Por Harry S. Stout. Jonathan
Edwards Professor de História, Estudos Religiosos e Estudos Americanos, Yale
University
Por
que Jonathan Edwards é considerado universalmente o maio pregador protestante
da América?
Parte da razão, conhecida de toda criança em idade escolar, é que ele
pregou o maior sermão da América. Pecadores
nas mãos de um Deus irado aparece basicamente em toda antologia da
literatura americana do século passado, e frequentemente está sozinho como o
único sermão incluído no texto. Até mesmo o jovem vídeo-endurecido de nossos
dias empalidece diante da linguagem ilustrativa e imagens apuradas que Edwards
empregou para dar vida os horrores do inferno. Porém, sua reação perde a
importância em comparação ao pavor que inspirou nos corações dos ouvintes
contemporâneos de Edwards, adultos e crianças. Adicione a isto a certeza de
Edwards de que uma porção significativa de seus ouvintes estava, de fato, indo
para o inferno, e você tem todas as marcas do exemplo mais perfeito de sermão
“fogo e enxofre”.
Porém, Edwards, o pregador, era muito mais que fogo e enxofre. Sim, o
inferno era um lugar real na mente de Edwards e, portanto, merecedor de
contínua advertência para ser evitado a todo custo. Porém, de modo enfático,
este não era o assunto que preocupava seus pensamentos e visões. “Céu” e “amor”
eras as duas palavras mais importantes nos sermões de Edwards, e ele se
esforçava semanalmente para persuadir a consciência de seus ouvintes dessas
realidades. Edwards estava muito mais interessado em que sua congregação
chegasse a um conhecimento salvador de Deus por meio de uma consciência da
beleza do grande e poderoso amor redentivo de Deus por ela. Mesmo um exame
superficial dos títulos dos sermões de Edwards confirmará isto.
Além de ser um grande pregador, Edwards também foi um grande escritor e,
assim, sermões que ele compôs trezentos anos atrás continuam a trazer a marca
de um artista literário, tão único em seu próprio campo quanto Milton foi com a
poesia ou Mozart, contemporâneo de Edwards, foi na música. Se não o mais
fascinante orador de sua época (este elogio certamente pertence a George
Whitefield), Edwards esteve entre os maiores compositores de sermões de seus
dias. Por meio de milhares de páginas de texto economicamente rabiscadas,
compostas de décadas de pregação semanal, Edwards entalhou palavras de
esplendor literário e profundidade espiritual, que continuam a impressionar os
estudiosos e a inspirar os crentes.
Para
fontes bibliográficas adicionais:
The
Sermons of Jonathan Edwards: A Reader
The New
England Soul: Preaching and Religious Culture in Colonial New England
Harry S. Stout
Disponível no Jonathan Edwards
Center, Yale University. www.edwards.yale.edu
Tradução: Paulo Corrêa Arantes
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