Frase da Semana

Assim, tudo é de Deus, está em Deus e existe para Deus; ele é o começo, o meio e o fim.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Biografia: George Whitefield

            George Whitefield nasceu na Inglaterra, em 1714. Quando criança, Whitefield amava atuar e imitava os pregadores que ouvia. Embora sua educação inicial tenha sido irregular por causa dos problemas financeiros de sua família, em 1732 ele começou a frequentar a Universidade de Oxford. Lá ele conheceu Carlos Wesley, um estudante anglicano piedoso que encorajou Whitefield ao cristianismo piedoso. Whitefield se juntou ao “Clube Santo”, liderado pelo irmão de Carlos, João Wesley. O clube era um ajuntamento de estudantes que se dedicavam à oração, ao jejum e a outros exercícios espirituais, foram chamados de “metodistas” por causa dos métodos usados para promover a santidade pessoal. Esses jovens aprofundaram sua espiritualidade e, com Whitefield e os Wesley à frente, criaram o movimento metodista.
          Whitefield foi ordenado depois de receber seu Bacharelado em Artes. Ele começou a pregar imediatamente, mas ele não se estabeleceu como ministro de uma paróquia. Em vez disso, ele se tornou um pregador e evangelista itinerante. Assim como os Wesley haviam feito anteriormente, Whitefield fez sua primeira viagem à América do Norte em 1738, viajando para a recém-estabelecida colônia da Geórgia. Ali ele concebeu a ideia de estabelecer um orfanato, o qual ele chamou de Betesda. Whitefield levantou dinheiro para o orfanato pelo resto de sua vida
          Depois que ele voltou para a Inglaterra, a pregação de Whitefield tornou-se cada vez mais popular. Whitefield pregava em um estilo dramático que as multidões amavam, envolvendo-se, por exemplo, em conversas imaginadas no púlpito. Seus caluniadores diziam que ele era mais um ator do que um pregador. Sua voz era poderosa, o que era uma necessidade a fim de se alcançar as grandes multidões que se reuniam para ouvi-lo. Ele pregava em igrejas estabelecidas sempre que podia, mas frequentemente ele recorria à pregação ao ar-livre, quando não conseguia encontrar uma igreja que colaborava ou quando a audiência era grande demais. Durante a maior parte de sua vida, Whitefield pregou vários sermões todos os dias da semana. E Whitefield, como os outros metodistas, procurava os grupos de pessoas que os outros ministros ignoravam, como mineiros na Grã-Bretanha ou os escravos na Geórgia.
          A pregação de Whitefield não era diferente apenas por causa do seu estilo; sua mensagem também era diferente. Onde os outros ministros anglicanos enfatizavam o ritual religioso ou a vida moral, Whitefield pregava a conversão. Seus ouvintes deviam ser internamente mudados, por meio da fé em Jesus Cristo, para uma salvação pessoal do pecado, para experimentar um novo nascimento através do Espírito Santo. Esta conversão e regeneração podiam ser experimentadas num instante, Whitefield pregava, se as pessoas apenas se arrependerem e crerem.
          A medida que ele se tornava cada vez mais popular, Whitefield também se tornava cada vez mais divisivo. Muitos ministros estabelecidos achavam que ele estava errado ao enfatizar a conversão e que seu estilo era muito extravagante. Eles o acusaram de ser um “entusiasta”, isto é, alguém que feria a dignidade da pregação e reivindicava de modo ilegítimo a revelação de Deus. Whitefield, por sua vez, foi impiedoso e, às vezes, não amoroso em seus ataques aos outros ministros, a quem ele acusava de ignorar o evangelho e de servir a Satanás. Essas disputas começaram a criar uma divisão entre evangélicos como Whitefield e o anglicanismo tradicional. Whitefield também rompeu com seu colega metodista, John Wesley, por causa de um argumento teológico, o que levou a um rompimento pessoal, e os metodistas se separaram em dois campos.
          Em 1739, Whitefield retornou às colônias para o que se tornaria o mais importante tour de pregação de sua vida. Ao mesmo tempo em que levantava dinheiro para o Orfanato da Geórgia, Whitefield pregou em todas as colônias, da Nova Inglaterra até a Geórgia, em uma viagem que durou mais de um ano. Ele realizou reuniões tanto ao ar-livre quanto em qualquer igreja que o convidasse. A viagem foi bem divulgada, pois Whitefield providenciou a cobertura do jornal, e escreveu muitos panfletos e sermões em suas viagens, aproveitando assim o poder da imprensa em prol do avivamento. Consequentemente, Whitefield pregou para multidões tremendamente grandes, incluindo alguns encontros que totalizaram dezenas de milhares.
           O que fez a turnê de pregação de Whitefield tão importante foi que ela surgiu durante o auge de vários avivamentos locais. Na Nova Inglaterra, sob o comando de Jonathan Edwards, na Pensilvânia e em New Jersey, sob o comando de William e Gilbert Tennent, e na Virgínia, sob o comando de Samuel Davies, esses avivamentos levaram a muitos convertidos. Whitefield pregou ao lado de cada um desses ministros. Foi a experiência compartilhada da pregação de Whitefield, tanto pelas dezenas de milhares de pessoas que compareciam aos seus cultos quanto pelo público ainda maior que lia sobre eles em jornais e panfletos, que transformaram uma série de avivamentos locais espalhados no Grande Avivamento.
           Em seu retorno para a Grã-Bretanha, em 1741, Whitefield continuou seu ministério de pregação, embora sua popularidade estivesse diminuindo. Muitas igrejas foram fechadas para ele por causa de seus ataques ao clero anglicano, então ele pregou ao ar livre e estabeleceu uma capela para si mesmo, em Londres.
          Whitefield viajou novamente para as colônias, em 1744. Os fogos do Grande Avivamento tinham diminuído de intensidade, mas Whitefield conseguiu atiçá-los novamente, embora não com tanto sucesso quanto em sua turnê anterior. Como na Inglaterra, ele encontrou um número crescente de igrejas fechadas a ele por ministros que se opunham ao Avivamento. Whitefield também continuou a levantar dinheiro para o Betesda. Lamentavelmente, ao tentar sustentar o orfanato de modo permanente, Whitefield aceitou a doação de alguns escravos e comprou alguns de si mesmo. Esses escravos começaram a trabalhar em uma plantação na Geórgia, e a renda era destinada ao orfanato. Whitefield já havia se oposto de forma branda à escravidão, mas pensando apenas em seu orfanato, tornou-se um praticante e defensor da escravidão. Os evangélicos, que eram seus contemporâneos, estavam começando a ter sérias dúvidas sobre a escravidão e até mesmo a se opor a ela, e os evangélicos liderariam mais tarde o movimento antiescravista.
          Em 1748, Whitefield retornou para a Inglaterra. Ele se tornou o capelão pessoal de Selina Hastings, a condessa de Huntingdon e uma proeminente patrona dos ministros evangélicos. A medida que Whitefield envelhecia, sua saúde piorava. Ainda assim, ele continuou pregando várias vezes todos os dias, viajando por toda a Inglaterra, Irlanda, Escócia e várias outras vezes para a América do Norte.
          Whitefield retornou às colônias, em 1769, pela última vez. Ele tentou, sem sucesso, planejar fundar uma faculdade em Betesda. Ele também abraçou a causa política das colônias, que, naquela época, estavam envolvidas em disputas com a Grã-Bretanha imperial. Durante outra turnê de pregação, Whitefield morreu em Newburyport, Massachusetts, onde ele foi enterrado na Igreja Presbiteriana da cidade.
          Whitefield foi um homem com um dom notável e uma energia implacável para pregar. Embora seu zelo em pregar o evangelho e converter à fé em Cristo, às vezes, o tenha levado à divisão, essez zelo também o transformou no pregador mais amplamente conhecido e ouvido em seus dias. Para muitas pessoas, de ambos os lados do Atlântico, os sermões de Whitefield, tanto pessoalmente quanto impressos, foram a única experiência religiosa compartilhada que os conectaram a outras pessoas afetadas pelos avivamentos. Whitefield, mais do que qualquer outro homem, transformou uma série de avivamentos no Grande Avivamento.

Original disponível em: www.greatawakening.com
Tradução: Pr. Paulo Arantes

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