Frase da Semana

Assim, tudo é de Deus, está em Deus e existe para Deus; ele é o começo, o meio e o fim.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Jonathan Edwards: Pregador


Por Harry S. Stout. Jonathan Edwards Professor de História, Estudos Religiosos e Estudos Americanos, Yale University

Por que Jonathan Edwards é considerado universalmente o maio pregador protestante da América?

Parte da razão, conhecida de toda criança em idade escolar, é que ele pregou o maior sermão da América. Pecadores nas mãos de um Deus irado aparece basicamente em toda antologia da literatura americana do século passado, e frequentemente está sozinho como o único sermão incluído no texto. Até mesmo o jovem vídeo-endurecido de nossos dias empalidece diante da linguagem ilustrativa e imagens apuradas que Edwards empregou para dar vida os horrores do inferno. Porém, sua reação perde a importância em comparação ao pavor que inspirou nos corações dos ouvintes contemporâneos de Edwards, adultos e crianças. Adicione a isto a certeza de Edwards de que uma porção significativa de seus ouvintes estava, de fato, indo para o inferno, e você tem todas as marcas do exemplo mais perfeito de sermão “fogo e enxofre”.
Porém, Edwards, o pregador, era muito mais que fogo e enxofre. Sim, o inferno era um lugar real na mente de Edwards e, portanto, merecedor de contínua advertência para ser evitado a todo custo. Porém, de modo enfático, este não era o assunto que preocupava seus pensamentos e visões. “Céu” e “amor” eras as duas palavras mais importantes nos sermões de Edwards, e ele se esforçava semanalmente para persuadir a consciência de seus ouvintes dessas realidades. Edwards estava muito mais interessado em que sua congregação chegasse a um conhecimento salvador de Deus por meio de uma consciência da beleza do grande e poderoso amor redentivo de Deus por ela. Mesmo um exame superficial dos títulos dos sermões de Edwards confirmará isto.
Além de ser um grande pregador, Edwards também foi um grande escritor e, assim, sermões que ele compôs trezentos anos atrás continuam a trazer a marca de um artista literário, tão único em seu próprio campo quanto Milton foi com a poesia ou Mozart, contemporâneo de Edwards, foi na música. Se não o mais fascinante orador de sua época (este elogio certamente pertence a George Whitefield), Edwards esteve entre os maiores compositores de sermões de seus dias. Por meio de milhares de páginas de texto economicamente rabiscadas, compostas de décadas de pregação semanal, Edwards entalhou palavras de esplendor literário e profundidade espiritual, que continuam a impressionar os estudiosos e a inspirar os crentes.

Para fontes bibliográficas adicionais:

The Sermons of Jonathan Edwards: A Reader
The New England Soul: Preaching and Religious Culture in Colonial New England
Harry S. Stout


Disponível no Jonathan Edwards Center, Yale University. www.edwards.yale.edu

Tradução: Paulo Corrêa Arantes

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