Frase da Semana

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terça-feira, 10 de julho de 2018

Jonathan Edwards: Legado


Professor Douglas Sweeney, Trinity Evangelical Divinity School

            Jonathan Edwards provou ser o mais influente pensador religioso na história americana. Sua obra deu origem à primeira escola nativa da teologia americana, mencionada de forma variada como New Divinity, calvinismo consistente, tradição Edwardsiana, teologia da Nova Inglaterra e, na Inglaterra, Teologia Americana. Seus primeiros discípulos, liderados pelos Revs. Samuel Hopkins (1721-1803) e Joseph Bellamy (1719-1790), espalharam seus conceitos por toda parte por meio de suas famosas “escolas dos profetas” (campos de treinamento ministerial que precederam os seminários modernos), reformas eclesiásticas (a mais importante, sua anulação da “Aliança do Meio Termo” da Nova Inglaterra), publicações, pactos de oração e frequentes avivamentos. A distinção de Edwards entre “habilidade natural” do pecador (isto é, capacidade constitucional) e “inabilidade moral” (isto é, má vontade inerradicável) para se arrepender e crer no evangelho, e seu relacionado apelo universal ao “arrependimento imediato”, foram especialmente influentes na formação seu legado. Perto do final do século 18, seus discípulos, com essas doutrinas, tinham começado a liderar o moderno movimento de missões protestantes – tanto da Inglaterra quanto dos EUA – exportando o evangelicalismo Edwardsiano para os postos mais distantes na África, Sul da Ásia e para o Oeste das Montanhas Apalaches da América (isto é, a “fronteira ocidental”).
            Durante e depois dos avivamentos do Segundo Grande Avivamento, conceitos de Edwards se espalharam ainda mais, principalmente através do ensino e livros de Nathaniel William Taylor de Yale (1786-1858). Eles contribuíram para o ministério de Charles Grandison Finney (1792-1875); eles foram contestados durante uma ruptura dos congregacionalistas de Connecticut, no início dos anos 1830 (o famoso rompimento “Taylorita-Tylerita”); eles moldaram as doutrinas das Novas Escolas presbiterianas, do norte e do sul, produzindo um cisma presbiteriano que começou em 1837; e eles instruíram os conceitos dos batistas, tanto na Inglaterra quanto na América, de William Carey (1761-1834) e Andrew Fuller (1754-1815) até Isaac Backus (1724-1806), Jonathan Maxcy (1768-1820), e até mesmo William Bullein Johnson (1782-1862), o principal fundador da Convenção Batista do Sul.
            Durante o período anterior à Guerra Civil americana, o pensamento e a reputação de Edwards tinha aberto seu caminho para as páginas da cultura literária americana. Sua tipologia ressurgiu na obra de Ralph Waldo Emerson (1803-1882). Suas doutrinas moldaram a “ficção da mulher” de autores como Susan Warner (1819-1885). Sua reputação, bem como a de alguns de seus seguidores New Divinity, inspiraram novelas históricas por parte de escritores como Harriet Beecher Stowe (1811-1896).
            A Teologia da Nova Inglaterra característica morreu com Edwards Amasa Parque (1808-1900), apelidado de “o último dos calvinistas consistentes”, que defendeu os conceitos de Edwards por muitos anos em Andover Seminary. Porém, desde o final da Guerra Civil, o legado de Edwards tem se expandido através da vida de muitos que usaram sua obra de forma seletiva. Grupos tão diversos como os Antigos Princetonianos (por exemplo, Charles Hodge e B. B. Warfield), os novos teólogos progressistas (por exemplo, Theodore Munger e Frank Hugh Foster), pragmáticos americanos (por exemplo, William James e John Dewey), neo-ortodoxos (por exemplo, Joseph Haroutunian e Richard Niebuhr) e pensadores evangélicos (por exemplo, R. C. Sproul e John Piper) continuaram a fazer Edwards conhecido do público moderno.
            Durante seu tempo de vida, os escritos de Edwards foram publicados em vários países diferentes. Hoje, suas obras estão disponíveis em árabe, chinês, choctaw, holandês, inglês, francês, escocês, alemão, italiano, coreano, espanhol, sueco e galês.

O Professor Douglas Sweeney tem escrito de forma intense sobre Jonathan Edwards e seu legado, incluindo o livro Nathaniel Taylor, New Haven Theology e o Legacy of Jonathan Edwards (Oxford, 2002). Ele organizou o volume 23 de Works of Jonathan Edwards, The Miscellanies” 1153-1360, e, por dois anos, ocupou a posição de Editor Assistente das Works of Jonathan Edwards.

Para mais recursos bibliográficos:
Nathaniel Taylor, New Haven Theology, and the Legacy of Jonathan Edwards, por Douglas Sweeney
The New England Theology, From Jonathan Edwards to Edwards Amasa Park, por Douglas A. Sweeney e Allen C. Guelzo (orgs.)
Jonathan Edwards: A Life, por George Marsden


Disponível no Jonathan Edwards Center, Yale University. www.edwards.yale.edu
Tradução: Paulo Corrêa Arantes

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