Frase da Semana

Assim, tudo é de Deus, está em Deus e existe para Deus; ele é o começo, o meio e o fim.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Principais Obras



Resoluções (1722-1723)

Introdução

            Para Edwards, as resoluções não eram esperanças piedosas, sonhos românticos nem regras legalistas. Elas eram instruções para a vida, máximas a serem seguidas sob todos os pontos de vista. Edwards dependia da força sustentadora da sua onipotente Divindade para capacitá-lo a vive-las.
            As Resoluções eram as diretrizes para autoexame. Os puritanos davam muito valor às ordens bíblicas, a fim de submeterem-se ao exame divino e monitorarem seus motivos e ações. No nível da comunidade, as congregações eram exortadas a praticar a introspecção como um dever de grande consequência.
            Edwards traçou as Resoluções em um estilo prático, tratando-as como princípios científicos. Das setenta resoluções, a primeira datada, No. 35, foi escrita em 18 de dezembro de 1722, quando começa seu Diário. A última, No. 70, foi escrita em 17 de agosto de 1723. Assim, pelo menos a metade foi delineada durante o pastorado de Edwards em Nova York e subsequente estadia em East Windsor, antes de receber seu grau de mestre, em setembro de 1723. A data e local de escrita das primeiras resoluções não datadas são desconhecidas. A elaboração de resoluções era uma prática normal das pessoas instruídas no século dezoito. Os estudiosos têm comparado as resoluções de Edwards e Benjamin Franklin. Além de discutir sobre as habilidades e a importância de Edwards e Franklin como autobiógrafos, os estudiosos têm debatido sobre esses dois homens como filósofos, cientistas e comentaristas religiosos. Eles têm visto nesses respectivos personagens dois lados do Iluminismo, bem como os padrões diferentes do caráter americano.
            As resoluções de Franklin, em sua Autobiografia, permanecem em interessante comparação com as de Edwards. Ambos concordam sobre o valor de se fazer resoluções, avaliando sua eficácia e seguindo-as por toda a vida. E as resoluções mostram que os dois estavam unidos sobre a importância de se falar a verdade, viver moderadamente, ajudar a outros e cumprir seu dever. Cada um aconselhava a si mesmo (e a outros) a evitar a preguiça, fazer bom uso do tempo, cultivar sempre a calma e orar por assistência divina; e cada um oferece uma abordagem da vida enérgica e cuidadosa.
            Mais do que essas semelhanças, contudo, os dois diferiam grandemente, e as resoluções refletem isto. Franklin ficou satisfeito com treze resoluções, enquanto que o determinado Edwards prolongou sua lista para setenta. Eles também eram diferentes quanto ao espírito e propósito. Franklin representa a Idade da Razão. Sua ênfase está neste mundo e na preparação de um bom cidadão. Suas Resoluções são breves, epigramáticas e ecléticas. Jesus e Sócrates eram igualmente dignos de imitação. As orações foram uma reflexão tardia na prática diária de Franklin. Em contraste, Edwards deu continuidade ao modelo do puritanismo, descrevendo-se, juntamente com todos os seres humanos, como fraco e pecador, impotente sem a intervenção divina. Pelo fato de a intenção última das Resoluções era produzir uma alma adequada para a eternidade com Deus, elas serviam como um conjunto de diretrizes praticas para o dia a dia, a fim de alcançar este fim. Edwards jurou a si mesmo estudar as Escrituras mais que todos os outros livros, e a orar firmemente; devia confiar em Jesus como Senhor; Deus era presente, pessoal e primordial.

(Introdução a Resolutions, extraída da Introdução aos Personal Writings de Edwards, de George Claghorn, Vol. 16 de Works of Jonathan Edwards.)

Marcas Distintivas (1741)


Pregado em setembro de 1741, no Yale College, como o discurso de formatura, no auge do Grande Avivamento, Marcas Distintivas de uma Obra do Espírito de Deus foi o esforço de Edwards para imprimir uma nota moderadora na controvérsia a respeito dos avivamentos. Com os “New Lights”, pró-avivamento, insistindo na consumada autenticidade dos avivamentos, e os “Old Lights”, anti-avivamento, insistindo na crítica ao comportamento, às vezes, extático e desordenado dos convertidos, e no estilo expansivo dos pregadores itinerantes, Edwards encontrou-se em uma posição nada invejável de tentar reconciliar os dois partidos. De modo característico, ele procurou trilhar um caminho entre os dois extremos. Diante dos circunspectos reitor e corpo docente de Yale, que eram críticos do avivamento e dos itinerantes, e atentos a qualquer sinal de desobediência em seus alunos, Edwards aplicou as lições que aprendera desde o avivamento no Vale de Connecticut, de 1734-35, e dos eventos que tinha testemunhado desde a chegada de Whitefield, no outono de 1740. Aqui, pela primeira vez, ele traçou uma linha entre os sinais “negativos” e “positivos” de autenticidade, advertindo que alguns comportamentos e disposições espirituais não podiam ser legitimamente tomados como uma “marca” do Espírito Santo, enquanto que outros eram mais confiáveis. Edwards não convenceu sua audiência em Yale, mas ele foi bem-sucedido em impressionar vários dos ouvintes, inclusive Samuel Hopkins, que resolveu estudar com ele. Marcas Distintivas foi rapidamente publicado em Boston e chamou a atenção na Inglaterra, onde uma edição foi publicada, em Londres, no ano seguinte.

Uma Humilde Investigação (1749)


Introdução

Uma das principais declarações de Edwards sobre a natureza da igreja, Uma Humilde Investigação foi escrita para explicar e justificar seu esforço para mudar a profissão de fé necessária para a admissão na plena comunhão da igreja, no final da década de 1740. Sua mudança de posição surgiu de sua preocupação de que, sob o sistema herdado de seu avô e predecessor em Northampton, Solomon Stoddard, foi permitido aos crentes nominais participarem de todos os privilégios da membresia da igreja, o que incluía votar nas assembleias da igreja e participar da ceia do Senhor. Por trás da preocupação de Edwards estava a antiga distinção puritana entre a igreja “visível” e a “invisível”, que torna a igreja visível unida o mais próximo possível da igreja invisível, verdadeiramente regenerada (ou eleita). Em 1748, depois de anunciar sua intenção de exigir uma profissão de fé mais específica do que a exigida anteriormente, Edward deflagrou uma amarga controvérsia em Northampton. Uma Humilde Investigação foi publicada no ano seguinte, mas pouco afetou a oposição de sua congregação a ele ou sua demissão, que ocorreu em junho de 1750.

O Fim para o qual Deus Criou o Mundo (1765)


Em meados da década de 1750, Edwards estava trabalhando em um par de “dissertações”, uma sobre O fim para o qual Deus criou o mundo, a outra sobre A natureza da verdadeira virtude. São obras complementares. Em resposta aos filósofos, que propunham a felicidade humana como o fim para o qual foram criados, Edwards sustenta que Deus criou o mundo para a sua própria glória. No entanto, visto que a verdadeira felicidade vem de Deus, a felicidade humana é uma parte da glória de Deus. Existem fins “últimos” e fins subsidiários que tendem para a mesma coisa. Infelizmente, Edwards não viveu para preparar as duas dissertações para publicação; essa tarefa foi deixada para seu discípulo Samuel Hopkins, que as publicou em 1765.

Afeições Religiosas (1746)


Introdução

Um Tratado Concernente as Afeições Religiosas permanece como a interpretação mais penetrante de Edwards sobre o avivamento de sua época, sem mencionar uma das mais penetrantes de qualquer época. Como em Alguns Pensamentos, ele argumentou contra os extremos do emocionalismo, de um lado, e do intelectualismo, do outro. Afeições eram essenciais à verdadeira religião, mas elas devem ser testadas. Primeiro, Edwards expõe sua psicologia das afeições, que inclui tanto entendimento quanto vontade, e envolvem todo o conjunto das faculdades humanas. Respondendo aos críticos do avivamento, Edwards examina minuciosamente uma série de sinais “negativos”, ou critérios não confiáveis de julgamento da benevolência das afeições. Finalmente, e mais excelentemente, ele fornece doze sinais “positivos” para autoexame. O décimo segundo sinal, ao qual Edwards dá um tratamento mais completo, era a importância da prática cristã como evidência do estado do coração. Aqui, para Edwards, estava o padrão supremo da santidade visível.

Natureza da Verdadeira Virtude (1765)


Introdução

A dissertação Natureza da verdadeira virtude tornou-se amplamente discutida por suas implicações éticas, e isso merecidamente. Para Edwards, existem diferentes níveis de virtude, como o título, com sua distinção de “verdadeira virtude”, implica. Existe moralidade comum e virtude verdadeira, ou virtude salvadora, sendo a primeira um tipo de virtude secundária ou inferior. A verdadeira virtude deve estar baseada numa benevolência ou amor ao “Ser, considerado simplesmente”, que é Deus. Por extensão, também, a verdadeira virtude consiste em uma “união de coração” ao “Ser em geral”. Em outras palavras, outros seres com verdadeira virtude, ou amor a Deus, inspirarão em nós um amor por eles. Isso, afirma Edwards, é o “consentimento dos seres ao Ser”.

Narrativa Pessoal (c.1740)


Introdução

Provavelmente escrita em resposta a um pedido, em 1739, de seu futuro genro, o Rev. Aaron Burr, Edwards escreveu um relato cuidadosamente estruturado, mas revelador, de suas experiências religiosas. Ele utiliza os registros de seu Diário, bem como os primeiros registros de suas Miscelâneas para reconstruir suas atividades, pensamentos e estados espirituais, descartando grande parte de sua religião juvenil como muito orientada para as obras. Descrevendo seus anos mais maduros, ele aborda temas importantes como a glória, a excelência e a beleza de Deus, e a profundidade de seu próprio pecado, “infinito sobre infinito!” No processo, ele apresenta sua própria experiência, assim como ele faz de sua esposa, Sarah Pierpont Edwards, em Alguns pensamentos sobre o avivamento, e em A vida de David Brainerd, como um modelo para o peregrino espiritual. Considerada entre estudiosos literários e culturais como um marco na história da auto-revelação americana, a Narrativa Pessoal foi algumas vezes antologizada. É também valorizada pelos leitores religiosos como um guia evangélico. A Narrativa Pessoal desfrutou de um bom negócio no século XIX, quando foi publicada em pequenos panfletos e vendida em centenas de milhares.

Vida de David Brainerd (1749)


Depois que o jovem missionário, David Brainerd, morreu de tuberculose na casa de Edwards, em 1748, Edwards leu todo o manuscrito do diário de Brainerd. Impressionado, ele resolveu prepara-lo para a impressão. Exaltando a fé auto-sacrificial de Brainerd no interesse da conversão de “pagãos”, Edwards apresentou Brainerd como um exemplo concreto de santidade como exposto em Afeições Religiosas. No processo, contudo, como Norman Pettit mostrou, Edwards omitiu muitas porções do diário de Brainerd, a fim de evitar que o público conhecesse os extremos emocionais que ele experimentou, de modo que ele não seria rejeitado como um “entusiasta” ou como melancólico. A Vida de David Brainerd, como o estudioso Joseph Conforti observa, é a “obra mais popular” de Edwards; ela nunca deixou de ser impressa. Esta obra foi o principal ímpeto e inspiração ao movimento missionário doméstico e estrangeiro do final do século dezoito e através do século dezenove. Para Edwards, Brainerd pode ter servido também como um modelo para a obra missionária entre os índios de Stockbridge.

Liberdade da Vontade (1754)


Introdução

Listado como um dos quinhentos livros mais importantes da história americana, Uma investigação cuidadosa e rigorosa sobre as modernas noções prevalecentes de que a liberdade da vontade, que é suposta ser essencial para agência moral, virtude e vicio, recompensa e punição, louvor e culpa (Freedom of the Will, abreviado) é uma das façanhas mais duradouras de Edwards. Nessa obra monumental, Edwards se esforça para combater as “noções predominantes”, promovidas principalmente pelos arminianos, de que a vontade é “autodeterminada” no sentido de que nossas escolhas não são predeterminadas por qualquer outra causa a não ser pelo próprio exercício da vontade, ou são exercidas a partir de um estado de “indiferença”. Para Edwards, isso não fazia sentido e era perigoso, porque negava a soberania de Deus como a causa primeira. De maneira fidedigna, Edwards reduziu esta opinião sobre a vontade a um absurdo ao usar o argumento da regressão infinita – as causas de uma escolha supostamente “indiferente” estavam, na verdade, ligadas, como em uma corrente, estendendo-se infinitamente. Em seu lugar, Edwards ofereceu um conceito “compatibilista” da vontade e da agência moral, baseada na inclinação que tentava conciliar liberdade e necessidade. Uma pessoa agia de acordo com a predisposição para o pecado, se não regenerada, ou para a santidade, se regenerada. A escolha era uma questão de motivos mais fortes. Os seres humanos têm uma “incapacidade moral” para resistir aos seus motivos mais fortes. Segundo o estado espiritual de alguém, então, havia uma “necessidade” de escolhas e ações que, ao mesmo tempo, não violavam a autonomia e a liberdade de fazer essas escolhas e realizar essas ações.

Fiel Narrativa (1737)


Introdução

Quando relatórios sobre o avivamento de 1734-37 em e ao redor de Northampton se espalharam, líderes provinciais começaram a questionar sobre a verdade e a natureza do fenômeno. Edwards ampliou uma breve descrição inicial sobre o reavivamento para publicação em Londres, em 1737, e novamente para uma impressão em Boston, no ano seguinte, seguida por traduções para o alemão e holandês. A Faithful Narrative of the Surprising Work of God in the Conversion of Many Hundred Souls in Northampton colocou Edwards e sua igreja perante os olhos de uma audiência internacional. Aqui, Edwards fornece um perfil social e demográfico da cidade, e um retrato sofisticado da psicologia religiosa que ele observou entre os seus párocos. Em particular, ele tornou famosos dois de seus convertidos, a agonizante Abigail Hutchinson e a quatro anos mais velha Phebe Barlett, ao incluir extensos relatos de suas experiências religiosas. Uma Fiel Narrativa tornou-se nada menos que o modelo para os avivamentos futuros, um manual para conduzi-los e monitorá-los.

Pecado Original (1758)


Introdução

A grande doutrina cristã do Pecado Original defendida foi a defesa de Edwards do conceito calvinista sobre a depravação humana, em resposta à concepção cada vez mais aceita sobre a natureza humana como essencialmente boa e inocente no nascimento, e que o ambiente, a experiência e as pessoas tornam as pessoas perversas. Edwards se opôs argumentando que a Escritura, a história e a razão provam o mal inato da humanidade. A depravação, uma tendência ou inclinação ao pecado, e a imputação desse estado de Adão, eram argumentos ligados para Edwards. Somente a graça divina poderia alterar esses estados inerentes. Deus lidou com a humanidade não individualmente, mas coletivamente, por causa da liderança federal de Adão. Adão e sua posteridade não eram agentes distintos. Edwards se referiu a isto como uma “identidade constitucional”. O Pecado Original estava na prensa por ocasião da morte de Edwards, em Princeton.

Pecadores nas Mão de um Deus Irado (1741)


Introdução

Para melhor ou pior, o sermão pelo qual Edwards é, provavelmente, mais famoso – ou infame – é aquele pregado à congregação de Enfield, Massachusetts (mais tarde Connecticut), em julho de 1741. Antologizado em livros-textos do ensino médio e de faculdades, Pecadores nas mãos de um Deus irado, representa na mente de muitas pessoas a perspectiva sombria, cruel e diabólica de Edwards e de seus predecessores puritanos. Porém, certamente esta representação é apenas uma caricatura, pois Pecadores, se representa alguma coisa, representa apenas uma pequena parte do conceito de Edwards sobre a relação entre a humanidade e Deus. Como um sermão produzido especialmente para avivamento, Pecadores visava uma congregação particularmente dura de coração. Porém, ao mesmo tempo, o sermão de avivamento e tudo o que ele expressou – o terrível peso do pecado, a ira de um Deus infinitamente santo e o inesperado do momento em que Deus executará a justiça – eram essenciais para a teologia de Edwards. Este sermão, portanto, merece ser estudado e ser objeto de meditação por si mesmo, mas também como parte de um conceito mais amplo sobre a vida espiritual.

Justificação Somente pela Fé (1738)


A publicação em 1738 de Justificação pela fé somente, como parte dos discursos sobre vários assuntos importantes, marcou um momento significativo no protesto público de Jonathan Edwards contra a invasão da teologia arminiana anglicana na Nova Inglaterra. Neste discurso razoavelmente longo e complexo, ele procurou incorporar mais de uma década de pensamento e ensino em um argumento detalhado, refutando as afirmações específicas do pensamento arminiano.
O discurso não deve ser considerado uma declaração completa sobre o assunto. Por exemplo, Edwards não desenvolve, em qualquer extensão, suas ideias sobre a natureza da fé salvadora. De fato, é evidente que, mais tarde, ele viu o discurso como um ponto de partida para um tratamento pleno da doutrina (WJE Online, vol. 21, 340).
Vários temas-chaves emergem no discurso, cada um cuidadosamente alinhado ao contexto polêmico específico. Primeiro, a impossibilidade de justificação com base nas obras realizadas por um pecador. Segundo, a centralidade de Jesus Cristo e sua obediência no plano divino de salvação. Finalmente, a absoluta necessidade de obediência evangélica por parte daqueles justificados pela fé.
Esse discurso dividiu os intérpretes do entendimento reformado de Edwards sobre a salvação: o problema é o nível de continuidade ou descontinuidade entre Edwards e seus pais puritanos. A publicação de Miscelâneas e dos sermões do período apresenta a possibilidade de que um consenso interpretativo a respeito deste controvertido texto pré-avivamento ainda possa ser desenvolvido.

História da Obra da Redenção (1739/74)


Introdução

Nesta ambiciosa série de trinta sermões, pregados em 1739 e publicados postumamente em forma expandida, na Escócia, Edwards registra sua ampla visão da história salvífica. Ele leva o plano a um nível cósmico, mostrando o plano trinitário de redenção nas interrelações pactuais entre as três pessoas da Trindade. A justiça de Deus consiste na fidelidade de Deus em cumprir as promessas da aliança aos crentes. A aliança da redenção separou toda a humanidade em eleitos e reprovados. A história humana, desde a queda de Adão até o julgamento final, foi organizada em fases distintas. Ao descrever o tratado planejado sobre o assunto aos curadores do College of New Jersey, em 1757, ele o descreveu como uma teologia na forma de narrativa, uma história. Toda a doutrina cristã seria organizada em uma história do céu, do inferno e da terra. Provocador em seu começo e a partir da grande quantidade de material que ele deixou para trás, Uma História da Obra da Redenção continua sendo uma das “grandes obras” incompletas de Edwards.

Uma Humilde Tentativa (1748)


Introdução

Por meio de toda a correspondência de Edwards com um grupo de avivalistas na Escócia, ele foi capaz de transmitir notícias dos avivamentos e das preocupações religiosas em circulação. Uma medida que os escoceses implementaram como um modo adicional de promover o espirito do avivamento foi instituir dias regulares e combinados de oração, os quais seriam observados pelas igrejas participantes por todo o país. Os amigos de Edwards propuseram que as igrejas nas colônias se juntassem, e Edwards avidamente concordou em transmitir a ideia. Uma Humilde Tentativa foi o resultado. Edwards apresentou a proposta na primeira parte do livro e, então, gastou o restante para trazer prova escriturística da eficácia da oração em acordo, discutindo a importância de perpetuar os avivamentos, e ligando-os aos ensinos e esperanças apocalípticas. Apontado como uma importante fonte para renovar o moderno movimento de Pacto de Oração, Uma Humilde Tentativa também é considerado uma importante declaração da escatologia de Edwards.

Alguns Pensamentos Concernentes ao Avivamento (1743)


Os avivamentos do início da década de 1740 dividiram o clero e os líderes políticos da populosa Nova Inglaterra em defensores e críticos de graus variados. Mais perturbadores para os opositores “Old Lights” do avivamento eram o comportamento irracional, os desafios dirigidos contra os ministros “não convertidos”, e a exortação feita por leigos, homens e mulheres, brancos e negros. Em 1742, os Old Lights, liderados por Charles Chauncy, de Boston, atacaram os avivamentos e seus defensores pelo púlpito e pela imprensa. Alguns Pensamentos foi a réplica de Edwards a esses ataques. Em seu livro mais longo até agora, ele defendeu a “obra” como uma obra do Espírito de Deus, e deu as razões pelas quais até mesmo os “diabólicos opositores” eram obrigados a promove-la. Reconhecendo os abusos, ele, contudo, sustentou que a causa essencial era Deus, e até mesmo forneceu um relato sobre a experiência espiritual de sua esposa como exemplo de piedade evangélica. Porém, na seção mais longa, ele castigou os “piedosos fanáticos”, que tinham causado muito dano à causa dos avivamentos e da verdadeira religião por meio de orgulho espiritual, princípios errados e ignorância. De modo muito simples, Edwards estava tentando encontrar uma base comum sobre a qual os dois lados poderiam andar juntos.


Disponível no Jonathan Edwards Center, Yale University. www.edwards.yale.edu
Tradução: Paulo Arantes

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