Frase da Semana

Assim, tudo é de Deus, está em Deus e existe para Deus; ele é o começo, o meio e o fim.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Biografia: Gilbert Tennent


            Nascido na Irlanda, em 1703, Gilbert Tennent era filho do ministro William Tennent. Quando Gilbert tinha quinze anos de idade, sua família se mudou da Irlanda para a Pensilvânia. Gilbert recebeu uma excelente educação de seu pai, que, mais tarde, estabeleceu uma escola para ministros.
            Após lutar acerca da salvação em sua adolescência, Tennent se converteu em 1723, quando tinha vinte anos. Três anos mais tarde, ele foi ordenado como ministro presbiteriano e começou a pastorear uma igreja em New Brunswick, Nova Jersey. Ali, ele conheceu Theodorus Frelinghuysen, um ministro reformado holandês, cuja pregação enfatizava a conversão e a vida santa. Estas ênfases ecoavam as do pai de Gilbert, e Tennent e Frelinghuysen formaram uma parceria proveitosa, um pregando frequentemente na igreja do outro, e viajando por toda a Nova Jersey e pelas colônias próximas. Tennent era um pregador ativo e entusiasta, e seus sermões levaram muitos à experiência da conversão.
            Em 1739, Tennent conheceu George Whitefield, um evangelista itinerante da Inglaterra, com que compartilhava um zelo pelo avivamento. Tennent viajou com Whitefield, apresentando-o a outros ministros nas Colônias do Meio e ajudando a tornar a turnê de pregação de Whitefield um sucesso. Quando Whitefield retornou para a Inglaterra, Tennent pregou por vários meses na Nova Inglaterra. Essas turnês fizeram muito para unir uma série de avivamentos locais e espalhados no Grande Avivamento.
            Nem todos os ministros compartilhavam do zelo de Tennent; muitos se opuseram tanto ao avivamento quanto à ênfase de Tennent na conversão pessoal. Ambos os lados do debate pregaram e publicaram sobre o assunto. A contribuição de Tennent foi seu sermão intitulado O Perigo de um Ministro Não Convertido (1740). Tennent não foi misericordioso no sermão, chamando os ministros opositores de “mestres-fariseus”, que “não tinham experiência com a obra especial do Espírito Santo em suas próprias almas”, e os comparou a Satanás transformado em anjo de luz. Tennent argumentou que os ministros que não tinham experimentado a conversão não podiam pregar o evangelho, e que os cristãos que eram convertidos estavam livres para deixar suas igrejas e procurar outros ministros. Tennent tinha um caso: muitos ministros não tinham experimentado o novo nascimento. Porém o sermão também contribuiu para endurecer aqueles que questionavam os métodos dos avivalistas entre os oponentes do Avivamento. E, ao permitir que pessoas leigas questionassem a espiritualidade dos clérigos, o sermão de Tennent enfraqueceu a autoridade tanto dos ministros avivalistas quando dos não avivalistas.
            No meio desta controvérsia, Tennent e outros apoiadores do Avivamento foram expulsos do Sínodo Presbiteriano da Filadélfia pelos ministros Old Side, que se opunham ao Avivamento. Porém Tennent e os outros ministros New Side formaram um novo Sínodo, o Sínodo de Nova York, em 1745, e deram continuidade a sua obra.
            E, 1643, Tennent tornou-se pastor de uma igreja na Filadélfia, onde ele permaneceu até o final de seu ministério. Mais tarde ele tornou-se patrocinador do College de New Jersey (que tornou-se a Universidade de Princeton), e viajou para a Inglaterra a fim de levantar fundos para o College. Embora Tennent tenha estado envolvido no cisma entre os presbiterianos das Colônias do Meio, ele também ajudou a reconcilia-los após as paixões do Grande Avivamento terem diminuído. Por volta de 1758, os Sínodos da Filadélfia e de Nova York se reconciliaram, e Tennent foi eleito seu primeiro moderador. Ele morreu em 1762, na Filadélfia.

Texto disponível em http://greatawakening.documentary.com/itens/show
Tradução: Paulo Corrêa Arantes

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