Professor Douglas Sweeney, Trinity
Evangelical Divinity School
Jonathan
Edwards provou ser o mais influente pensador religioso na história americana.
Sua obra deu origem à primeira escola nativa da teologia americana, mencionada
de forma variada como New Divinity, calvinismo consistente, tradição
Edwardsiana, teologia da Nova Inglaterra e, na Inglaterra, Teologia Americana.
Seus primeiros discípulos, liderados pelos Revs. Samuel Hopkins (1721-1803) e
Joseph Bellamy (1719-1790), espalharam seus conceitos por toda parte por meio
de suas famosas “escolas dos profetas” (campos de treinamento ministerial que
precederam os seminários modernos), reformas eclesiásticas (a mais importante,
sua anulação da “Aliança do Meio Termo” da Nova Inglaterra), publicações, pactos
de oração e frequentes avivamentos. A distinção de Edwards entre “habilidade
natural” do pecador (isto é, capacidade constitucional) e “inabilidade moral” (isto
é, má vontade inerradicável) para se arrepender e crer no evangelho, e seu
relacionado apelo universal ao “arrependimento imediato”, foram especialmente
influentes na formação seu legado. Perto do final do século 18, seus
discípulos, com essas doutrinas, tinham começado a liderar o moderno movimento
de missões protestantes – tanto da Inglaterra quanto dos EUA – exportando o
evangelicalismo Edwardsiano para os postos mais distantes na África, Sul da
Ásia e para o Oeste das Montanhas Apalaches da América (isto é, a “fronteira
ocidental”).
Durante e depois dos
avivamentos do Segundo Grande Avivamento, conceitos de Edwards se espalharam
ainda mais, principalmente através do ensino e livros de Nathaniel William
Taylor de Yale (1786-1858). Eles contribuíram para o ministério de Charles
Grandison Finney (1792-1875); eles foram contestados durante uma ruptura dos
congregacionalistas de Connecticut, no início dos anos 1830 (o famoso
rompimento “Taylorita-Tylerita”); eles moldaram as doutrinas das Novas Escolas
presbiterianas, do norte e do sul, produzindo um cisma presbiteriano que
começou em 1837; e eles instruíram os conceitos dos batistas, tanto na
Inglaterra quanto na América, de William Carey (1761-1834) e Andrew Fuller
(1754-1815) até Isaac Backus (1724-1806), Jonathan Maxcy (1768-1820), e até
mesmo William Bullein Johnson (1782-1862), o principal fundador da Convenção
Batista do Sul.
Durante o período anterior à Guerra
Civil americana, o pensamento e a reputação de Edwards tinha aberto seu caminho
para as páginas da cultura literária americana. Sua tipologia ressurgiu na obra
de Ralph Waldo Emerson (1803-1882). Suas doutrinas moldaram a “ficção da
mulher” de autores como Susan Warner (1819-1885). Sua reputação, bem como a de
alguns de seus seguidores New Divinity, inspiraram novelas históricas por parte
de escritores como Harriet Beecher Stowe (1811-1896).
A Teologia da Nova Inglaterra
característica morreu com Edwards Amasa Parque (1808-1900), apelidado de “o
último dos calvinistas consistentes”, que defendeu os conceitos de Edwards por
muitos anos em Andover Seminary. Porém, desde o final da Guerra Civil, o legado
de Edwards tem se expandido através da vida de muitos que usaram sua obra de
forma seletiva. Grupos tão diversos como os Antigos Princetonianos (por
exemplo, Charles Hodge e B. B. Warfield), os novos teólogos progressistas (por
exemplo, Theodore Munger e Frank Hugh Foster), pragmáticos americanos (por exemplo,
William James e John Dewey), neo-ortodoxos (por exemplo, Joseph Haroutunian e
Richard Niebuhr) e pensadores evangélicos (por exemplo, R. C. Sproul e John
Piper) continuaram a fazer Edwards conhecido do público moderno.
Durante seu tempo de vida, os
escritos de Edwards foram publicados em vários países diferentes. Hoje, suas
obras estão disponíveis em árabe, chinês, choctaw, holandês, inglês, francês,
escocês, alemão, italiano, coreano, espanhol, sueco e galês.
O Professor
Douglas Sweeney tem escrito de forma intense sobre Jonathan Edwards e seu
legado, incluindo o livro Nathaniel
Taylor, New Haven Theology e o Legacy of Jonathan Edwards (Oxford,
2002). Ele organizou o volume 23 de Works
of Jonathan Edwards, The
Miscellanies” 1153-1360, e, por dois anos, ocupou a posição de Editor
Assistente das Works of Jonathan Edwards.
Para mais recursos bibliográficos:
Nathaniel
Taylor, New Haven Theology, and the Legacy of Jonathan Edwards, por Douglas Sweeney
The New
England Theology, From Jonathan Edwards to Edwards Amasa Park, por Douglas A. Sweeney e Allen C.
Guelzo (orgs.)
Jonathan
Edwards: A Life, por George Marsden
Disponível no Jonathan Edwards
Center, Yale University. www.edwards.yale.edu
Tradução: Paulo Corrêa Arantes
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