas Mão de um Deus Irado (1741)
Introdução
Para melhor ou pior, o sermão pelo qual Edwards é, provavelmente, mais
famoso – ou infame – é aquele pregado à congregação de Enfield, Massachusetts
(mais tarde Connecticut), em julho de 1741. Antologizado em livros-textos do
ensino médio e de faculdades, Pecadores nas
mãos de um Deus irado, representa na mente de muitas pessoas a perspectiva
sombria, cruel e diabólica de Edwards e de seus predecessores puritanos. Porém,
certamente esta representação é apenas uma caricatura, pois Pecadores, se representa alguma coisa,
representa apenas uma pequena parte do conceito de Edwards sobre a relação entre
a humanidade e Deus. Como um sermão produzido especialmente para avivamento, Pecadores visava uma congregação
particularmente dura de coração. Porém, ao mesmo tempo, o sermão de avivamento
e tudo o que ele expressou – o terrível peso do pecado, a ira de um Deus
infinitamente santo e o inesperado do momento em que Deus executará a justiça –
eram essenciais para a teologia de Edwards. Este sermão, portanto, merece ser
estudado e ser objeto de meditação por si mesmo, mas também como parte de um
conceito mais amplo sobre a vida espiritual.
Justificação Somente pela Fé (1738)
A publicação em 1738 de Justificação
pela fé somente, como parte dos discursos sobre vários assuntos
importantes, marcou um momento significativo no protesto público de Jonathan
Edwards contra a invasão da teologia arminiana anglicana na Nova Inglaterra.
Neste discurso razoavelmente longo e complexo, ele procurou incorporar mais de
uma década de pensamento e ensino em um argumento detalhado, refutando as
afirmações específicas do pensamento arminiano.
O discurso não deve ser considerado uma declaração completa sobre o
assunto. Por exemplo, Edwards não desenvolve, em qualquer extensão, suas ideias
sobre a natureza da fé salvadora. De fato, é evidente que, mais tarde, ele viu
o discurso como um ponto de partida para um tratamento pleno da doutrina (WJE
Online, vol. 21, 340).
Vários temas-chaves emergem no discurso, cada um cuidadosamente alinhado ao contexto polêmico específico. Primeiro, a impossibilidade de justificação com base nas obras realizadas por um pecador. Segundo, a centralidade de Jesus Cristo e sua obediência no plano divino de salvação. Finalmente, a absoluta necessidade de obediência evangélica por parte daqueles justificados pela fé.
Vários temas-chaves emergem no discurso, cada um cuidadosamente alinhado ao contexto polêmico específico. Primeiro, a impossibilidade de justificação com base nas obras realizadas por um pecador. Segundo, a centralidade de Jesus Cristo e sua obediência no plano divino de salvação. Finalmente, a absoluta necessidade de obediência evangélica por parte daqueles justificados pela fé.
Esse discurso dividiu os intérpretes do entendimento reformado de Edwards
sobre a salvação: o problema é o nível de continuidade ou descontinuidade entre
Edwards e seus pais puritanos. A publicação de Miscelâneas e dos sermões do
período apresenta a possibilidade de que um consenso interpretativo a respeito
deste controvertido texto pré-avivamento ainda possa ser desenvolvido.
História da Obra da Redenção (1739/74)
Introdução
Nesta ambiciosa série de trinta sermões, pregados em 1739 e publicados
postumamente em forma expandida, na Escócia, Edwards registra sua ampla visão
da história salvífica. Ele leva o plano a um nível cósmico, mostrando o plano
trinitário de redenção nas interrelações pactuais entre as três pessoas da
Trindade. A justiça de Deus consiste na fidelidade de Deus em cumprir as
promessas da aliança aos crentes. A aliança da redenção separou toda a
humanidade em eleitos e reprovados. A história humana, desde a queda de Adão
até o julgamento final, foi organizada em fases distintas. Ao descrever o
tratado planejado sobre o assunto aos curadores do College of New Jersey, em
1757, ele o descreveu como uma teologia na forma de narrativa, uma história.
Toda a doutrina cristã seria organizada em uma história do céu, do inferno e da
terra. Provocador em seu começo e a partir da grande quantidade de material que
ele deixou para trás, Uma História da
Obra da Redenção continua sendo uma das “grandes obras” incompletas de
Edwards.
Uma Humilde Tentativa (1748)
Introdução
Por meio de
toda a correspondência de Edwards com um grupo de avivalistas na Escócia, ele
foi capaz de transmitir notícias dos avivamentos e das preocupações religiosas
em circulação. Uma medida que os escoceses implementaram como um modo adicional
de promover o espirito do avivamento foi instituir dias regulares e combinados
de oração, os quais seriam observados pelas igrejas participantes por todo o
país. Os amigos de Edwards propuseram que as igrejas nas colônias se juntassem,
e Edwards avidamente concordou em transmitir a ideia. Uma Humilde Tentativa foi o resultado. Edwards apresentou a
proposta na primeira parte do livro e, então, gastou o restante para trazer
prova escriturística da eficácia da oração em acordo, discutindo a importância
de perpetuar os avivamentos, e ligando-os aos ensinos e esperanças apocalípticas.
Apontado como uma importante fonte para renovar o moderno movimento de Pacto de
Oração, Uma Humilde Tentativa também
é considerado uma importante declaração da escatologia de Edwards.
Alguns Pensamentos Concernentes ao Avivamento (1743)
Os avivamentos do início da década de 1740 dividiram o clero e os líderes
políticos da populosa Nova Inglaterra em defensores e críticos de graus
variados. Mais perturbadores para os opositores “Old Lights” do avivamento eram
o comportamento irracional, os desafios dirigidos contra os ministros “não
convertidos”, e a exortação feita por leigos, homens e mulheres, brancos e
negros. Em 1742, os Old Lights, liderados por Charles Chauncy, de Boston,
atacaram os avivamentos e seus defensores pelo púlpito e pela imprensa. Alguns Pensamentos foi a réplica de
Edwards a esses ataques. Em seu livro mais longo até agora, ele defendeu a
“obra” como uma obra do Espírito de Deus, e deu as razões pelas quais até mesmo
os “diabólicos opositores” eram obrigados a promove-la. Reconhecendo os abusos,
ele, contudo, sustentou que a causa essencial era Deus, e até mesmo forneceu um
relato sobre a experiência espiritual de sua esposa como exemplo de piedade
evangélica. Porém, na seção mais longa, ele castigou os “piedosos fanáticos”, que
tinham causado muito dano à causa dos avivamentos e da verdadeira religião por
meio de orgulho espiritual, princípios errados e ignorância. De modo muito
simples, Edwards estava tentando encontrar uma base comum sobre a qual os dois
lados poderiam andar juntos.
Disponível no Jonathan Edwards
Center, Yale University. www.edwards.yale.edu
Tradução:
Paulo Arantes